manhã seguinte. A casa está silenciosa. Noah arruma a mesa do café. As crianças brincam no tapete. Lucian se veste para sair.]
(lucian veledorn)
Tem reunião no Palácio Central. Talvez eu não volte pro almoço.
(noah valerdon)
Talvez...
[entrega a marmita pronta, sem encarar]
Tua gravata tá torta.
(lucian veledorn)
Obrigado.
[ele a ajeita e beija o topo da cabeça de Noah]
Cuida das crianças pra mim.
(noah valerdon)
Faço isso desde o dia que eles nasceram.
Lucian hesita por um segundo, depois sai. Assim que a porta se fecha, Noah pega o lenço escondido no casaco dele, ainda com cheiro de feromônio.]
(noah valerdon)
Não é só perfume. É cio recente. Doce, provocante. Um cheiro que não se gruda em qualquer roupa assim... a não ser que se esteja perto. Muito perto,
noelle, a filha menor, puxa a barra da camisa dele
(noelle valedorn)
Papai triste?
(noah valerdon)
Não, meu amor. Papai tá... pensando
[ajoelha, forçando um sorriso]
(noelle valedorn)
No papai Luci?
(noah valerdon)
Sim.
[noelle abraça o pescoço dele.]
(noelle valedorn)
Ele cheira estranho.
(noah valerdon)
[suspira fundo, segurando o choro]
É... eu também senti.
Momentos dps.
Noite. Noah no quarto, escrevendo em um caderno velho. Ao lado, o lenço e uma lista de nomes.]
(noah valerdon)
(Narrando em pensamento):
Quem é ela? Não... não “ele”. O cheiro é de Ômega. E ele disse que todos no setor dele são Alfas ou Betas. Mentira. Já é a segunda...
[Rabisca algo, risca nomes, circula outro.]
(noah valerdon)
Eu preciso saber quem é. Preciso entender se ainda existe lugar pra mim no mundo dele... ou se eu tô apenas tentando segurar algo que já acabou.
Comments
Carmelita Martins Carmelita Martins
ótima história quero continuação pra já!
2025-05-01
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