Bruna: Acordo cedo e vou caminhar um pouco, para tentar organizar a minha mente. Escuto um barulho e sigo o som, vejo o Luís cortando lenha, sem camisa, a Lilly estava certa, que visão. Fico igual uma tarada babando ele e bem na hora, ele olha na minha direção, apenas dou um sorriso e aceno. Ele solta o machado e caminha até onde estou parecendo furioso.
Luís: O que quer comigo Bruna?
Bruna: Luís é rude comigo, fico com medo da forma bruta que ele fala.
Luís: Vejo o medo nos olhos da Bruna e recuo.
Desculpa Bruna, de verdade não queria ser grosseiro com você. Mas sinceramente, não estou entendendo o que quer agindo assim.
Bruna: Não quero nada, te vi e acenei. É uma cordialidade Luís.
Luís: Pode me olhar nos olhos e me dizer que se deitar comigo não, significou nada para você? Porque francamente, para mim significou muita coisa e não vou negar isso porque está agindo como se fosse um estranho.
Bruna dá um passo para trás, ela parece confusa e noto sua pele ficar pálida. Me aproximo antes que ela caia e caminho com ela em choque, até onde estava cortado lenha e dou água para ela. Ela bebe a água em pequenos goles, me olhando apavorada e começo achar que realmente ela não se lembra de mim.
Bruna: Me deitei... com você?
Luís: Me lembro da pancada na cabeça que a Bruna sofreu e tudo começa a fazer sentido.
Não se lembra?
Bruna: Apenas nego com a cabeça, secando as lágrimas que rolam pelo meu rosto.
Luís: Bruna, sei que não me conhece e isso deve ser assustador, principalmente porque era virgem, mas pelo amor de Deus, eu não te forcei a nada. Aconteceu e não tinha como saber que não se lembraria.
Bruna: Luís não me lembro de nada, tive um traumatismo craniano e depois da cirurgia perdi a memória daquele dia. Só descobri que não era mais vigem, porque...
Meu estômago embrulha e acabo vomitando. Fico constrangida com o Luís segurando meu cabelo. Bebo um gole de água, para lavar a boca e passo um pouco de água na nuca.
Luís: Está melhor?
Bruna: Sim.
Luís: Fez a cirurgia no mesmo dia que sofreu o acidente?
Bruna: Meu vô percebeu a tempo, não lembro o que aconteceu. Me esforcei nos últimos dois meses para lembrar, mas não lembro. Como nos conhecemos?
Luís: Estava acampando e te vi andando pelas minhas terras...
Encaro a Bruna com vergonha.
Apontei uma arma para sua cabeça e quando me olhou, vi que estava machucada e chorando. Abaixei a arma e me acompanhou até a minha barraca para limpar o seu ferimento. Me disse que estava bem e parecia bem...
Bruna: Não tinha como saber, com o que tinha acontecido, só perceberam que estava mal, quando tive uma convulsão. Impulsividade é um sintoma do traumatismo craniano, imagino que foi uma das razões de te seguir.
Luís: Uma das razões?
Bruna: Não é você Luís, sou eu. Me guardei por 23 anos para me entregar a alguém que amasse, era algo importante para mim e tudo isso é assustador. Posso ter me atraído por você, não sei.
Luís: Nunca te tocaria sem a sua permissão, mas entendo perfeitamente o que quer dizer.
Bruna: E depois que limpou o meu ferimento?
Luís: Me aproximei da sua boca e você continuou a se aproximar, nos beijamos e foi só a confirmação que estava rolando algo a mais entre nós dois. Foi além da química, eu não sei explicar, era como se tudo em você me prendesse. Seguimos para barraca e só descobri que era virgem quando estávamos... Enfim, me pediu para continuar e era o que eu queria também, então rolou.
Bruna: Minha mãe disse que voltei para casa sozinha.
Luís: Depois que... Me deu um beijo, disse que se nós encontrássemos mais uma vez seria o destino e saiu sem me dizer o seu nome. Te procurei, porque tava com medo que se machucasse sozinha na mata, mas não te encontrei.
Bruna: Essa frase do destino é algo que falaria mesmo. Que loucura tudo isso.
Luís: Bruna eu...
Bruna: Tem mais uma coisa que queria falar, porque não seria justo te esconder. Eu não sei como, mas foi o único com quem me deitei e depois daquele dia, não me envolvi com ninguém.
Respiro fundo, buscando coragem para continuar.
Luís: Está grávida?
Bruna: Como sabe?
