O caixão ainda estava aberto quando o advogado abriu a pasta preta.
Lucas ficou em pé, de terno preto apertado, olhando o corpo do pai pela última vez. O homem que nunca teve tempo para ele agora deixava tudo nas mãos dele.
— De acordo com o testamento de Antônio Ribeiro, o senhor Lucas Ribeiro se torna o único herdeiro de todo o Grupo Ribeiro. Ações, empresas, propriedades e… o controle total.
Um silêncio pesado caiu sobre a sala. Do outro lado da mesa, o irmão mais velho, Rafael, apertou o maxilar. A tia Helena baixou o olhar. O primo Diego soltou uma risada baixa, quase inaudível.
Lucas não sorriu.
Ele só sentiu o peso do olhar de todos sobre ele. Como se, naquele segundo, tivesse se tornado o alvo de todo mundo.
Quando saiu do escritório, o telefone vibrou no bolso.
Mensagem anônima:
“Você não é o dono de nada. Só o próximo a morrer.” Lucas parou no corredor vazio. Olhou a mensagem de novo. Depois apagou.
Pela primeira vez na vida, ele sorriu.
Pequeno. Frio.
— Então o jogo começou.