Alexander Valência, mais conhecido como Alex, pelos amigos e familiares, tem quarenta e dois anos, é divorciado, pai, empresário, e um grande CEO de sucesso, dono de um império milionário, voltado à tecnologia. É formado em administração de empresas, ciência da computação e engenharia de sistemas.
Alexander é um homem muito prestigiado no seu ramo, conhecido principalmente por seu caráter, inteligência e beleza, por onde passa chama a atenção das mulheres para si, graças ao seu charme e olhar sedutor. No auge dos seus 42 anos, Alex exibe um corpo espetacular, resultado de muito treino, foco e boa alimentação.
Mas sua vida só gira em torno da sua empresa (Valência's Tecnology) e da sua amada filha, Zaya. Sem tempo para relacionamentos, ou compromissos sérios. Alex foi pai muito jovem, tinha apenas dezoito anos quando Zaya nasceu. Zaya é fruto de uma aventura que teve com Rebecca Miller, em uma única noite de bebedeira, logo após concluir o ensino médio e iniciar a faculdade.
Devido a paternidade precoce, Alex e Rebecca foram forçados a se casar mesmo a contragosto, a mando dos pais dela, que na época eram muito conservadores. O resultado? Um casamento sem amor que acabou em divórcio, quatro anos depois.
Desde então, Alex se dedicou totalmente à sua empresa, herdada do seu saudoso pai, Hector Valência, e na criação da filha, que aos quinze anos passou a morar com ele. Antes disso, ela só ficava com ele nas férias escolares, e aos fins de semana.
É claro que, como o homem viril e másculo que é, ele tem as suas necessidades e os seus desejos sexuais, mas sempre que precisa estar com uma mulher, ele as leva em algum hotel ou até mesmo nas casas delas, bem longe das vistas de Zaya. A garota morre de ciúmes do pai, e não suporta dividir a sua atenção com ninguém além de si mesma.
Alex, em todos esses anos de divórcio, nunca se casou novamente, não por falta de interesse, ou opção, mas sim porque nunca se apaixonou de verdade. A experiência falha que teve com Rebecca, serviu para lhe mostrar que um casamento sem amor é o mesmo que remar contra a maré, por mais que você tente, nunca consegue sair do lugar. Durante todo o tempo em que esteve casado, ele tentou se aproximar, deu tudo de si, mas infelizmente o amor não surgiu com o tempo.
(…)
A rotina de Alex já começa com o seu treino diário, mas hoje ele resolveu que não iria sozinho, decidiu acordar Zaya para acompanhá-lo.
— É sério isso, pai? — Murmurou, sonolenta, enrolada nas cobertas.
— Seríssimo, Zaya! Vai, vamos logo, você tem cinco minutos.
— Qual é, pai? Deixe eu dormir mais um pouco, ainda tenho mais uma horinha de sono...
— Não, nada disso. A partir de hoje, você vem treinar comigo todos os dias, está ficando muito sedentária!
— Sedentária, eu? — Sorriu com deboche. — Eu tô super em forma, nem vem com essa, senhor Alexander!
— Ah, é? Pois, se continuar com essa falta de exercícios físicos, vai acabar engordando, sua comilona!
— Eu não sou comilona!
— É sim! — Insistiu, abrindo as cortinas, permitindo que a luz da manhã entrasse no ambiente, revelando uma Zaya toda descabelada.
Logo depois se aproximou dela com um sorriso travesso brincando nos lábios, Zaya já sabia o que ele ia fazer, até tentou se esquivar, mas ele iniciou uma guerra de cócegas nela, como quando era pequena, fazendo-a sorrir sem parar, até finalmente seder ao desejo dele.
— Para, para, você venceu! — Resmungou, sem fôlego.
— Ótimo, te espero na sala, docinho! — Sorriu, divertindo. Zaya revirou os olhos, fingindo irritação.
— Você não existe, papai!
Ele sorri satisfeito e sai deixando-a sozinha para se trocar.
Minutos depois, Zaya aparece na sala usando roupa de treino e o cabelo preso num ra*o de cavalo com alguns fios soltos. Alex já estava pronto, só à sua espera para irem treinar.
A academia ficava na parte dos fundos da casa, próxima a área da piscina.
— Vamos?
— Vamos, papai!
(…)
Após o treino, ambos subiram aos seus quartos para se arrumarem. Alex como sempre, foi o primeiro a descer, devidamente arrumado, usando um terno azul marinho impecável, feito sob medida, que o deixava com um ar de elegância e masculinidade.
