Quando estava sentada e já de olhos abertos, pude ver melhor o quanto os irmãos são bonitos, não pude deixar de reparar em como são diferentes também, não aparentemente, mas suas personalidades, Henri estava ali em pé me olhando, com braços cruzados o que fazia só realçar seus músculos dos braços e peitoral, com seu olhar imponente, um ar sexy, misterioso, sério, quando esteve com a arma apontada ele foi mais calculista, não demostrou piedade o que me faz pensar que talvez ele seja bem mais "perigoso" que o irmão enquanto Adam estava jogado em uma poltrona próximo a mim, com olhar travesso, com sorriso no rosto, ele é lindo, também cheio de músculos, mas com um ar leve, não diria nunca que ele também é policial, ou que ele é perigoso, ele é mais despojado, e jovial.
Monica: -Você está bem? - Perguntou já vindo ao meu lado, olhando meu pescoço e passando a mão na minha testa como se tivesse vendo se estava com febre, todos me olham com atenção.
Isis: -Estou bem- minha voz saiu um pouco rouca, levei a minha mão ao pescoço, estava um pouco dolorido mas nada que amanhã não estivesse melhor.
Mônica: -Bom com o seu pescoço a Dra falou que em até 5 dias os hematomas já vão desaparecer e a dor tomando os remédios certinho é pra ir embora amanhã ou depois- ela me falou com um tom calmo, porém em 1 segundo já muda sua expressão me olhando muito brava -Mas agora dona Isis- ela me falou que sua pressão e glicose estão baixa, VOCÊ SE ALIMENTOU? - Diz a última pergunta com a mão na cintura, dou um sorriso sem graça, a única coisa que consigo fazer é falar um desculpa pra ela sem sair a voz, o que a fez bufar eu realmente não tinha tirado o meu horário de almoço e acabei não comendo queria adiantar o meu serviço, eu sabia que como toda mãe, ela ainda ia jogar esse episódio na minha cara e usar de desculpa para me ligar todos os dias no horário do almoço para me lembrar de comer, ela já meio que fazia isso, mas é que tem dias que eu mentia um pouco.
Vejo Eduardo se levantar com um sorriso pra mim, depois de me dizer um "IRRU" e ir até a cozinha, e volta com um sanduíche
Eduardo: -Deixei preparado pra quando acordasse.-
Sorri pra ele e ele me sorriu de volta
Adam: -E o meu?- Adam o pergunta como se estivesse realmente ofendido.
Eduardo: -Vê se cresce Adam- diz rindo
Adam- Oi Isis, eu sou o Adam, muito prazer em te conhecer, se você precisar de alguma coisa estarei a disposição - Diz sorrindo acenando com a mão sentado ou melhor jogado na poltrona, ele me parece ser muito simpático e gosta de atenção pra ele, ele usa do seu charme com uma piscadela ao terminar de falar.
Isis: -Oi Adam, é um Prazer te conhecer também!-
Olhei para Henri, que sorrio das gracinhas do irmão ele me olhou e disse
Henri: -Sou Henri, Prazer te conhecer.- diz com sua voz baixa, terrivelmente sexy, mas muito fria por sinal, o que o irmão tinha de caloroso, ele tinha de misterioso e isso me instigava.
Isis: -Prazer é todo meu - ok isso suou estranho até parece que estou flertando com ele- Quer dizer, sou Isis, mas você já deve saber -não acredito que soltei uma dessas, que vergonha, ele vai achar que estou me jogando pra ele, Isis o que deu em você? mordo um pedaço de sanduíche, na tentativa de engolir a vergonha que estava, pude ver um sorriso de lado que deixou uma covinha em evidência, Adam sorriu e vi quando ele ia dizer alguma coisa, já estava preparada, mas o Eduardo o interrompeu, talvez porque conhece bem o filho que tem.
Eduardo: -Vamos jantar? Apesar de tudo vocês ainda estão com fome não é? - Acho que ele viu o quão envergonhada eu tava
Monica: -Vamos, que depois temos que ir prestar o depoimento.-
Essa é a parte boa de ter policiais na família, eles liberaram para prestarmos os depoimentos depois, já estavamos sentados na mesa de jantar, eu já não estava com fome, pelo sanduíche, e outra por causa na dor quando eu engolia, me servi de suco e me desculpei com Eduardo que me prometeu um outro jantar quando eu estivesse melhor, vi que Adam e Henri se serviram eles estavam com fome, hora ou outra podia sentir alguns olhares, vezes era de Adam, mas ele me olhava sorridente e meio travesso, outras era de Henri que parecia que estava me despindo com o olhar, isso quando ele não fuzilava Adam com o olhar quando ele me encarava.
