Em todo lugar está vôce

— Declan... Nós chegamos! — Diz Sarah animada andando ao redor da árvore. — Não quero ser grosseiro... Mas onde estamos e o que há de tão especial nessa árvore? Diz Declan. Sarah parece ter ficado triste com a sua pergunta. — Sério? Isso é tudo que você tem a dizer? — Diz Sarah decepcionada. — Eu deveria dizer algo especial sobre isso? Questiona Declan.

— Esqueça... Você sabe... Você tem razão. E só a porra de uma árvore. Mas tudo que eu queria era ficar longe de tudo e de todos. Enfim, não seja tímido, Declan. Venha se sentar ao meu lado — ela se senta na grama, onde tinha a sombra da árvore. Vamos Declan, o que você está esperando? Venha, sente-se aqui. Próximo a mim. Prometo que não vou te morder.

Declan então se senta ao lado de Sarah em baixo da sombra da árvore. Onde eles ficam conversando. Não consigo entender como uma garota tão bonita pode estar sentada aqui ao meu lado. Isso tudo pode ser uma piada? Quero dizer, olhe para ela. Em que mundo alguém assim estaria atrás de mim. Tento falar alguma coisa mas não consigo.

— Está nervoso? — Pergunta Sarah me olhando. — Não exatamente. Ainda não entendo porque estamos tão longe da cidade. — Eu já te disse. Eu só queria um lugar tranquilo para nós dois. — Diz ela de forma calma e tranquila. — Mas me diga, não é sua primeira vez aqui, certo?

— Bem, há dias em que não suporto nem uma alma ao meu redor... E nesses dias eu venho aqui. Você também vem aqui para ler? Questiono. Ela balança a cabeça confirmando. A gente fica um bom tempo sentados olhando a paisagem. — Você já parou de ler ou pelo menos fez uma pausa? — Pergunta Declan. — Eu tento não fazer isso. Essa foi a única maneira que eu encontrei de escapar das pessoas chatas e simples que me cercam.

Começo a me questionar de o que poderia ter acontecido com ela para torná-la tão odiosa ou com medo das pessoas? — Você sabe... Eu gosto de ler as vezes também. Sarah então suspira profundamente. — Aposto que é mentira. Você está apenas tentando ser legal. — De jeito nenhum. Eu leio desde criança. Só não digo em voz alta porque não é a coisa mais atraente para as meninas. Sarah olha surpresa para Declan. — Sério? Esse é o seu argumento? Garotas? Desde quando você gosta de garotas? Você nem percebe quando uma garota gosta de você pelo que você mostrou até agora. Declan começa a ficar vermelho de vergonha.

— Vou ser direta. Você gosta de mim?

Declan fica surpreso com a pergunta repentina de Sarah e fica sem palavras. Sarah então segura uma de suas mãos. — Está tudo bem, Declan. Você não precisa me responder. Declan então da um leve aperto na mão de Sarah. — Eu preciso.

(...)

— Pai?

Droga... Eu estava perdido em meus pensamentos novamente. — Desculpa, querida... é o maldito tramadol. Acho que vou me deitar e descansar um pouco. — Você está começando a me preocupar, papai. — Agora, está tudo bem. E apenas temporário. — Espero que sim. — Assim que chegarmos em casa, vou tomar uma dosagem menor. Aumentei por causa do balanço do trem. Minha fala deia minha filha um pouco menos preocupada comigo. — Tente descansar um pouco, papai.

(...)

Chegando na sala de aula encontro Sarah em cima de um armário, mexendo em alguma coisa. Não tinha ninguém na sala, apenas ela. Eu nem quero saber como ela chegou em cima daquele armário. Ela então começa a se mover, ela não tinha me percebido ainda. — Oh meu deus! — Diz Sarah tentando descer do armário. Dou uma leve tosse seca para mostrar que estou ali.

— Declan?? Após chamar meu nome ela se desequilibra do armário e cai no chão. Ai, isso deve ter doído. Me aproximo dela para ajudar. — Você está bem? Pergunta Declan. — Que desgraça. Eu nem posso olhar para você agora. — Diz Sarah envergonhada tampando o rosto. — Não se preocupa, deixe-me ajudar você a se levantar. Declan então estende sua mão para Sarah se levantar.

— Obrigada, Declan. — Ela se apoia em uma das mesas ao seu redor. Declan fica olhando para Sarah com uma cara de dúvida, tentando imaginar o que ela estava fazendo em cima do armário. — Então... Sei que vou me arrepender de perguntar isso, mas... O que você estava fazendo lá?

— Caindo, você não viu? — Declan então rir. Oh vamos lá.

Sarah então suspira. — Vamos ver... Para satisfazer sua curiosidade... não encontrei a bibliotecária em seu lugar. Então comecei a procurar o selo dela para conferir essa porra de livro. — Isso não te colocaria em apuros? Questiona Declan.

— Ela me conhece. E ela sabe que eu praticamente moro aqui, então não. — Se você diz. Sarah então olha para Declan. — Ah... quase me esqueci. Obrigada por me assustar. Declan então tenta se desculpar.

— Bem... O que você está fazendo aqui se nem gosta de ler? Será que você... Realmente gosta de mim?

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