- Livius\, meu menino\, venha\, preciso que me acompanhe até a vila.
- Claro\, vovó.
Passaram-se seis anos e Livius agora tinha 17 anos. Embora estivesse crescendo com um corpo magro, ele já era suficientemente forte devido ao rigoroso treinamento que mantinha. Agora ele era líder de uma parte dos cavaleiros do condado. O próprio capitão havia entregado-lhe sua própria tropa devido ao seu excelente desempenho. Embora não fossem um grande exército como o exército imperial, eram excelentes guerreiros que mantinham o condado e seus arredores seguros. Agora que completara 17 anos, Livius sabia que era nessa idade que conheceria Marry Evans, a protagonista da história. No entanto, ele evitaria isso e, mesmo que a encontrasse, não teria interesse nela. Seu único objetivo, por enquanto, era continuar vivendo como sempre fez. Ambos foram à vila, onde Livius já era conhecido pelas pessoas. A avó do garoto era muito querida pelos moradores, pois sua família sempre foi justa e amável. Caminharam até o mercado para buscar medicamentos e, ao obtê-los, foram à boutique para que Livius tirasse medidas, pois havia crescido e precisava de roupas novas.
Enquanto isso, no palácio, Maximiliam se preparava para sair com um grupo de soldados da guarda imperial. Sua missão era explorar as áreas ao redor da Floresta Negra, pois aqueles que viviam a poucos quilômetros de lá reclamavam que algumas feras estavam atacando seu gado e temiam ser atacados também. A Floresta Negra era uma enorme área além das montanhas, repleta de feras e monstros perigosos capazes de devorar pessoas, embora não costumassem sair de seu território. Era muito raro que o fizessem, por isso Maximiliam foi enviado para descobrir o que estava acontecendo.
- Maximiliam\, se você achar que é muito perigoso\, evite o confronto.
- Claro\, pai.
- Todos vocês\, cuidem dele.
Os cavaleiros assentiram e, quando Maximiliam deu a ordem, todos começaram a se mover. Dias depois, no condado, Livius observava pelas janelas em direção às montanhas, atrás das quais estava a Floresta Negra. Embora estivesse distante, era possível sentir aquela aura aterradora, como se as criaturas que viviam lá estivessem inquietas.
- O que está acontecendo\, meu menino? Você tem ficado dias observando aquele lugar.
- A aura maligna está muito forte. Precisamos erguer barreiras mágicas no condado.
- Claro\, vou chamar os magos do templo imediatamente.
- Sim\, não se preocupe\, estamos apenas prevenindo.
- Eu sei\, meu menino. Mas suponho que você vá até lá...
- Sim\, vovó\, preciso ver o que está acontecendo. Não é normal que algo assim esteja acontecendo. Disseram que as feras estão saindo depois de séculos.
- Tudo bem\, mas tenha muito cuidado. Se for perigoso\, volte.
O garoto assentiu e saiu para ordenar que suas tropas se preparassem. Eles deveriam partir imediatamente para garantir que o condado não estivesse em perigo e, é claro, enquanto os magos do templo não chegassem para erguer uma barreira protetora.
As tropas de Maximiliam lutavam durante a noite, pois seu acampamento fora atacado por uma matilha de feras que pareciam enormes ratos negros. Todos tentavam detê-los, embora alguns tenham perdido a vida ou estivessem muito feridos para lutar. Eles nunca imaginaram que seriam emboscados daquela forma. Maximiliam fazia o possível para impedir o avanço das feras e dava tempo para ajudar os feridos, até que uma das criaturas conseguiu atingi-lo com suas garras.
"Alteza!"
Os cavaleiros ficaram assustados ao vê-lo cair depois de bater em uma árvore. O impacto foi tão forte que ele mal conseguiu se levantar e lançar um ataque usando sua magia, que consistia em controlar o ar e lançar golpes como lâminas. No entanto, não parecia ser suficiente, principalmente porque uma fera muito maior apareceu e se defendeu usando um raio negro que saía de sua boca.
- Rápido\, fujam daqui...
Maximiliam dá a ordem de retirada, eles devem fugir, pois a besta estava atacando em diferentes lados, até que uma espécie de fumaça negra começa a cobrir seu corpo, até mesmo entrando em sua boca e parando seu ataque. A fumaça começa a pressionar o corpo da besta e ela uiva de dor. Maximiliam fica impressionado com isso e ainda mais quando ouve um estalo. A besta para de se mover e as bestas menores começam a recuar ao ver algo entre as sombras. Maximiliam se vira e percebe que havia alguém lá, e quando essa pessoa faz um movimento, a fumaça negra começa a atacar as outras bestas. Aquelas que conseguem fogem, enquanto Maximiliam fica surpreso ao olhar para aquela pessoa, pois tem certeza de que já viu aquele rosto antes.
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Atualizado até capítulo 40
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Sosozona
VAI TER REENCONTRO
2024-02-13
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