Luís: Desculpa por isso, mas reparei que os seus seios estão maiores, vomitou e ontem disse não estava se sentindo bem. Esse são só alguns detalhes, mas observo tudo Bruna. Além disso, não nos prevenimos e disse que tomaria a pílula do dia seguinte, mas fez uma cirurgia e não se lembrou do que fizemos. Só juntei as coisas.
Bruna: Descobri a poucos dias. Esse bebê é um milagre Luís, com a cirurgia e os remédios nem mesmo sei se ele ou ela está saudável. Ainda não tive coragem de fazer a ultrassonografia.
Luís: Podemos fazer juntos. Se permitir quero acompanhar a gestação. Você tem alguém?
Bruna: Não, você tem?
Luís: Não namoro e depois que ficamos juntos, não fiquei com mais ninguém.
Bruna: Podemos fazer a ultrassonografia amanhã? Hoje estou muito enjoada para ir à cidade.
Luís: Claro. Preciso falar com os meus pais.
Bruna: O meu pai vai querer te matar. Mas, quero que saiba, que pode se envolver em tudo do nosso bebê.
Luís: Pode deixar que me viro com ele.
Bruna: Pode me levar em casa? Estou um pouco tonta, ainda não comi nada.
Luís: Quer tomar café da manhã aqui?
Bruna: A Amanda está em casa?
Luís: Sim, conhece a minha irmã?
Bruna: Ainda não, mas quero conhecer.
Luís: Bruna estou sem saber o que falar com a gravidez, fiquei feliz e estou me segurando, porque percebi que tudo isso está sendo muito para você. Mas, quero que saiba que foi a melhor notícia, porque para mim não tem como não se alegrar um filho.
Bruna: Encaro o Luís, enquanto ele veste a camisa com um largo sorriso no rosto.
No começo tive medo, não pensei que daria conta, mas aos poucos fui me apegando ao bebê. Não tenha medo de comemorar, porque já aceitei a situação e amo esse bebê.
Luís: A barriga cresceu?
Bruna: Uma pequena elevação, nada demais. São oito semanas mais ou menos, é muito pequeno o bebê.
Luís: Posso ver?
Bruna: Estou um pouco constrangida Luís.
Luís: Está tudo bem, faremos isso quando estiver a vontade.
Bruna: Você virou fazendeiro?
Luís: A minha mãe é a fazendeira, mas agora faço a maioria do trabalho. Sou policial. E você é médica?
Bruna: Sou veterinária.
Luís: Combina com você.
Bruna: Caminhamos até a casa do Luís conversando e tentando nos conhecer melhor.
Luís, acha que podemos ser amigos?
Luís: Tento disfarçar a minha frustração, quanto mais conheço a Bruna, mais gosto dela e ela quer ser minha amiga.
Claro que sim.
Bruna: Estou com medo do que os seus pais podem pensar de mim.
Luís: Falando por mim, são as melhores pessoas do mundo e vão ficar feliz. Eles não são meus pais biológicos, a Kathleen era minha tia, mas cresci chamado eles de pai e mãe. Sendo honesto, amo os dois como os meus pais e sou amado como um filho.
Bruna: Também não sou filha biológica do meu pai. Naquele dia estava chateada, porque tinha descoberto algo muito doloso, sobre o meu genitor.
Luis: Se ele for ruim, te entendo melhor do que imagina, os meus pais eram terríveis.
Bruna: É tão fácil conversar com você.
Luís: Concordo, sou fechado Bruna e pode não parecer, porque com você não tenho nenhuma dificuldade em falar. Mas, conversar assim de forma leve e principalmente de assuntos pessoais, só aconteceu com você. Penso que isso é bom, teremos um filho e o diálogo será essencial.
Bruna: Ou filha...
Luís: Verdade! Se for menina, espero que se pareça com você, porque é linda Bruna.
Bruna fica vermelha, ela manda mensagem para a mãe dela e entra comigo na minha casa.
Bruna: Mando mensagem para minha mãe, para disfarçar o meu constrangimento com o elogio do Luís. Entro com ele na casa dele com muita vergonha, espero, que ele espere o momento certo para anunciar a gestação. Um casal desce animado as escadas de mãos dadas e imagino que são os pais do Luís.
Luís: VOU SER PAI!!!
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Josilda silva
kkkkk como o Luiz foi discreto kkk VOU SER PAI KKK
2025-01-30
0
Neuza Silva
ainda bem q já está desenrolando essa parte
2025-01-25
0
Dinanci Macorin Ferreira
Estou amando autora, se reencontraram. É o destino.
2024-12-16
0