_ Não aguento mais essa vida!
Parece que tudo se complica a cada dia.
Como eu queria um lugar de paz agora.
Um lugar sem barulho,onde eu possa realmente relaxar tranquilamente a minha mente,mas acho que esse lugar não existe.
Passo o dia todo em casa,sem muitas coisas para fazer,nem mesmo uma tarefa de casa.
Talvez,eu deveria procurar algo pra fazer,quem sabe encontro um trabalho, assim eu me ocupo.
Saio de casa às seis horas da tarde e vou andando pela rua como se não tivesse fim.
Foi então que eu chego em uma estrada vazia e um caminho reto,pareço estar longe de casa agora,e sigo em frente.
Chego em um monte afastado da cidade, subo até lá em cima.
Pela minha surpresa vejo tudo de lá, a vista é incrível,parece mágica,me sinto até mais leve.
Me aproximo mais da ponta do monte e logo embaixo,um rio,era alto se eu caísse dali certamente morreria.
Sinto a brisa no meu rosto,fresco e ao mesmo tempo aconchegante,me sento sobre uma pedra e olho para o céu.
Parecia que as estrelas estavam próximas da terra e a lua transmitia uma luz que iluminava tudo parecia dia.
Me levanto e sorri,quero gritar e também chorar,me viro e vejo vários vaga-lumes é lindo e encantador,vou caminhando de volta para casa.
Os vaga-lumes pareciam me guiar de volta,sensação boa de sentir,respiro fundo e olho em volta.
Tudo era mágica,já era oito horas quando cheguei em casa,acendo a lareira e deixo as lâmpadas apagadas.
Pego o cobertor e preparo um chá de camomila em uma xícara de porcelana,leio um livro sobre "a minha vida".
Mas logo adormeço,tudo escurece,então,vejo um caminho até chegar no monte,parecia que ele estava falando comigo,mas não ouço bem.
Acordei e percebo que era um sonho,me levanto e vou me arrumar,logo faço uma faxina e vou às compras.
No caminho,encontro uma borboleta de asas azul-claro,ela voava na minha frente,como se quisesse que eu a seguisse.
E foi então,que ela me leva até a estrada vazia e o caminho reto,mas logo some da minha vista.
Resolvo subir ao monte e ali estava eu de novo,foi como no sonho,era como se o monte estivesse me chamando.
Só não sabia o que ele queria me dizer.
Olho para os lados,e não vejo nada a não ser árvores,pedras e sons dos cantos dos pássaros.
Ouvir os cantos e a brisa no ar, me fez relaxar fazendo fechar os olhos e abrir os braços,por um instante senti como se alguém viesse me tocar.
Me viro,mas não tem ninguém além de mim. Escuto o barulho das águas se baterem contra as margens do rio e cada passos meus pedrinhas se quebrando.
Mas logo volto para o barulho das avenidas e motores ensurdecedores,depois das compras chego em casa,largo as sacolas em cima da mesa da cozinha.
Preparo algo para comer e ligo a tv.
Lavo as louças e vou para a tela do computador,descrevo ideias que tive para ocupar tempo.
Vendo tudo o que estava na minha garagem e consigo uma boa grana.
Com isso posso comprar coisas e revender,para no final pagar as contas e comprar os meus livros.
Já é três da tarde vou limpar a casa e fazer exercícios físicos na sala de Star.
Quatro horas tomei banho, está fresco e um tempo bom parece que vai chover,faz meses que não chovia.
Seis horas,ainda está chovendo e vai ficando mais forte,como um lanche e tomo um copo cheio de água.
Nove horas vou dormir,mas antes desligo tudo e entro no meu quarto,deito na minha cama e pego no sono.