Enri: Pronto senhorita fugitiva, já consegue respirar melhor?
Eu pergunto quebrando o silêncio.
Bia: Bom me desculpe, mais eu não poderia correr o risco de ser vista e depois ser morta pelo meu pai.
Falo preocupada, ao me lembrar a pilha de nervos que o meu pai está comigo.
Enri: Eu a encaro tentando entender o que ela quis dizer com isso e ela parece falar "matar" no sentido literário da palavra. E uma raiva toma conta do meu ser por completo só de imaginar o seu pai encostando a mão nela, eu seria capaz de o matar.
Voltando a minha atenção para ela, e pergunto, talvez até com medo de ouvir a sua resposta.
O que ouve?
Bia: Sabe o dia que eu cheguei em Milão e nos encontramos na estação, tinha algum conhecido ali e viu nós nos beijando, e cantou para o meu pai.
Enri:Entao? Ele te bateu? Me fale.
Eu pergunto já serrando os meus punhos com tanta força que as minhas mãos chegam a perderem a cor, pela falta de circulação de sangue.
Bia: Ele só não me bateu por que a minha mãe não deixou se não certamente não sobraria nem o meu pó para contar história, mais ele me chamou de todos os nomes possíveis só não me chamou de santa, e para ajudar pegou o meu celular.
Enri: A Bia é tão transparente com o que sente que a sua alma fala por ela, eu vejo a tristeza gritando no seu rosto, e mesmo um pouco mais aliviado por ele não ter a batido, mais não menos tenso pelas palavras proferidas a ela.
Eu respiro fundo por algumas vezes para tentar me acalmar nem que seja um pouco.
Enri: Bia eu preciso te contar algo, e depois disso se mesmo assim você quiser ficar comigo, eu juro que te levo embora. Eu a encaro e vejo apreensão no seu rosto, e o silêncio paira sob nós.
Eu sei que o ideal seria eu me afastar para não causar mais problemas para ela, mais eu não posso, não posso me casar com outra mulher com ela impregna na minha mente. A não ser que ela não me queira mais, então eu juntarei o resto que sobrar de mim e seguirei a minha vida.
Mas também não quero me casar com ela, sem ela saber quem realmente eu sou.
Eu posso até está sendo egoísta e enfiando ela de cabeça nesse mundo escuro e cruel, mais eu não posso viver sem ela, ela é a luz que ilumina toda essa escuridão que existe em mim.
Então depois de alguns minutos olhando aquele rosto angelical, que talvez eu nunca mais o visse, eu a puxo para um beijo, talvez o último para ficar me atormentando pelo resto da minha vida.
A beijo com uma louca necessidade, como se a minha vida dependesse disso, ainda a beijando a puxo para o meu colo e o beijo dura até não nos resta mais ar.
Depois de afastar os meus labios do dela, eu enterro o meu nariz inalndo desesperadamente o seu perfume, na tentativa de registra o seu cheiro no meu íntimo, que ainda assim que se estivesse em outra vida eu me lembraria dela.
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Vera Lucia Berlanda de Andrade
eu tbm não quero eles separados faça com que o pai dela ceite o Enri
2025-02-02
1
Paola Monique
não separa eles autora 🙏🏽
2025-01-30
1
Expedita Oliveira
Ansiosaaaaaa demaisssssss 🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺
2024-09-21
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