Me assusto quando Lykos me beija, mas não vou negar que queria aquele beijo tanto quanto ele. A porta se fecha informando que estamos sozinhos novamente, mas ele não me solta.
Quando começo a sentir a falta do ar que ele vai diminuindo o beijo, mas de olhos fechados se mantêm colado comigo. Passo a mão no seu rosto o fazendo me encarar com aqueles olhos, eles eram tão claros que pareciam de mentira.
— Me desculpa, mas eles não estavam bem intencionados.
— E você está? Pois, ainda estou seminua na sua frente — ele começa a gargalhar me dando um beijo na minha testa.
— Pode ter certeza que as minhas intenções são superiores e ótimas a seu respeito, com relação à roupa.
— Não me lembre por favor — ai que vergonha, nem tinha me lembrado que ele já me viu nua ou pior teve que me trocar.
— Falta pouco para nos trocar — olha para ele segurando o riso, não sentia vergonha do meu corpo, pelo menos não com ele — Não… falta pouco para chegar, se troque logo, pois está bem frio lá fora.
— Pode ficar aqui dentro? Apenas para não correr o risco? — ele confirma com a cabeça ainda me olhando, faço sinal para ele se virar e meio atordoado ele se vira me fazendo rir baixo.
Assim que saímos da cabine somente porque foi anunciado que já poderíamos desembarcar percebo os dois homens que provavelmente entrou na nossa cabine, eles me olhavam com desejo e não me senti nada a vontade.
Lykos mesmo segurando a minha mala me abraçou contra o seu corpo se estendesse o que estava sentindo, me acomodo mais no abraço o fazendo sorrir para mim.
Após ele pegar as demais malas vamos para fora, onde um homem alto se aproxima de Lykos conversando em alemão e logo entrega uma chave para ele e se afasta sem nem olhar para mim.
Lykos ainda me segurava pelas mãos e se aproximou de uma camionete, eu acredito que é isso, na verdade, não faço a menor ideia, pois não entendo nada de carro, ele coloca as malas ao lado do carro abrindo a porta do passageiro.
— Está muito frio, já entre no carro para se manter aquecida.
Sem me deixar responder, ele me ergue me colocando dentro do carro, fechando a porta em seguida. Me viro o acompanhando, ele pega as malas com tanta facilidade que parece estarem vazias.
— Tudo bem? Quer ajuda?
— Você não me deixa responder nada, por que faz as perguntas? — o questiono, pois, ele já estava passando o cinto e parando rente ao meu rosto.
— Desculpa, mas a quero segura.
— É… Muito longe? — merda, não tinha que gaguejar agora, escuto a sua risada nasalada e abaixo a cabeça mordendo os meus lábios.
— Um pouco mais de uma hora de estrada — ele passa a mão nos meus lábios enquanto me olha diretamente nos meus olhos.
Quando ele se afasta ligando o carro que percebo que estava prendendo a respiração, ele mexe muito comigo, preciso me manter mais que focada ou vou acabar me perdendo nele.
Não que seja uma péssima ideia, me perder naquele corpo deve ser uma delícia. Os meus pensamentos mudam assim que olho pela janela, o clima estava realmente frio e quando tiro a bota para me encolher no banco ele aumenta temperatura no carro.
— Por que não falou que estava com frio? Pode mexer onde quiser.
— Não sei mexer, sobre o frio você me parece muito bem, não quero incomodar.
— Estou acostumado, por favor sempre me fale está bem? — ele segura a minha mão e sinto a minha barriga gelar, tento mexer os meus dedos para apertar a sua mão de volta, mas ele acaba a recolhendo envergonhado.
Não demora muito começamos a pegar neve no caminho ao ver o meu olhar para fora ele acaba sorrindo, mas não para apenas me avisa que onde estamos indo à neve deve estar mais forte.
— Não precisa daquelas correntes?
— Gosta de carros?
— Apenas vi nos filmes que colocam correntes, não precisa?
— Este não, eles já estão com a tração certa e são específicos para esta temperatura, mas quando aumenta muito a neve eu coloco, sim, as correntes.
Me viro novamente para a janela olhando a paisagem e percebo que chegamos a alguma cidade pequena, apesar do frio tem até bastante movimento, mas ele passa direto subindo por uma estrada estreita e cheia de curvas.
— Não precisa ter medo, conheço aqui e sei exatamente os perigos que podem oferecer e te garanto, não vou deixar acontecer nada com você.
— Pode só diminuir a velocidade?
— Não é necessário — ao olhar para ele vejo ele apontando para uma pequena estrada que parecia que iria nos jogar lá de cima, acabo segurando na sua roupa, mas ele logo pega segura a minha mão dando um beijo em seguida — Chegamos.
Olho ao redor para ter certeza que não estou vendo coisas, ele desce do carro e logo abre a minha porta me ajudando a descer. O vento frio me obriga a me encolher, mas isso é por pouco tempo, já que ele abre o seu casaco me puxando para entrar.
Fico alguns segundos aproveitando aquele perfume maravilhoso dele, mas a curiosidade é maior, então me viro e puxando ele, percebo que estamos realmente na beirada do penhasco.
Não consigo ir muito perto, pois ele me segura circulando seus braços na minha cintura, o vento foi ficando cada vez mais forte e com isso ele me leva para dentro, antes de entrar consigo ver uma linda casa integrada com a montanha e cheia de vidros.
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Atualizado até capítulo 112
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
acredito que ela nunca imaginou ser tão bem cuidada
2024-05-18
10
Carla Regina
aí que lindo estou amando mais quero que a fadinha fica com o lobo
2024-04-06
5
ARMINDA
URUUUUUU CHEGANDO NO.NOVO LAR.
2024-03-30
2