Zoe Martin
Eu falei com o inspetor que precisava ficar alguns dias afastada do trabalho e felizmente ele aceitou o meu pedido. Eu estava na casa do Thomas, peguei minha mala e coloquei algumas roupas e minhas necessidades. Peguei meu celular e disquei o número de Thomas e ele atendeu
Chamada
–Thomas?
– Alô? Quem fala?
Não era o Thomas que estava na camada e sim uma mulher. Eu me sentir incomodada com aquilo, mas quem era eu para fazer queixas sobre outras mulheres para o Thomas. Nossa relação não tinha um “nome” ainda, ele podia ficar com quem quisesse.
– Você poderia passar o telefone para o Thomas, por favor?
– Sinto muito, mas ele está ocupado no momento. Você quer deixar algum recado?
– Não, obrigada!
Desliguei a chamada e sai do quarto. Deixei um recado para ele com as empregadas. Peguei meu carro e sai.
****
Eu estava no hospital em um quarto, vendo minha mãe deitada sobre a cama com vários aparelhos ao seu redor. Depois que o meu pai morreu com câncer, nossa família ainda estava de pé, mas depois de quatro anos que foi na época em que Thomas foi embora. Minha mãe recebeu uma notícia de que nossa casa estava sendo leiloada por dívidas de jogo que o meu pai deixou. Nos mudamos para a casa da minha tia e ficamos morando por um tempo, mas minha mãe começou a desenvolver uma doença. Ela se esquecia das coisas e até das pessoas. Não conseguia fazer as coisas, tinha momentos que nem o caminho de casa ela sabia e as vezes ela ficava agressiva do nada. Minha tia a levou no médico e nós descobrimos que ela estava com Alzheimer. Infelizmente ela teve que ser internada. Foi difícil para mim ser esquecida pela minha mãe com 8 anos de idade. Eu me sentia só e sem um amor materno por perto. Minha tia que ficou com um papel de mãe para mim e cuidou de mim até os meus 18 anos, foi quando eu fui para a faculdade e conheci Nina. Eu sempre ia no hospital assim que podia, mas quando eu ia, minha mãe sempre estava dormindo. Nunca esperei ela acordar e me ver, acho que não estava prepara para escutá-la me perguntando “quem é você?”, seria como uma facada no peito. Minha tia tinha problemas para engravidar e ela aproveitou essa oportunidade de “adotar” uma filha. Ela tirou o sobrenome da minha mãe e colocou o dela. Não tinha gostado da ideia de tirar o sobrenome da minha mãe do meu nome, era como tirar um pouquinho dela da minha vida, mas minha tia fez minha cabeça de que ela que era minha mãe e que isso a faria muito feliz. Eu concordei e isso a fez feliz. Minha mãe não tinha mais condições de ficar comigo de todo jeito. E desse jeito eu fui adotada pela minha tia. Ela fez tudo o que pode por mim, eu era feliz com ela e o meu tio, mas ainda sentia falta da minha verdadeira mãe.
Saio de todo os meus pensamentos quando uma mão fria toca nas minhas mãos. Minha mãe havia acordado. Eu não sei se ela lembrava de mim ou se estava me vendo como uma estranha eu só sei que minhas lágrimas só queriam descer
– Como é o seu nome jovem? E por que está chorando?
– Zoe, meu nome é Zoe. Eu me lembrei de uma pessoa muito importante pra mim
– Seu nome é muito lindo! Eu sempre sonhei em ter uma filha chamada Zoe, significa vida. Eu sempre pensei que Zoe seria a vida do meu mundo. Pena que eu não pude ter filhos
Eu sequei minhas lágrimas, mesmo que ela não lembrasse de mim eu ficaria feliz em conversar com ela
– Zoe é um nome muito lindo mesmo, mas e se você tivesse um menino, qual seria o nome dele?
– Seria Oliver, significa oliveira. É a minha árvore favorita
Ficamos conversando por um bom tempo. Eu estava feliz mesmo que ela não me reconhecesse como sua filha.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Cecilia geralda Geralda ramos
reconhecimento logo autora por favor
2025-01-24
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