Sentada de frente para uma carta em sua mesa, a mulher não podia acreditar que sua mãe estava doente. Não seria bom, sabia que chama um medico para onde ela estava seria complicado devido sua distância, junto ao valor para remédios. Não podia deixar sua pequena filha pequena sozinha em casa, depois ter ouvido que lobos famintos se espalhavam pela floresta cuidando era o que mais queria para proteger sua pequena garotinha, da mesma forma não poderia deixar sua mãe doente. Chamando sua segunda filha a garotinha veio, olhos castanho brilhantes, cabelo encaracolados.
— Sim mamãe?
— Chapeuzinho poderia levar alguns presentes para sua vovozinha que está doente?
— Sim mamãe.
Do lado de fora, a mãe de chapeuzinho arrumava a filha colocando seu capuz vermelho. Com as mãos nos ombros da garotinha falava:
— Não desvie de seu caminho.
Chapeuzinho com seus olhos brilhantes acenou para sua mãe e saiu. No caminho da floresta caminhou sem preocupações, enquanto os pássaros cantavam ouvisse batidas fortes entre as arvores, saindo pode se ver um grupo de lenhadores que empilhavam troncos de madeira. Acenando para eles ela sorriu para os vários homens que também acenaram para ela. Seguindo seu caminho, passos leves se aproximam e uma mão grande tocou em seu ombro.
— Garotinha poderia me dizer para onde estava indo? — perguntou o lenhador de sorriso gentil.
A garotinha olhou para o homem esquecendo do aviso de sua mãe para não parar.
— Para a casa dá minha vovozinha, ela está doente. — respondeu.
— Sabe eu conheço um caminho mais rápido para lá. Poderia vir comigo?
Sem percebe a malicia do lenhador a garotinha o seguiu. Andaram por um caminho de flores até uma cabana distante, chapeuzinho não conhecia aquela casa e por isso parou.
— Senhor aqui não é a casa da vovó.
— Sim eu sei, mas veja em chapeuzinho eu vou cuidar da sua vovó apenas fique aqui. Você confia em mim, não é? — sua voz era doce e calma.
Olhando para ele, a garotinha não podia ver malicia alguma. E por causa disso na cabana ficou, enquanto o lenhador saiu. Minutos depois ele chegou, chapeuzinho via que ele tinha marcas vermelhas no corpo, mas não perguntou. Ali ela ficou com o homem, não conseguia fugir, as palavras deles sempre quebrando suas tentativas.
— Por que não posso voltar para casa?
— Sua mamãe não gostaria, ela está muito preocupada com sua vovozinha seria muito maldoso você pergunta.
Chapeuzinho ficou quieta. Dias passaram.
— Como está a vovozinha?
— Ela está bem.
Outros dias passaram, chapeuzinho vivendo com o lenhador que a forçava cozinha mesmo não sabendo, a costurar mesmo não sabendo, a limpar casa mesmo não sabendo. Ali seu corpo já tinha crescido, vivia com ele por muito tempo, não queria sair, pois sabia que sua mamãe e vovozinha ficaria triste com ela. Apenas o lenhador era homem bom, pois sorria para ela e sempre tratava ela bem.
Não tinha por que voltar. Lobos maus infestavam a floresta, e ali protegida estava.
Para sempre?
Não demorou logo o lenhador veio a morrer, deitado em sua cama ali fechou seus olhos. Chuva caia, chapeuzinho ali viu tudo, se levantou e pela casa caminhou pegou um dos machados que ela o viu tantas vezes usar e pela porta saiu.
Para onde? Casa? Floresta? Vida? Não.
Para sempre.