Adam:- Agora que já estamos jantando, quero saber como aconteceu tudo isso?!-
ao dizer isso vejo Henri passar os olhos sobre mim, como se estivesse avaliando se eu não ficaria tensa pelo irmão fazer essa pergunta, eu não estava nervosa por isso, e sim porque ele me olhou com tanta intensidade que me deixou sem jeito.
Monica: -A Isis tinha acabado de chegar e estávamos no portão ... - Vou parando de escutar um pouco a voz da minha mãe e peguei meu celular que vibrou em meu bolso, vi algumas mensagens e volto a prestar atenção na conversa quando escuto, Eduardo falando que viu pela câmera que nos duas estava sendo assaltadas, e quando viu que um dos bandidos estavam entrando ele esperou ele vir e rendeu ele, lembrei do susto ao escutar o disparo.
Adam: - Eu e o Henri viemos juntos, ele me deu uma carona, quando estavamos próximo da esquina, um vizinho que viu de longe o que estava acontecendo, nos avisou, ele nos reconheceu e sabia que era na sua casa pai, então paramos o carro mais pra trás pra poder pegar de surpresa - involuntariamente suspirei, não era a primeira vez que eu já tinha ficado na mira de uma arma, o trabalho da minha mãe e do meu pai sempre trouxe alguns benefícios pra mim, mas também uns malefícios, como ser o alvo mais fraco entre eles.
Eduardo:- Você está bem?- cochichou pra mim, eu me assustei, acho até que tinham falado comigo, mas estava presa nos meus pensamentos que nem notei, concordei com a cabeça, e não pude deixar de notar que Henri me olhava com olhar difícil de decifrar.
Henri: -Você está em NY a quantos dias ? - Me assusto quando vejo que ele estava falando comigo mas, agradeço por ele mudar de assunto.
Isis: 5 dias - Não sabia o que mais responder, ele me deixava nervosa.
Adam:- Começou com pé direito então, pelo jeito você é um ímã pra confusão - falou com ironia e eu revirei os olhos o que fez ele rir.
Ao terminar de jantar fomos a delegacia, minha mãe e Eduardo foram os primeiros a prestaram depoimentos, depois Henri e Adam e por último eu, como o delegado era um amigo da família de Eduardo ele foi o mais rápido possível, quando sai de lá todos estavam conversando com um pessoal na área do café dos policiais e eu fui pra lá, minha mãe me chamou e me apresentou pra um grupo de policiais, um deles não tirava os olhos de mim, ele era o mais jovem daquele grupo, bem bonito por sinal.
Monica: -Essa é minha filha Isis, veio do Brasil faz 5 dias e agora vai ficar pra cá! - Eles acenaram com a cabeça alguns me deram a mão, e desejaram boas vindas.
Policial bonito:- Mônica quando você me falou que sua filha era bonita eu não imaginava que era tanto assim, Oi eu sou o Sam- e me estendeu a mão, quando peguei ele beijou, pude ouvir o Henri bufar no sofá aonde ele estava sentado e Sam olhar pra ele irritado, não senti um clima bom entre os dois.
Isis: -Sou Isis e Obrigada- digo tímida, fazendo tirar dele um sorriso malicioso, o que me fez puxar minha mão e dar um passo para trás.
Isis: -Mãe eu vou pra casa - digo me virando pra ela e Eduardo que estavam um pouco atrás de mim.
Monica: -Eu levo você! - disse já pegando suas coisas e a chave do carro.
Isis: Mãe eu estou de carro lembra? acredito que possa chegar com vida até em casa- digo brincando, e minha mãe fica seria.
Monica: Odeio quando vc fala assim, o mínimo que exijo de você é chegar com vida, até porque eu te mato se não chegar!
Isis: Não fez sentido nenhum - digo rindo e dou um beijo no seu rosto e ela tenta ficar seria mas não consegue.
Monica: -Me avisa quando chegar!
