Noah: Acordo cedo, estão todos dormindo, vou em casa banhar e comer.
Bruna: Acordo e os meus pais estão dormindo, a angústia volta com tudo e choro baixinho para não acordar eles.
Melissa: Escuto a Bruna chorar e vou até ela.
Bom dia meu amor. Fica calma, está tudo bem.
Maurício: Abro os olhos com dificuldade, dormimos tarde, olho a Melissa tentando acalmar a Bruna. Me levanto e vou até ela, a pego nos meus braços e sento na poltrona com ela. A Bruna se encolhe nos meus braços e se acalma. O café da manhã chega e a Melissa ajuda ela comer.
Bruna: Estou ansiosa, assustada e com um medo que não consigo controlar. Só me sinto segura nos braços do meu pai.
Melissa: Daiane diz que tem mais de uma forma de reviver os traumas e que a Bruna está revivendo as sensações da infância dela. Ficamos todos ao lado dela, ela não teve sequelas, está se recuperando bem e ainda não se lembrou de nada do dia que chegamos na fazenda. Alguns dias se passaram, estamos indo para a fazenda com a Bruna. Ela recebeu alta e psicologicamente está melhor também. A governanta me entrega outra carta do Edgar e entrego sem ler para o Maurício.
Maurício: Leio a carta do Edgar, fala as mesmas coisas. Ligo para o nosso advogado, peço que ele inclua no processo e tente impedir o Edgar de escrever para Bruna. Ele disse que vai usar a medida protetiva para tentar impedir e que me avisa se conseguir. A Bruna está relativamente bem, mas não é a mesma, está triste, abatida e isso está me preocupado.
Melissa: Entro no escritório e vejo o Maurício chateado.
Ela vai ficar bem.
Maurício: Estou preocupado.
Melissa: Eu também. Mas, temos que ter esperança.
Maurício: O Naoh também me preocupa, já estava preocupado com a mudança da Bruna, eles são inseparáveis e sabia que ela se mudar afetaria ele. Agora ele está tentando animar ela e escondendo a própria dor.
Melissa: Se parece com alguém que conheço e amo muito. Um certo Dr. Bonitão.
Maurício: Acabo dando um sorriso para Melissa, que senta no meu colo e passa as mãos de forma carinhosa pelo meu rosto.
Melissa: Tudo voltará a ser como antes.
Me levanto do colo do Maurício e vou ver como a Bruna está.
Bruna: Fico olhando da janela, a fazenda, perdida em pensamentos. Tive alguns sonhos e talvez fossem lembranças do Edgar, que não sei se são reais, mas que tem me feito muito mal. Ainda tenho que ficar de repouso e estou sempre cercada de pessoas, mas são os instantes que fico sozinha que a angústia toma conta de mim.
Melissa: Encontro a Bruna encolhida perto da janela, ela me vê e vem para os meus braços.
Bruna: Mãe...
Melissa: Oi meu amor.
Bruna: Me ajuda! Eu não sei como conseguiu sobreviver a tudo que passou, mas preciso de ajuda. Quando fico sozinha, fico angustiada, o meu peito dói e tenho dificuldade para respirar.
Melissa: Pode ser um quadro de ansiedade, vamos falar com a sua tia, ela pode nos ajudar. Você vai ficar bem meu amor.
Bruna: Me pareço com o Edgar fisicamente ou na personalidade mãe?
Melissa: A única coisa que tem dele é a cor dos olhos. Não tem mais nada daquele psicopata.
Bruna: Tenho medo de ter herdado a maldade dele mãe.
Maurício: Não herdou, é uma cópia fiel da sua mãe, tanto fisicamente, quanto na personalidade. É boa, gentil, amorosa e cuidadosa. Poderia passar o dia falando das suas várias qualidades que tem e ainda não seria suficiente minha filha.
Abraço a Melissa e a Bruna. O Noah entra e se junta ao abraço.
Noah: Está tudo bem?
Bruna: Não, mas vai ficar. Sou uma cópia da mamãe e se tiver herdado um pouco que seja da força dela, ficarei bem.
Melissa: Assim que se fala meu amor. Vamos comer?
Bruna: Desço para comer, começo a fazer terapia com a minha tia e uma psicóloga. Me recupero bem, e fico cada dia melhor. As vezes ainda tenho pesadelos. Tem quase dois meses do meu acidente e da cirurgia. Acordo cedo enjoada e vômito. Me limpo e vou até o quarto dos meus avós que é o mais perto. Bato na porta tonta e o meu vô me ampara.
Bruce: O que houve princesa?
Bruna: Vomitei vovô e fiquei tonta. Penso que tem algo errado com a minha cirurgia.