A mesa já estava posta na sala de jantar, Nancy, a governanta da casa era muito pontual e eficiente do jeito que ele gostava.
— Bom dia, Nancy! — Alex cumprimentou-a educadamente, enquanto arrastava a cadeira para se sentar.
— Bom dia, senhor! — Ela retribui com um sorriso.
— E a minha filha, atrasada como sempre! — Disse, verificando o horário no seu relógio de pulso, enquanto servia uma xícara de café com leite.
— Posso ajudar com mais algo, senhor?
— Não, pode se retirar, Nancy. E peça ao Edmundo para preparar o carro, sairemos em quinze minutos!
— Ok, senhor, com licença!
Alexander assente, e a mulher sai. Quase dez minutos depois, Zaya desce e se junta a ele na mesa.
— Estou morrendo de sono, quase não resisti a minha cama. — Reclamou, bocejando
— Faça isso, durma um pouco mais, sabe que não tem a necessidade de ir trabalhar, querida!
Zaya o encara, a expressão seria, enquanto servia seu suco de morango silvestre na taça.
— Eu sei, pai, mas gosto do meu trabalho, o senhor sabe. E também não quero mais ser conhecida apenas por ser sua filha, mas sim, através dos meus próprios esforços.
Alex sorriu, orgulhoso.
— Eu sei, meu docinho, só estou brincando. Tenho muito orgulho da mulher que você se tornou, sabia? Batalhadora e honesta.
— Obrigada, pai. O seu apoio é muito importante para mim. Além disso, todos os dias dou carona a uma amiga, a única que eu tenho, não posso deixá-la na mão.
— Você fala tanto dessa amiga, mas nunca a trouxe aqui em casa para nos conhecermos, por acaso tem vergonha de mim, mocinha? — Ergueu a sobrancelha, desconfiado.
— Claro que não, só não quero que ela se afaste quando descobrir quem sou de verdade. Ela é a primeira pessoa que se aproximou de mim, sem segundas intenções!
— Entendo a sua preocupação, mas em algum momento você vai ter que contar, e acredite, a verdade é sempre a melhor opção.
— Eu sei disso, vou contar, mas só quando chegar a hora certa. Por enquanto, tá bom assim, ela é uma pessoa incrível, a melhor amiga que já tive.
— Você disse que ela é a primeira pessoa a se aproximar sem segundas intenções, mas e o Jaydan? Ele não conta?
— Ele já me conhecia há muito tempo, e fui eu quem corri atrás dele, já que além de tímido, o coitado morria de medo do senhor!
Alex sorriu e se limpou com um guardanapo.
— Aquele rapaz é muito esforçado, gosto dele, estou pensando até em promovê-lo, só não o fiz ainda para evitar o burburinho dos demais funcionários.
— Ele merece muito, pai. Obrigado por isso!
— De nada, docinho. Eu realmente gosto do trabalho dele, acho que devo lhe dar mais confiança na empresa, mas não diga nada ainda, antes eu preciso fazer uma reunião com todo o pessoal do setor de software.
— Claro, paizinho, eu entendo, mas agradeço mesmo assim, o Jay ama o que faz e se dedica ao máximo para entregar sempre um trabalho de qualidade a empresa. Se tem alguém que merece essa promoção, esse alguém é ele.
Alexander assentiu, orgulhoso da percepção dela a respeito do namorado, contente por vê-la feliz no relacionamento, esse era o seu maior sonho como pai, alguém que a amasse e cuidasse dela.
— Bem, eu vou indo, não gosto de me atrasar, quer uma carona? Se quiser, peço ao Edmundo para pegar a sua amiga no caminho!
— Não, pai, vou no meu carro, mas obrigado!
Alex se levanta e deposita um beijo no topo da cabeça da filha se despedindo.
— Até mais tarde, docinho, tenha um ótimo dia. Me ligue caso precise de algo!
— Obrigada, pai, até mais!
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Atualizado até capítulo 34
Comments
Susana Amor
estou gostando, só acho que ela devia contar pra amiga que é rica
2025-07-22
7
Marisa Sampaio
Como sempre amo seus livros!
2025-07-22
3
Claudia
Que lindo a amizade entre pai e filha ( mesmo com ciúmes) ele apoia o namoro deles 🥰🥰💞💞🧿♾
2025-07-24
3