Isis: -Sim senhora! - Digo saindo, vou até Eduardo e dou um abraço, dou um tchau para Adam que estava tentando comprar alguma coisa na máquina de salgadinhos e pra Henri que me olhou dos pés a cabeça sentado no sofá, quando vou passar, ele se levanta ficando na minha frente a uns dois passos de mim, não me deixando passar
Henri: - Nós já vamos também! - Diz olhando pra Adam que já estava ao seu lado, se vira para Eduardo e minha mãe e continua -Nós levamos ela pra casa! - meu coração disparou, não pude conter minha cara de raiva, como assim ele ia me levar embora, eu podia muito bem ir sozinha e quando ele me olhou nos olhos, foi intenso, meus pelos se arrepiaram, sentia raiva da reação que meu corpo tinha perto dele.
Isis: -Não precisa, eu estou de carro, e sou grande o suficiente pra ir sozinha pra casa- disse irritada
Henri:- Eu não perguntei, Isis - Diz em um tom seco- Esse bastardo filho de uma mãe quem ele pensa que é... Deus porque ele fica tão sexy quando diz meu nome, essa foi a primeira vez que ele disse, estava pronta pra retrucar mas escuto minha mãe falar.
Monica: -MARAVILHA! Assim ganho menos umas 3 rugas de preocupação, obrigada Henri e Adam vcs são uns príncipes mesmo- e foi a vez de Sam suspirar em deboche, não tinha visto que ele estava bem perto de mim , olho pra trás com um olhar fuzilando minha mãe, que se fez de boba e continuou a conversa, suspiro em derrota, e fui em direção a saída, mas antes Sam me chamou, o que fez Henri e Adam olhar pra nós
Sam: -Bom se caso não quiser ir com eles, eu estou disponível pra te levar pra casa - Eu até pensei em aceitar, só pra provocar Henri, mas não o conhecia Sam o suficiente, claro que Henri e Adam também não, mas ele atirou em alguém pra me salvar, acho que posso dar um crédito a eles.
Isis: -Na verdade eu não preciso de carona eu estou de carro, mas pode deixar Sam, obrigada mesmo assim pela gentileza - Vejo quando seu sorriso se apaga um pouco e ele olha pra Henri com certa raiva.
Sam: -Então me passa seu telefone pra eu poder te mostrar algumas boates e barzinhos legais daqui, também estou precisando de uma guia turística, estou querendo viajar para o Brasil- Eu pensei, pensei, será que eu dou meu telefone, Adam e Henri ainda me olhavam, como se esperasse minha resposta, bom que mal tem uma mulher solteira dar seu telefone a alguém, nenhum não é?
Isis: -Tudo bem! - pego seu telefone e marco seu número, pude ver quando Henri, virou e saiu, ele parecia irritado, Adam foi logo atrás dele e eu acabei indo tbm, dando um tchau com a mão para Sam, quando chego está os dois encostados no meu carro e suspiro brava, não tinha necessidade nenhuma deles me levarem embora.
Adam:- Porque você está tão irritada? Você deveria nos agradecer por salvar sua vida! - Quando ele disse isso eu me senti culpada, eu não tinha os agradecido, mas naquele momento eu estava brava, não gostava que me tratassem como criança, eu tinha vivido 6 anos sozinha no Brasil, eu sabia me cuidar!
Isis:- Eu não estou irritada, só não gosto de ser tratada como criança só isso e a propósito, obrigada- falei olhando para os dois -Se não fosse vocês acho que ele teria atirado ou me sufocado!- digo engolindo em seco de imaginar.
Adam:- De nada, esse é o nosso trabalho - diz sorrindo que me fez sorrir.
Henri: -Você tem que tomar mais cuidado! Ser mais atenta! Saber enxergar a maldade das pessoas- Ele diz parecendo irritado, pegando a chave do meu carro da minha mão, isso realmente me deixou mais irritada ainda, como assim ele acha que a culpa é minha?
Isis: -O que vc está fazendo? Digo sobre ele pegar a chave da minha mão.
Henri:- Adam vai dirigir meu carro- ele olha pro Adam com um ar de se você não cuidar bem do meu carro eu te mato- Não acostuma! -Continua olhando pra Adam que parece que acabou de ganhar um prêmio da loteria, também com o carro que Henri tem eu também pensaria duas vezes antes de deixar alguém dirigir, uma Audi R8 linda preta, nada comparado com meu Ford Ka 2017.
