Meu nome é Elio, e eu sou um idiota.
Não, não é modéstia. É constatação. Quando você passa vinte e um anos pastoreando ovelhas num vilarejo onde a coisa mais emocionante que acontece é a morte de uma galinha, você tende a acreditar que o mundo é simples. Que as pessoas são simples. Que o amor é simples.
Eu acreditava nisso.
Até o dia em que o príncipe da corte de Veridia resolveu roubar uma ovelha do meu rebanho e me chamou de "camponês de pele de porcelana".
Agora, enquanto escrevo estas palavras com as mãos ainda sujas de terra e o coração batendo como um tambor de guerra, eu percebo que o mundo não é simples. As pessoas não são simples. E o amor... bem, o amor é uma tempestade que te engole e cospe do outro lado completamente transformado.
Meu nome é Elio. Sou pastor de ovelhas. Tenho pele de porcelana, olhos azuis que minha avó dizia serem "cor de céu antes da chuva", e uma tendência irritante a corar quando alguém me olha demoradamente.
E esta é a história de como eu me apaixonei pelo homem mais perigoso do reino.
Ou melhor: de como ele me fez apaixonar.
Porque, se tem uma coisa que o príncipe Cassian de Veridia sabe fazer além de provocar guerras, escandalizar a corte e beber vinho como se fosse água , é fazer com que todos se apaixonem por ele.
Inclusive eu.
Especialmente eu.
E eu o odeio por isso.
Quer dizer... eu quero odiá-lo.
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O Príncipe e a Ovelhinha Comentários