capítulo 17

Oliver

Eu estava andando em um lugar escuro, tentava achar a saída mas era em vão, ao longe a vi próximo a uma clareira e fui correndo até ela. Quanto mais eu corria mais distante ela ficava, então comecei a gritar chamando por ela.

Oliver: ELIZABETH!!

De repente tudo ficou claro e ela estava ali do meu lado, com toda sua sutileza ela colocou sua mão em meu rosto e eu segurei em sua outra mão.

Elizabeth: Meu amor, estou bem... Preciso ir, eu te amo!

Oliver: Por favor amor não me deixa falo com a voz embriagada segurando o choro preciso de você...

Ela me da um beijo suave e se vai. Começo a chama-la e vou atrás dela, quando vou segurar em sua mão novamente acordo, parando sentado na cama.

Já fazia um mês que o acidente aconteceu e que estava atrás de Elizabeth, eu já não dormia mais, passava a maior parte do meu dia em função de procurar por ela. Todos me diziam que eu devia abandonar as buscas, que a esse ponto já não a encontraríamos mais.

No fundo algo me dizia que ela não havia partido, ou ao menos eu não queria aceitar, de fato eu me recusava a aceitar.

Eu já não dormia mais no nosso quarto, era um tormento deitar ali e sentir seu cheiro e ver tudo dela em perfeita organização como ela amava.

Me levantei e fui me arrumar, eu estava no comando das duas empresas e com isso tinha algo a mais para ocupar minha mente.

Saio de casa sem ao menos tomar meu café, e vou para a empresa de Elizabeth. Chego lá e vou direto para o escritório, mais uma vez Amélia estava lá já com tudo em mãos e um café com leite para me entregar.

Amélia: Bom dia senhor! Aqui está os relatórios e um café com leite.

Oliver: Obrigado, Amélia! não precisava se incomodar.

Amélia: Um passarinho me contou que você saiu sem comer hoje... precisa ficar bem por... ela.

Oliver: Obrigado mais uma vez pela preocupação, bom... vejo que minha mãe está precisando voltar para Londres.

Amélia: Ela está preocupada com o senhor, não fez por mal...

Minha mãe não saia de minha casa desde o ocorrido e sempre que podia ligava para Elena ou Amélia para ficarem no meu pé.

Desde tudo que aconteceu eu nunca havia conversado com ninguém, principalmente com Amélia. Me sentia culpado por nunca ter conversado com ela, ao longo desse mês sempre a via triste e por mais que tentasse disfarçar foram inúmeras vezes que a vi chorando, principalmente quando chegava alguém com notícias das investigações.

Amélia: Senhor Oliver?

Oliver: Já te disse para deixar esse senhor de lado.

Amélia: Me desculpe, é o costume... bom, aqui está os relatórios dos últimos dias, hoje será a entrega da primeira remessa da produção da nova coleção.

Enquanto Amélia falava recebo uma mensagem e a notícia que eu menos gostaria de receber estava lá.

Oliver: Ok... marque uma reunião com toda a equipe para daqui meia hora! Mande fechar a empresa... digo tentando segurar a raiva

Amélia: Certo, vou reuni-los agora!

Faço algumas ligações e tento resolver esse assunto o mais rápido possível, eu estava com uma mistura de ódio e tristeza que jamais havia sentido.

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