Alex foi dormir depois das 03h da manhã, mas foi despertado por um telefonema às 06:30h da parte de sua mãe que dizia que já estava a caminho da sua casa para irem juntos visitar o túmulo da sua vó.
O rapaz se levantou do sofá onde adormeceu e subiu para tomar um banho rápido. Quando terminou ele vestiu uma blusa ombro a ombro com modelagem drapeada na cor vinho, uma calça jeans escura wide-leg de cintura alta, sandálias de salto fino e tira transparente com detalhes dourados. Sua bolsa de coloração vinho combinava bem com a roupa, seus únicos acessórios dessa vez era um par de brincos dourados.
Ao descer para esperar sua mãe, se deparou com a mulher conversando com Taylor na sala.
— A conversa parece muito agradável, mas precisamos ir mãe.
— Claro. —A mulher se pôs de pé.— Nos vemos no jantar Taylor.
— Aguardarei vocês aqui.
Alex olhou para Taylor como se perguntasse “o que conversava com a minha mãe?”, mas o homem apenas deu de ombros.
...
— Ainda com sono querido ?
A senhora Fängled questionou notando vendo Alex bocejar enquanto caminhavam em direção a floricultura.
— Eu dormi pouco essa noite. — Alex cobriu a boca enquanto bocejava novamente.
— Problemas para dormir ?
— Não, não é isso. Eu dormi demais a tarde e não dormi bem a noite.
Alex respondeu tranquilizando a mãe enquanto a mulher olhava qual arranjo de flores levaria para o túmulo de sua falecida sogra.
— Vou levar este.
Senhora Fängled avisou a florista.
— Claro, vou embrulhar para a senhora.
A mulher de meia-idade pegou o arranjo de flores com cuidado e delicadamente as retirou do vaso as transformando em um belo buquê.
— Quando eu morrer quero que me dê flores alegres, não leve crisântemos brancos para mim.
— Aí mãe não diga isso.
— Me dê flores parecidas com que nós levamos para a sua vó.
— Mãe para com isso, por favor.
Alex pediu novamente enquanto sua mãe pagava pelo buquê de flores. Carlotta olhou para o filho e sorriu docemente.
— Estou apenas dizendo que quando chegar a minha hora, quero que o meu túmulo tenha as mais belas flores. Não é como se eu fosse morrer em breve.
— Essa conversa me deixa desconfortável...
— A morte é natural, meu filho.
O rapaz respirou fundo caminhando próximo a sua mãe em direção ao cemitério que não ficava longe dali.
...
Depois de um tempo no cemitério, Alex almoçou com a sua mãe em um restaurante perto dali e em seguida caminharam por um parque onde tiraram algumas fotos juntos.
A noite quando Alex jantou com a sua mãe e Taylor, o rapaz interagiu bastante com a sua mãe. Porém, logo após a mesma ir embora o semblante de Alex desfaleceu e uma expressão triste profunda tomou conta de seu rosto.
— Algo de errado ?
— Não, é só que... Deixa para lá.
Alex se levantou da poltrona onde estava e caminhou até a escadaria e parou em frente a ela.
— Minha mãe me disse quais flores ela gostaria de ter no túmulo dela. Isso pegou-me desprevenida.
Taylor ficou em silêncio sem saber o que responder enquanto observava Alex subir para o outro pavimento. Aos olhos de Taylor a senhora Carlotta estava completamente saudável. “Como ela poderia estar preparando Alex para sua morte ? Estaria ela doente ? Talvez por isso Alex tivesse alugado o quadro ?” Taylor começou a se questionar internamente, tentando decifrar a situação.
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