Lúcifer me olha de um jeito fico, não somos o tipo de ser que perde em alguma coisa até que ele me sugere alguém em especial;
— Tenho alguém que cuidaria bem da sua preciosa humana de estimação. Essa sem dúvidas iria amar cuidar dela como se fosse uma babá dedicada. É um de meus demônios que insiste em não fazer o mal.
— Perfeito! Quem é esse demônio? Posso mesmo confiar nele?
— "Nela"! Abaddon...
— Você quer que eu confie a vida da Angel há de seus "príncipes do inferno" Lúcifer? Está louco? Conheço bem a fama de Abaddon!
— Calma, Death! Nossa... Para que esse show? Abaddon está um pouco maternal. Tentou pegar alguns demônios e cuidar como filhos, mas acabou os matando já que não a respeitavam.
— Você acha que vou entregar alguém que quero proteger nas mãos dessa criatura insana e instável?
— Tenho certeza que se Abaddon gostar mesmo da sua humana de estimação nem Miguel conseguirá se aproximar dela! Abaddon pode ser muitas coisas ruim e perversa, mas quando ela gosta dá a sua existência somente para proteger.
Lúcifer fala isso olhando em meus olhos, meus pensamentos estão a mil por hora. Sei que Abaddon não é um tipo de demônio comum, afinal é um dos melhores soldados de frente do Lúcifer.
Mas ao pensar no que Miguel pode tentar fazer com Angel ao descobrir meu interesse por ela só consigo pensar em Abaddon para protegê-la. Preciso dar uma resposta para Lúcifer.
— Se você me garantir que Abaddon não fará nenhum mal a Angel, estamos de acordo! Tenho dez almas de assassinos em série, psicopatas de primeira... Te entrego amanhã a primeira hora da noite.
— Assim que você sair daqui um dos meus irá te entregar um bilhete premiado de 5 milhões de dólares. Estou até com um pouco de inveja dessa humana... Terá dinheiro e você, sortuda.
— Você só me quer como uma arma ao seu dispor!
— Está magoando meus sentimentos, Death.
— Você não tem sentimentos!
— Verdade!
Lúcifer dá mais uma de suas gargalhadas estrondosa e eu sigo meu caminho. O demônio foi ao meu encontro e me entregou o tal bilhete, corri até Angel estava e falei para ela;
— Olá Angel, como está?
— Death... Pensei que não viria me ver.
— Sempre darei um jeito de vê-la! Mas gostaria de lhe fazer uma sugestão para hoje.
— E qual seria?
— Comprar um bilhete de loteria! Me disseram que hoje a noite está propícia para um ganhador em potencial!
— E você acha que esse ganhador pode ser eu?
— Claro! Por que não? Ao seu lado me sinto sortudo... Hoje estou doando essa sorte para você!
Não sou adepto da mentira, mas quero dar para ela tudo o que deveria ter e por minha causa não tem.
— Nossa, Death... Você está com tanta certeza que estou com medo de não comprar e ser a possível ganhadora dessa noite!
— Posso ir até lá rapidinho e comprar para você!
— Espera! Não pode ser com seu dinheiro! Se for assim no caso o ganhador seria você e não eu.
— Você... Está certa.
Ela me dá o dinheiro e eu me afasto o suficiente para ela não sentir mais minha presença e depois volto com o bilhete em mãos e entrego para ela.
— Quais são os números, Death?
— 07 19 37 40 56.
— Que ótimo! São meus números da sorte, será que essa noite serei eu a milionária?
— Tenho certeza que sim!
— Death, vamos até minha casa! Vamos ouvir o sorteio juntos!
Merda... Ela me convidou para a casa dela. Não se convida a morte para entrar em sua casa. Mas ao julgar a nossa situação ela não sabe quem sou de verdade.
— Você está me convidando para entrar em sua casa, Angel?
— Sim! Você já provou para mim que é confiável e quero que conheça a minha tia amada!
O que eu vou fazer? A tia dela está muito doente, se eu entrar na casa dela talvez a tia dela não resista a minha essência.
— Adoraria ir até sua casa, mas tenho que trabalhar essa noite.
— Poxa... Tudo bem! Me visite pela manhã para saber se ganhei.
— Sim, claro... Mas não poderei entrar. Então, me espere na frente do edifício.
Essa noite passei observando a felicidade de Angel ao ouvir seus números serem anunciados no rádio. Ela ficou tão ansiosa para me ver que passou a noite acordada na janela com o rosto para baixo.
Ela estava atenta a qualquer movimento meu do lado de fora do edifício. Assim que o sol começou a dar o ar da graça desci e fui até a entrada do edifício.
Como se pudesse me ver Angel desceu correndo e algo que eu temia aconteceu muito rápido. Angel pulou em meus braços e me abraçou a única coisa que consegui fazer foi gritar;
— ANGEL, NÃO!!!
Mas o silêncio se fez.
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Atualizado até capítulo 12
Comments
Kethleen Alves
Ja quero mais....
Tá muito bomm❤️❤️
2023-03-20
1
Eugênia Ferreira
𝘦𝘭𝘢 𝘱𝘰𝘥𝘦 𝘵𝘰𝘤𝘢 𝘦𝘮 𝘷𝘤 𝘣𝘰𝘣𝘰
2023-02-26
1