Isis: -E porque eu não posso dirigir meu próprio carro - digo irritada, parecendo uma criança batendo o pé, vejo Adam correr para o carro do irmão e Henri me ignorar por completo e entrar no MEU carro!
Henri:- Vai ficar aí? Não tenho a noite toda ISIS- ele frisa meu nome como se soubesse como eu regi da última vez que ele me disse, aaaaaaah como ele é irritante, minha vontade é de gritar até ele sair, bater nele e ainda dizer que ele é o maldito mandão mais sexy que eu conheço, mas em resposta eu só entro e bato a porta do carro e cruzo os braços ainda parecendo uma criança irritada.
Henri:- Coloca o cinto! - Eu olho pra ele incrédula, ele está querendo me irritar ou é impressão minha, maldito, idiota, puxo a porcaria do cinto e resmungo.
Isis: -Idiota - Vejo ele sorrir em resposta, parecendo vitorioso como se tivesse ganhado uma briga.
-Por que você disse que eu tenho que ser mais cuidadosa, você falou como se a culpa fosse minha!? - Falei me virando pra ele, eu estava irritada com o que ele disse, e pude ver ele suspirar, olhando para o retrovisor, vendo se estava tudo bem com Adam e seu carro.
Henri: -Porque você precisa ser! - suspiro mais irritada ainda, como assim ele acha que eu preciso ser cuidadosa
Isis: Você nem me conhece, não tire conclusões sobre mim! - digo brava olhando pra frente, e passo a mais sobre meus pescoço que estava dolorido, ele me deixou extremamente irritada ele não me conhece e diz que sou descuidada, quem ele pensa que é, idiota, mandão, ridículo, horroroso... Se bem que horroroso não dá, nem brava consigo achar ele horroroso, mas que droga! Suspiro em resposta ao meu pensamento, e vejo ele me olhar, agora sério.
Henri: -Você mal consegue ver a maldade das pessoas com você Isis, o idiota do Sam mesmo, faltou te comer com os olhos, e você caiu como uma patinha deu o telefone pra ele, você é ...bon..bonitinha, e ele vai querer usar você e depois jogar fora- ok ele me acha bonitinha? Como assim bonitinha? Isso é bom ou ruim? por essa eu não esperava, eu não consegui reagir a isso, eu fiquei sem jeito, envergonhada na verdade, bonitinha foi de cagar, porque não um bonita e porque ele gaguejou ao falar bonitinha? Ele acha mesmo que sou uma menininha inocente? não vi maldade nenhuma no Sam, e ele não era meu pai também pra ficar bravo por ter dado telefone pra alguém... eu pude sentir ele revezar o olhar entre eu e a estrada, eu sei que ele estava esperando uma resposta, eu tava brava e não queria mais discutir, estava com dor e cansada.
Henri: -Já chegamos, aonde vc estaciona seu carro? -
Isis: -Lá dentro- procuro o controle do portão, estava um pouco nervosa, eu não sei por que, abro o portão, ele entra e mostro qual é minha vaga, vejo Adam estacionar o carro de Henri na frente do condomínio, saímos do carro, naquele silêncio, eu sei que ele esperava que eu respondesse, mas eu não sabia o que falar, acompanho ele até a saída
Isis: -Obrigado por vocês terem me trazido, apesar de eu achar que não precisava - Digo com certo deboche.
Adam:- Não foi nada, eu já falei que quando precisar estou a disposição- diz piscando pra mim, e Henri dá um soco fraco no seu estômago.
Henri: -Me dá a chave agora do meu carro! - Adam se curva como se tivesse doido o soco e devolve a chave, Henri dá a volta e vai para a porta do motorista
Adam: -Foi um prazer te trazer Isis, espero nos encontramos mais vezes - ele sorri e acena, enquanto Henri só acena com a cabeça e entra no carro eu entro na portaria e fecho o portão, aí vejo eles indo embora.
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Comments
Iara Ruara
esse instigar ai é tesão 🤣🤣😂😂piriquita entrando em chamas Kkkkk necessita-se de uma bela mangueira
2023-08-31
8
Celma Trindade
tá parecendo uma criança mesmo que quer chamar atenção. colocar o cinto nem precisa mandar né gata
2023-07-06
1
Kelly ketllyn Ferreira da Silva
Que história gostosa de ler
2023-05-20
0