Alice
Acordo no dia seguinte e estou destruída, o meu corpo e a minha cabeça doem, o meu rosto está inchado e vermelho e chorar, as minhas olheiras estão profundas e até o meu cabelo acordou de mau comigo hoje, não sei se isso tudo é emocional ou é a TPM. Me levando faço a minha higiene visto algo confortável e desço para a cozinha para fazer o meu café, que hoje vai se resumir em torrada, café e algumas uvas que estavam na geladeira, tomo o café e vou para Hertz, afinal de contas não é porque a minha vida está uma merda que vou acabar com o meu sonho de entrar para o ramo da música.
Quando estou fechando a porta lembro do papel que no morales me entregou ontem, eu entro pego ele e saio novamente.
Chego na Hertz e a Violeta já me pergunta o que está rolando só de olhar para mim, é engraçado, mas, em pouco nós desenvolvemos uma conexão tão forte, eu a considero muito como amiga e me sinto um pouco mal de não poder contar a ela a quem eu realmente sou, enfim, ela se preocupa comigo e para não a deixar mais tensa digo que não é nada, apenas TPM, ela assente entendendo e deseja que eu fique bem logo.
Vou para minha sala e o Matt já está me esperando, pelo visto hoje a confusão começa cedo, porém, de forma inusitada ele pergunta se estou bem, eu digo que sim e ele fala a minha última produção foi muito boa e que devido a isso ele iria deixar uma banda promissora, porém recente inteiramente ao meu cargo, lógico ele iria me auxiliar caso eu precisasse, mas as grandes decisões sobre a produção, bem como atendimento ao cliente para saber o que ele procura, seria comigo e que esse trabaljo começaria na semana que vem. Eu fico muito feliz mesmo não conseguindo transparecer muito, eu o agradeço e lhe dou um sorriso ele me deseja bom trabalho e sai da sala.
Eu não consigo o entender as vezes ele é compreensivo outras vezes super grosso, eu sinceramente não sei como agir perto dele, principalmente quando ele me olha como se eu fosse uma presa e ele um lono faminto que vai me trucidar.
Quando já estou sozinha sendo na minha mesa e pego o papel que o Morales me entregou e vejo que se trata de uma carta, para minha surpresa era a letra do Nick.
Eu fico um pouco desconfiada, porém resolvo lê a carta, nela o Nick fala que tem muito orgulho de mim e que não importa o quanto eu cresça eu sempre vou ser a irmãzinha dele, ou melhor a amorinha, e que eu deveria realizar os meus sonho buscando esperança nem que fosse no lixo, e no fim estava escrito olhe no correio, mas cuidado com os firewall, beijos amorinha.
Eu fico atordoada, sem saber o que sentir, primeiro eu choro aliviada em saber que ele pelo menos está vivo, depois eu analiso o que ele escreveu e fico confusa, ele nunca me chamou de amorinha, e que história é essa de cuidado com os firewall, ele quer me dizer algo mas eu não consigo entender o que é, mas ele está vivo já me acalma em pouco.
Passo o dia trabalhando, na hora do almoço eu prefiro reler a carta tentando entende o que ele queria dizer
e acabo não almoçando.
Depois de uma hora eu me lembro de algo que poderia relacionar amora e correio. Talvez não seja correio no português e sim no inglês e, entao o correto seria Mail (e-mail), e ai firewall faria sentido, como antivírus ou defesa, (será que tenho que tomar cuidado com algum segurança/ policial) e por fim pensei no meu primeiro e-mail de quando eu etinha uns 10 anos era A_moreira@.com, apesar de não ter moreira no nome esse era o sobrenome da minha avó materna, fico pensando dele ter mandado algo nesse e-mail.
Volto do horário do almoço e não consigo concentrar-me em nada, a minha cabeça está explodindo e ainda estou com um pouco de cólicas, o Matt chamou a minha atenção duas vezes, pois ele pediu para eu passar o sintetizador na música e eu não passei nela toda, ele bate novamente na minha sala e eu já imagino que ele vai brigar comigo, mas ele me entrega uma caixinha de comprimidos e uma bolsa térmica, eu olho para ele questionando e ele fala que a Violeta comentou que eu estava de TPM e ele disse que se eu não estava bem, que eu podia voltar para casa, que ele não era um monstro que obrigava as pessoas a trabalharem doentes, (ele falou super grosso, mas ainda sim achei fofo, enfim devo esta ficando louca).
Eu falo com ele que não é nada grave que dá para aguentar, só iria tomar mesmo o analgésico, ele fala para eu descansar pelo menos 30 minutos.
Tomo o comprimido saio da frente do computador para relaxar passa 15 minutos e eu volto para minha mesa, não sei se foi o analgésico, o fato de não ter almoçado ou toda essa emoção, só sei que eu sinto a minha cabeça girar e o meu estômago vai junto eu tento chegar ao banheiro, mas, tudo apaga de uma vez.
l
Acordo meio grogue, estou no hospital tudo ainda está um pouco distorcido, tem um enfermeiro na sala e ele parece muito o Nick, ele vem em minha direção e diz,
Nossa Ali como voce está, você me preocupou sabia?, olha eu estou bem mas para a nossa segurança eu preciso que eles pensem que eu realmente morri, para conseguir investigar e me infiltrar sem ninguém desconfiar.
Eu começo a querer chorar e ele fala se acalme, eu estou aqui, mesmo que você me veja, o relógio dele apita e ele ele fala que tem que ir.
Nick- Eu tenho que ir agora, mas lembre-se amorinha
olhe sempre o correio e não se esquece que as vezes é no lixo que encontramos esperança.
ele sai e eu estava tão chocada que não consegui dizer nada, depois de um tempo eu não sei se apago, ou acordo de verdade, mas, quando dou por mim, já está a noite, olho pelo quarto e encontro o Matthew me olhando uma expressão mista entre preocupação e raiva e eu não entendo o porquê.
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Atualizado até capítulo 90
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