ecos da obsessão

No julgamento, Isabelle se declarou culpada de todos os crimes. Ela não se defendeu, não buscou atenuantes. Ela aceitou seu destino com resignação. Ela sabia que merecia ser punida, não apenas por seus crimes, mas por ter se permitido ser consumida pela escuridão.

Isabelle Moreau passou o resto de seus dias em uma instituição psiquiátrica de segurança máxima. Isolada do mundo exterior, ela mergulhou em um silêncio profundo, perdido em seus pensamentos. Alguns diziam que ela havia enlouquecido de vez. Outros, que ela havia encontrado a paz interior.

Mas, no fundo de sua alma perturbada, Isabelle sabia a verdade. Ela nunca se libertaria de Julian. Ele estaria para sempre presente em sua mente, como um fantasma sombrio, sussurrando em seus ouvidos a promessa de um amor eterno, um amor dark, que transcenderia a vida e a morte. Um amor que a condenaria para sempre ao labirinto sombrio da alma humana. O romance dark, em sua essência, é uma exploração da fragilidade da mente humana, da capacidade de amar e odiar, de criar e destruir. É um conto de obsessão, de dor, de depravação. Mas, acima de tudo, é um conto sobre a busca por significado em um mundo caótico e sem sentido. E, por mais perturbador que possa ser, é um conto que nos confronta com a nossa própria escuridão interior, com os nossos próprios desejos obscuros.

Isabelle passou os dias em um estado de quase transe, vagando pelos corredores frios da instituição psiquiátrica, onde o eco dos seus pensamentos se misturava ao murmúrio distante das vozes dos outros pacientes. O tempo parecia não ter significado ali; as horas se arrastavam, como sombras dançando na luz pálida das lâmpadas fluorescentes.

Foi em uma tarde chuvosa que, enquanto observava as gotas caindo na janela, Isabelle teve uma visão. Julian apareceu para ela, não como um fantasma aterrorizante, mas como uma presença suave e sedutora. Ele a envolveu em um abraço etéreo, e naquele momento, ela sentiu a familiaridade do amor que a consumia, um amor que desafiava a lógica e a razão.

"Você não precisa estar sozinha", ele sussurrou, sua voz ressoando em sua mente como uma melodia antiga. "Eu sempre estarei aqui com você."

A partir desse dia, Isabelle começou a escrever. Palavras fluíam de sua mente como um rio turvo, capturando seus medos, suas esperanças e suas memórias mais sombrias. Ela escreveu sobre Julian, sobre os momentos que compartilhavam e os desejos que os uniam. Cada página preenchida era uma tentativa de libertação, de dar voz à escuridão que a consumia.

Mas conforme suas palavras se tornavam mais intensas e vívidas, algo começou a mudar dentro dela. A linha entre a realidade e a fantasia começou a se desfocar. Os outros pacientes começaram a notar sua transformação; alguns viam nela uma luz brilhante em meio à escuridão da instituição, enquanto outros murmuravam sobre o perigo de sua obsessão.

Certa noite, enquanto escrevia sob a luz fraca de sua cela, Isabelle teve uma ideia: e se ela pudesse trazer Julian de volta? Não apenas como uma lembrança ou um sussurro em sua mente, mas como uma presença real? A busca por essa possibilidade se tornou sua nova obsessão.

Ela começou a pesquisar sobre rituais antigos e práticas ocultas que prometiam invocar espíritos perdidos. A cada nova descoberta, seu coração pulsava mais forte; era como se o próprio universo conspirasse para ajudá-la em sua busca. Com cada ritual realizado em segredo nas sombras da instituição, Isabelle sentia Julian mais perto dela.

No entanto, à medida que os limites entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornavam cada vez mais tênues, Isabelle percebeu que estava brincando com forças que não compreendia totalmente. Sua sanidade estava em jogo e o amor que tanto desejava poderia custar-lhe mais do que imaginava.

Em uma noite enluarada, quando as estrelas pareciam brilhar com intensidade sobrenatural, Isabelle decidiu que era hora de enfrentar seu destino final. Com um coração acelerado e a determinação ardendo dentro dela, ela preparou o ritual mais ousado de todos — um chamado à escuridão para trazer Julian de volta.

Mas ao fazer isso, ela não sabia que estava prestes a abrir uma porta para o desconhecido; uma porta que poderia revelar não apenas os segredos do amor eterno que tanto almejava, mas também os horrores da escuridão humana que sempre estiveram à espreita dentro dela. E assim começou a verdadeira batalha entre luz e sombra na alma perturbada de Isabelle Moreau.

Isabelle estava cercada por velas acesas, suas chamas tremulando como se dançassem ao ritmo de sua ansiedade. O ar estava impregnado com o cheiro intenso de incenso, criando uma atmosfera carregada de expectativa e mistério. O ritual estava prestes a começar, e cada batida de seu coração parecia ecoar em seus ouvidos, lembrando-a do que estava em jogo.

Com um profundo suspiro, ela fechou os olhos e se concentrou. As palavras que havia estudado fluíram de seus lábios como um encantamento ancestral, invocando não apenas a presença de Julian, mas também as forças que habitavam o limiar entre os mundos. A sala parecia vibrar com energia, e Isabelle sentiu uma onda de frio percorrer seu corpo, como se algo estivesse respondendo ao seu chamado.

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