—que diabos...?!
Quando estava prestes a dizer algo, vi não muito longe a luz da lanterna do vigia.
Porra...
Puxei aquele cara pelo braço, se tivéssemos sorte, a porta das grades estaria aberta, não daria tempo de escalar.
O puxei de uma vez, a porta estava aberta, logo em seguida o joguei contra a grade fazendo com que agarrasse minha cintura.
—me agarre com mais força, seu frouxo irritante.
Quando notei a atenção do vigia voltada para nós, não tive outra escolha...
—ei! Vocês aí! Que barulheira é ess-
—hãn~ querido~
Gemi.
—ponha a cabeça próxima do meu pescoço se não quiser que eu te beije a força.
Ele me encarou com descontentamento durante um curto período de tempo. Logo após perceber que não tinha escolha, o fez. O agarrei com força apertando bastante seu corpo na cintura e pressionando sua cabeça em meu pescoço.
—seu louco...
Ele sussurrou.
Senti a luz da lanterna vir exatamente em nossa direção.
—hehe, você não viu nada —sussurei ao seu ouvido. Por algum motivo, queria provocar mais seu constrangimento— ÃH~ Querido!! Espere até em casa!!! Oh!!
O senti arrepiar de surpresa.
—não vai ficar assim.
Ele sussurrou, logo depois, me apertou de um jeito que me fez estremecer, nossos corpos passaram a se pressionar, tanto que senti as meias do sutiã quase criarem buracos no meu peito.
—tem certeza que quer esperar, queridA? Seu pau já está me cutucando aqui~
—pau?!!
Disse o vigia atrás de nós.
—êh?!
O olhei indignado, eu não esperava por isso.
Tentei manter a expressão focada para não causar problemas enquanto ele fazia questão de rir baixinho próximo a minha orelha.
—rum! —o vigia bate na grade pra chamar nossa atenção, finjo surpresa e vergonha—Com licença, por favor, procurem outro lugar pra fazer isso. Essa área é restritamente proibida, cof, cof!
—a-ah, queridoo!! Perdão senhor, não foi nossa intenção!!
—sei..
O peguei pela mão até sairmos da vista daquele homem.
—foi por pouco..
Respirei aliviado me deixando deslizar sobre a parede de um beco qualquer. Por um momento pensei em o chutar por conta do que ele havia dito, porém, continuar com o assunto só prejudicaria ainda mais minha imagem.
—saindo às escondidas a essa hora?
—qual foi? Desde quando lhe devo satisfações? E você? O que fazia andando à noite pelo campus??
—bem simples, estava correndo e isso até onde sei, não é proibido.
Ele me fita com sua expressão séria enquanto cruza os braços .
—a essa hora?
—eu estava voltando para o toque de recolher.
Já você, realmente está em perigo, não acha? Até onde eu sei, fugir da faculdade sem solicitar permissão, e vestido de mulher, não parece ser uma exceção nas proibições.
—e sair sem permissão com um cara vestido de mulher, é uma exceção para o presidente do concelho estudantil?
Sorri quando percebi que havia vencido essa discussão.
—bem, agora você é obrigado a assumir a responsabilidade por ter me tirado a força. Não posso mais voltar agora.
—fique a propria sorte~
—foi o que pensei que diria.
Estava prestes a seguir meu caminho e ir até a boate até que uma luz forte veio repentinamente em meus olhos.
—hm?!
"O vigia?!!" pensei assustado.
—o que acha disso? O que aconteceria caso essa foto se espalhasse, hun?
O olhei inexpressivo, logo após, suspirei, o acontecido de antes havia me esgotado, não conseguia nem se quer pensar em um palavrão pra isso.
—ok, pode vir comigo. Conhece a boate Coliseu?
—..? O que quer em uma boate?
—é você quem quer vir comigo. Conhece ou não?
—sim.
—é pra lá que vamos.
Fui em direção a rua mas estranhei o fato de ele não me seguir.
—ei, idiota, são dez da noite, aquela boate só abre a meia noite.
—então, pra onde está indo?
—eu não vou ficar esperando dar meia noite em um beco escuro com um maluco vestido de mulher. Se quiser pode vir comigo, ou se não, "fique a própria sorte".
Filho da puta.. mesmo de costas, eu sabia que ele estava sorrindo.
—me espere, se não quiser um salto voado na sua cabeça.
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Atualizado até capítulo 42
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