Ao abrir os meus olhos, uma pontada forte na minha cabeça me fez encolher novamente contra os cobertores macios… Espera, esse cheiro e esse toque não são das minhas coisas, mas eu não posso voltar para minha casa… Onde estou?
Me levanto com tudo assustada e essa certamente foi a pior decisão, pois mais uma pontada me fez segurar a cabeça e vontade de vomitar que veio junto com a dor, vou forçando abrir os meus olhos e vai ficando cada vez pior.
Na frente da cama está o gringo gostosão que acompanhei ontem, merda o que será que fiz ontem, não… Pior é descobrir o que falei. Me levanto na cama tentando não fazer barulho e quando olho para baixo que percebo que estou apenas com uma camiseta branca e pelo tamanho é a dele.
Fecho os meus olhos respirando fundo, algumas imagens da noite passam pela minha cabeça, os cretinos vindo atrás, ele me carregando, a água gelada… Merda isso vai me custar muito caro, não acredito que fiz isso comigo.
— Se continuar pensando demais a sua cabeça só vai piorar — ele me estende um comprimido e um copo de água, engulo seco, pois ele estava apenas de calça e como queria desviar o meu olhar daquele corpo gostoso que ele tem — É para dor de cabeça, como disse ontem, não te toquei e não vou te tocar.
— O que ganha com isso? — pego o comprimido, me sentindo ofendida por um momento por ele afirmar que não vai me tocar, sou tão feia assim que isso não passa pelos seus pensamentos?
— O que lembra da noite passada?
— Por que nunca me responde? Fica apenas fazendo perguntas em cima das minhas, merda, cadê as minhas roupas…
— Mandei lavar, logo serão entregues — ele me segura pelo braço me fazendo olhar novamente para aquele peitoral… merda preciso ir embora, um choque de realidade cai sobre mim como um balde de água gelada.
— Não tenho para onde ir — acabo pensando alto enquanto ele me conduz novamente para a cama e me entregado uma bandeja com comida, apenas olho para comida sentindo os meus olhos encherem de lágrimas.
— Roz, tudo o que eu disse ontem foi verdade, agora você precisa comer e vamos resolver tudo.
— Como assim vamos resolver? — o meu olhar encontra com o dele, mas o seu sorriso discreto me reconfortou, ele me empurrou a bandeja novamente — Não vai comer?
— Apenas depois de você.
Tinha de tudo um pouco ali, mas passo reto nos ovos e aquela pasta que deve ser abacate, pego apenas uma xícara colocando café e leite, mas quando vou colocar a boca ele segura a minha mão.
— Não vai colocar açúcar? — a sua voz era divertida, ele estava me achando uma palhaça?
— Obrigada.
— Você é muito sincera nas suas expressões, pois isso alertei não estou achando graça de você e sim das suas expressões enquanto escolhia o que pegar.
— Muito observador da sua parte — não era um elogio e espero que ele tenha entendido, mas ele volta a gargalhar — Virei palhaça, só pode…
— Está mais para uma fadinha.
— Como é que é?
— Você sabe todo colorida, pequena e com um humor ácido — tudo bem por essa eu não esperava e acabo sorrindo junto com ele.
— Roz, o que lembra?
— De poucas coisas, você me levando embora, me defendendo, me fazendo ficar naquela água gelada, por falar nisso muito deselegante da sua parte.
— Você bebeu demais…
— Nunca bebi na minha vida, aquele foi o primeiro e pela dor que senti será o último, não quero nem pensar — toco na camiseta o fazendo rir novamente — Estou apenas lhe dando trabalho, mas obrigada eu realmente não tinha para onde ir.
— Posso te ajudar com isso, companhia e uma ótima funcionária depois.
— Só entendi a segunda parte — caraça como esse pão é gostoso, dou mais uma mordida aproveitando aquele sabor na minha boca.
Enquanto eu comia, ele me explicou por cima que mora num local mais afastado e que não se importaria de dividir comigo, ele segurava o riso ao ver as minhas expressões enquanto falava, não sabia que era tão expressiva assim, de qualquer forma continuei comendo, não tinha acesso a uma comida gostosa assim fazia muito tempo.
Mas acabei me engasgando quando ele me chamou para ir morar com ele, eu já li e assisti dorama demais, mas não acredito que esteja acontecendo comigo, logo batem na porta o fazendo parar as explicações, eram as minhas roupas e agora que me atentei que não sinto dor no corpo ele não abusou do meu corpo enquanto estava inconsciente, pois se tudo aquilo que está dentro daquela calça entrasse em mim eu certamente não estaria nem sentada agora.
— Está escutando os meus pensamentos? — acabo reclamando quando ele ri baixo negando com a cabeça.
— Não te toquei e não vou te tocar sem permissão, não sei ler os seus pensamentos — o meu lobo sim — Estou lhe oferecendo uma forma de recomeçar, já fui acusado por algo que não fiz e sei como dói ficar se explicando e se defendendo toda a hora.
— Você mora muito longe, como posso me defender se algo acontecer?
— Tem a minha palavra e ontem à noite foi prova suficiente não acha?
— Bom, não acredito que vá me vender no mercado clandestino — ele volta a gargalhar enquanto reviro os olhos.
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Atualizado até capítulo 112
Comments
Jessy Carvalho🌻
valheime Deus kkkkkkkkkkkkkkkkk
2024-07-10
6
Hilma Franco Sanch
ele é muito bom ajudou e não quis nada em troca sortuda ela os dois vão acabar se entendendo
2024-07-07
3
Ana Lúcia De Oliveira
ela teve muita sorte
2024-05-18
0