capítulo 1
Estava em um saloon bebendo meu whisky,sentado em um banco sentindo meu corpo Cansado de viagem,minhas botas cheias de lama,meu chapéu cheio de poeira,era minha terceira dose,agora meu cérebro estava sentindo o efeito da bebida,meus dedos tateando o copo,sentia o gosto amargo do álcool enquanto um pianista tocava e a doce voz da cantora preenchia o ambiente,o lugar estava repleto de cowboys com eu,la fora um sol quente o suficiente para fazer meu cavalo relinchar de quentura.
Um homem entra no lugar com uma cara de quem viu um fantasma,estava caminhando desengonçado,assustado,sua respiração ofegante me fez olha-lo por cima do ombro,tropeçando enquanto se sentava
:-me de uma dose do que o cowboy esta tomando- disse ele arquejante.
volto meu olhar para a bebida até que tiros invadem o saloon,pessoas correndo para todo lado,gritos e mesas sendo atiradas ao chão podiam ser ouvidos de longe,balas quebrando janelas e garrafas,o rapaz ao meu lado se joga para o outro lado do balcão.
três homens entram no recinto e perguntam onde esta Jericó,um silêncio percorre o saloon,todos que estavam ali continuam abaixados em baixo das mesas ou usando elas de barricada,eles me olham e perguntam se eu vi alguém correndo por perto ou entrando aqui,penso um pouco.
:-Não faço ideia de quem seja,mas faça sua busca por ai
A cantora com medo de retaliação aponta o dedo para o balcão
o homem a minha frente me olha com raiva e choque,dou de ombros então eles começam a atirar novamente,agora em direção ao balcão,uma das balas atingem meu copo,me jogo por cima do balcão,não por medo nem para ajudar o tal do Jericó, só por que hoje não é um bom dia para morrer,devagar levanto minha mão esquerda.
:-Eu não tenho nada a ver com esse seu amigo,se me permitir eu gostaria de ir embora enquanto minhas pernas ainda podem me carregar.
um deles fala com muita raiva:-você deve ser o cúmplice desse moribundo,ele não pode ter pego 8.000 em ouro emprestado do Coronel e sumido sozinho com o dinheiro.
digo que não conheço esse homem e que ele acabou de entrar eles voltam a atirar,acertam um de meus anéis,que se estraçalha,sinto meu dedo latejar e ficar vermelho,olho para o homem ao meu lado.
:-você me deve uma dose de whisky e um anel,por que você não devolve o dinheiro e manda eles irem embora.
ele retruca:-se você não falasse que eu estou aqui eles teriam ido embora gênio,e não que eu precise te dar satisfação mas eu não tenho mais o ouro,pra um cowboy você é bem lerdo,não é amigo?
franzo a testa e fecho o punho uma raiva crescente toma meu peito,não sei se pelo homem a minha frente ou pelos imbecis atirando:-eu não sou seu amigo, por que você não cala essa sua boca,seu ladrãozinho de meia tigela.
Ele ri o que me irrita mais ainda então diz com um sorriso que me fazia querer esmagar sua cara no chão:-nossa você ta bastante nervosinho por que você não bebe mais um pouco,talvez melhore seu humor ou quem sabe da uma passada na boate da esquina ouvi dizer que tem umas jovens que fazem maravilhas,isso se o velhinho ainda tiver pólvora na pistola.
semi-serro os olhos e fecho a boca pensando se valia a pena esmurrar a cara dele mas me viro para o que estava acontecendo então pego minha pistola do coldre,olho para ver quantas balas tinham ainda e eram suficiente,o insuportável do meu lado da um sorriso como se trocar balas em um saloon fosse só uma manhã de sábado e puxa sua pistola também então nós levantamos e atiramos juntos.
A primeira bala acerta o ombro do homem a direita,sua arma cai,respiro olho para ele com raiva,a segunda acerta sua testa,me dirijo ao outro sujeito,a terceira acerta o joelho do homem do meio,que perde o equilíbrio e é acertado no pescoço por Jericó,a minha quarta e última bala acerta o peito do homem a esquerda,o homem que levou o tiro no pescoço se levanta depois que Jericó e eu paramos de atirar e corre ainda cambaleando e colocando a mão no pescoço,sobe no cavalo e sai.
Jericó sobresalta o balcão e tenta derrubar o homem mas é tarde demais,vou pacientemente até os corpos dos outros dois e vejo um anel muito bonito então pego dele e coloco no dedo ainda latejando.
Ele volta e olha ao redor vendo quase tudo perfurado por balas,joga algumas moedas no balcão e pega uma das únicas garrafas intactas,acena para as pessoas pedindo desculpas e me entrega a garrafa.
:-prontinho parceiro um anel e um whisky como você queria,ele da um sorriso sarcástico e um tapinha nas minhas costas e sobe no cavalo,vou falar algo mas meu corpo fica pesado e minhas pálpebras cansadas.