— Pai? Você está bem?
Eu não devo preocupá-la.
— Você está aí, papai?
Não consigo falar... Sim? Sim, filha, me desculpe... São os analgésicos que me deram, eu não... Eu não me sinto muito bem. — Mas você vai ficar bem, não é? Diz com preocupação. Sim, não há com que se preocupar, querida. — Tem certeza que não é nada sério? Ela passa a mão no meu rosto. Tudo vai ficar bem, filha.
— Ufa... Que bom ouvir isso. Já estou preocupada com que aconteceu com você naquela cidade. — Diz ela aliviada. Estou bem... Apenas fiquei surpreso com a maneira como você leu esse livro. A garota então fica surpresa. — Sério, Pai? Por quê? Questiona a garota olhando para seu pai. — Você me fez lembrar de algo...
(...)
O sinal tinha acabado de tocar quando sai da sala e fui andando até o corredor. Acho que foi assim... Espera... Não, não foi... Bem, eu me perdi de novo, e também não consegui encontrá-la. Pensa Declan andando pelo corredor. Quando alguém surge atrás dele.
— Ei lindo!
Quando Declan se vira percebe que era Sarah. — Procurando por mim? Pergunta Sarah se aproximando. Declan fica sem palavras para dizer, o que deixa Sarah visivelmente animada. — Você não tem desculpa para estar aqui, não é? Ou você se perdeu de novo? Declan então tenta falar, mas é interrompido.
— Não se preocupe... Você não precisa inventar coisas perto de mim. Na verdade, estou feliz por ter encontrado você. Declan fica sem acreditar nas suas palavras. — Sério? Ele diz.
— Nah, não realmente. — Ela diz de forma abrupta. Fazendo com que Declan fique confuso. — O que? Ele diz. — Eu realmente não gosto de você, e o pensamento de encontrar você me deixa doente. A fala de Sarah deixa Declan desanimado. — Oh, me desculpe. Achei que você gostasse de mim. — Diz Declan visivelmente abalado.
— Bem, você pensou errado. — Diz Sarah.
Não se preocupe, vou voltar por onde vim, então. — Diz Declan em tom melancólico. Ele já estava se preparando para sair quando Sarah chama sua atenção. Espere! O que estou dizendo não é verdade. Eu... Não sei... Não sei por que continuo dizendo essas coisas para você. Declan fica calado. — Talvez seja porque estou acostumada a afastar as pessoas.
Declan então quebra o silencio. — Repito... Você é estranha. Sarah então faz uma cara de desaprovação. — Uhm, estamos ficando sensíveis, não é?
Não é que eu seja sensível. Eu simplesmente não consigo entender seu senso de humor. É muito estranho para mim. — Diz Declan de forma sincera olhando nos olhos de Sarah. Não consigo parar de pensar no quão lindo são seus olhos sérios olhando para mim. — Sim eu sei disso. Você tem algum problema com isso? Pergunta Sarah. Com certeza não, responde Declan.
— Bom, mudando de assunto. Há um lugar que eu preciso ir... Você gostaria de se juntar a mim? Ela se aproxima ainda mais perto de Declan. — Claro, mas...
Antes de Declan terminar de responder Sarah pega sua mão, e vai puxando ele pelo corredor. Era contagiante sua alegria naquele momento andando comigo de mãos dadas. Para onde vamos? Questiono Sarah. Ela não diz nada, e continua me puxando pelo corredor. — Precisamos sair desse lugar sem sermos vistos... O mais rápido que pudermos.
Quando me dou conta já estamos no lado de fora da escola. Ainda não acredito que conseguimos sair da escola sem sermos vistos. Essa é a primeira vez que mato aula. Sarah percebe minha cara de surpreso com que tínhamos acabado de fazer. Quando retomo a pergunta. — Para onde vamos, Sarah? Ela diz para não me preocupar com aquele sorriso em seu rosto.
Você sabe que eles vão dar suspensão na gente se descobrirem o que estamos fazendo, não sabe? — Bom, eu não vou contar a eles... E você?
Declan rir.
— Então não há com que se preocupar. Definitivamente vale a pena, eu prometo para você. Ela é linda, mas tão estranha. Acabo ficando perdido em meus pensamentos.
—Ei Declan! Vamos. Ela então segura minha mão novamente. Sua mão é tão quente. Tenho que admitir que foi uma boa ideia ir procurá-la. A inicio de conversa, não sei por que alguém como eu chamaria a atenção dela em primeiro lugar. Qualquer um que olhasse para nós veria que ela está fora do meu alcance (...) Quanto tempo falta para chegarmos? Faz horas que estamos andando. Saímos da zona urbana e fomos andando até a área agrícola da região, onde tem várias montanhas. — Tenha paciência Declan, estamos quase chegando, você vai ver.
Quem diria que eu viveria esse momento. Não sei a que distância estamos de todos. Nem quanto tempo fazia desde que saímos da escola. O tempo voava quando eu estava ao lado dela. Quando finalmente chegamos ao nosso destino. Uma imensa árvore magnólia de pétalas rosas.
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Atualizado até capítulo 10
Comments
Damasco
Eu te ajudo e você me ajuda kkk
2023-01-26
2
Damasco
Cuidado cara, ela pode sumir com você kk
2023-01-26
2
Damasco
Meu casal
2023-01-26
2