Minha vó pega a maleta do meu vô, e chama os meus pais. O meu pai voltou a trabalhar, mas fica aqui e na cidade. E o Noah ainda não voltou a faculdade.
Maurício: Tenho observado a Bruna a alguns dias, o apetite dela aumentou, o sono está incontrolável, os enjoos, a pressão baixa e a tontura chamam a minha atenção para outra coisa. Cogito gravidez, mas a Bruna nunca namorou ou dormiu fora de casa. Além disso, ela e a Melissa são melhores amigas. Quando cogitei gravidez, a Melissa disse que era impossível.
Filha você pode está grávida?
Bruna: Os meus seios estão sensíveis e a minha menstruação está atrasada pai, mas nunca tive relações sexuais. É impossível!
Bruce: Vamos levá-la ao hospital e fazer uma tomografia do crânio, na pior das hipóteses, pode ser alguma sequela do traumatismo craniano.
Bruna: Tento controlar as minhas lágrimas, estou com medo de estar doente, não é gravidez, mas pode ser até câncer.
Noah: O meu pai me avisa que vai ir ao hospital fazer alguns exames, para ver como ficou a cirurgia da Bruna e fico na fazenda. Resolvo ir até à cachoeira espairecer um pouco e assim que desço as pedras, fico hipnotizado vendo uma linda morena nadando completamente nua. Me viro de costas e coço a garganta, a morena deve ter me visto pelo grito de susto que deu.
Desculpa, não sabia que teria alguém aqui.
(Amanda, 18 anos)
Amanda: Por favor, não se vira. O meu vestido está perto dos seus pés e vou pegar.
Falo muito nervosa, morrendo de medo do estranho
Noah: Não faria isso, pode vim tranquila.
Me afasto um pouco de onde está o vestido da estranha.
Amanda: Pode virar.
Noah: O vestido não ajudou muito, ela estava molhada e ele ficou grudado ao corpo dela desenhando cada curva. Ela treme de frio encolhida e entrego o meu casaco para ela.
Amanda: Pego o casaco da mão do estranho e visto para esconder o corpo. Ele é grande, isso ajuda a esconder o meu corpo e a me aquecer.
Desculpa ter invadido.
Noah: Está tudo bem. Sou o Noah.
Amanda: O Noah me estende a mão e levo uns segundos para pegar na mão dele, perdida nos seus olhos.
Prazer Noah, o meu nome é Amanda Vitorino.
Noah: É a filha do Travis e da Kathleen?
Amanda: Sou sim, conhece os meus pais?
Noah: Li algumas coisas sobre eles. O seu pai é policial, não é?
Amanda: Sim. Obrigada Noah.
Fico sem jeito, o Noah foi tão cavalheiro que me deixa até boba.
Noah: Pelo quê?
Amanda: Fiquei surpresa por ser tão cavalheiro, poderia ter ficado espiando ou sei lá.
Noah sorri e fico encantada com o sorriso dele, ele é lindo!
Noah: Gosta da cachoeira?
Amanda: Gostou muito, venho aqui sempre. Não banho sempre assim.
Falo muito constrangida.
Noah: Não pense demais nisso, não estou te julgando.
Amanda: Tenho que ir.
Faço menção a tirar o casaco do Noah e ele me impede.
Noah: Pode adoecer, fiquei com ele. Além disso, quero te ver outra vez, então vou aguardar ansioso para me devolver o casaco em outra oportunidade.
Amanda sorri, ela é tímida e muito linda. Ela se despede e sai. Fico olhando na direção que ela sai e ela olha para trás sorrindo duas vezes antes de sumir da minha vista. Fico só de cueca e pulo na cachoeira, a imagem da Amanda nadando vem na minha mente, depois de um tempo me visto e volto para casa, pensando em como vou vê-la outra vez.
Lilly: Que cara de bobo é essa Noah?
Noah: Conheci "a garota".
Lilly: Aí meu Deus, me conta mais!
Noah: O nome dela é Amanda e ela é perfeita!
Lilly: Que lindo! Já quero conhecer ela. Aonde a conheceu?
Noah: Na cachoeira.
Lilly: É filha de algum peão?
Noah: Não. É a filha dos nossos vizinhos.
Conto tudo a Lilly, ela vai me ajudar a encontrar a Amanda outra vez e fico ansioso aguardando a Bruna chegar para contar a el.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Josilda silva
Ou mundo pequeno, Bruna ficou com Luiz agora Amanda conhece o seu príncipe.
2025-01-30
0
Jéssica Batista
mundo pequeno
2025-01-09
0
Denise
Coincidências da vida: O mundo tão grande e o NOAH se encontra casualmente e se encanta logo por quem? Pela AMANDA, nada mais nada menos que a irmã do pai do bebê de BRUNA, o LUÍS.
2024-10-05
1