11 - Rafael

Momentos antes do ataque das figuras escuras no convento.

Após a missa ministrada por Thiago Rafael foi até o canil alimentar os animais, o Nefilin amava animais e de suas tarefas essa era a que ele mais gostava. O canil do convento que era bem grande existia um grande numero de animais que vivam em harmonia. Todos eram animais de rua que foram abandonados, uma pequena parte foi encontrada ferida ou pelas irmãs ou Juriciel. Na época que o Arcanjo Rafael ainda vivia perto do convento ele era chamado pelas irmãs para cuidar dos animais feridos.

No canil existiam gatos, cachorros, coelhos, aves, tartarugas alguns animais selvagens também apareceram pelo fato de Alameda dos Anjos esta localizada próximo das montanhas. No canil existia um gato do mato que recebeu o nome de Tom em homenagem ao famoso gato da televisão. Também no canil vivia um tucano que recebeu no nome de Moe.

Quando Rafael terminou de alimentar os animais e estava saindo do canil o Nefilin percebeu que os animais começaram a ficar agitados.

- Ué, mas o que aconteceu com vo... –O Nefilin parou de falar após sentir um grande arrepio. Desde que conheceu Lee Rafael aprendeu que esse arrepio se dava pelo fato do Nefilin sentir que alguém ou algo estava por perto, mas o arrepio misturado com o medo era um alerta para o Nefilin que o perigo estava próximo. – As irmãs!

Rafael fechou a porta do Canil e correu para dentro do convento, ele se lembrou de que Juriciel havia deixando espadas de madeira espalhadas por todo o convento para caso de uma emergência. Ao lado do grande relógio o Nefilin pegou três espadas de madeira, uma delas era maior do que as demais, essa espada era exclusiva de Nicolas. Ao terminar de cruzar o corredor Rafael avistou uma figura escura que estava se dirigindo para a cozinha, o Nefilin segurou forte a espada de Nicolas e acertou em cheio a cabeça da figura a surpreendendo e a fazendo cair desacordada no chão, a Madre estava perto e observou toda a cena.

- Madre leve todas para a capela! – Disse Rafael e a Madre assentiu. – Mais figuras estavam aparecendo dentro do convento, Rafael colocou a espada de Nicolas perto da parede e segurando suas espadas começou a atacar. Com golpes rápidos e precisos o Nefilin voltou a abater as figuras com facilidade, quando percebeu que a ultima irmã havia passado por ele Rafael começou a falar em voz alta. - NICOLAS!

-ESTOU NA CAPELA RAFAEL! – Respondeu o Nefilin em voz alta.

- LEVE AS IRMÃS E O PADRE JUNTO COM VOCÊ ESTAMOS SOB ATAQUE! – Rafael continuava abatendo as figuras que insistiam em avançar para mais a fundo do convento, com dificuldades Rafael conseguiu avistar Nicolas. Ele ergueu a perna rápido e acertou um chute frontal no abdômen da figura a fazendo cair sobre as outras, Rafael pegou a espada de Nicolas e voltou a falar em voz alta. - NICOLAS PEGA! – Rafael jogou a espada de Nicolas para ele, quando o seu amigo a pegou o Nefilin colocou as espadas sobre o seu peito formando um X e começou a correr, as figuras tentaram conter o avanço, mas parecia que Rafael estava bem mais forte que elas. Ele continuou as empurrando e quando chegou à entrada do convento ele as empurrou para fora barrando a entrada daquelas figuras que estavam começando a entrar. Sem pressa nenhuma o Nefilin levou uma das mãos ao bolso e retirando uma pequena chave ele fechou a porta do convento e passando a chave ele o trancou, guardando a chave no bolso o Nefilin voltou a olhar na direção das figuras. O pátio estava cheio das figuras, Rafael respirou fundo e guardando a chave no bolso ele voltou a falar. – Se quiserem entrar vão ter que passar sobre o meu cadáver!

As figuras ficaram imóveis por mais alguns segundo e então começaram a avançar, Rafael segurou novamente as espadas e começou a aplicar golpes abatendo as figuras, Rafael derrubava uma por uma, ele não estava não agitado, mas sim estava calmo e sereno.

- Em uma batalha embora a situação seja contra você tente sempre manter a calma. – Pensou o Nefilin. – A calma também é uma ótima arma, isso o deixa mais atento e também abala o psicológico do oponente!

Desde que começou a treinar com Miguel o arcanjo sempre dizia essas palavras para o Nefilin, Rafael no inicio não entendia o significado dessas palavras, e também não conseguia se acalmar como Miguel sempre o orientava a fazer, mas nesse dia, e com essa invasão sem a presença dos anjos Rafael realmente conseguiu ficar calmo e sereno e o Nefilin agora entendia perfeitamente as palavras de seu mestre.

As figuras ao verem que não estavam conseguindo derrubar o Nefilin começaram a tremer e logo suas mãos mudaram se tornando armas, espadas, escudos, lanças, arco e flecha, clava, existia uma figura que mudou a forma de suas mãos de sombras as transformando em um bumerangue, e voltaram a atacar o Nefilin.

Mesmo mudando as aparências das mãos paras armas Rafael continuava abatendo as figuras sem dificuldades, suas esquivas, seu tempo de reação, suas defesas e ataques estavam tão precisos que isso surpreendeu e muito as figuras. Outro grupo de figuras parou de avançar e observaram Rafael abatendo as figuras que já estavam perto do Nefilin, esse grupo continuou imóvel e quando Rafael abateu a última figura seus corpos voltaram a tremer.

- O que essas coisas vão fazer agora? – Perguntou o Nefilin ainda em guarda. As costas das figuras começaram a se mexer e um par de asas negras era visível. – A não acredito. - Disse o Nefilin surpreso.

As figuras se preparavam para alcançar voou, Rafael começou a correr e começou a desferir ataques nas asas das figuras as quebrando, as figuras abatidas soltarem um urro que em qualquer língua todos entenderiam que era um grito de dor.

- Não podem voar! Não posso deixar elas voarem não posso! – Dizia Rafael enquanto atacava desesperadamente as asas das figuras. – Miguel ainda não me ensinou a se defender de um inimigo que pode voar, se elas voarem estou ferrado, as irmãs estarão ferradas, o padre, os animais e Nicolas!

Rafael continuava as atacando freneticamente quando conseguiu derrubar a ultima figura ele voltou a atingi-las tentando evitar que elas tentassem manifestar aquelas asas novamente, com dificuldades Rafael conseguiu abate-las e voltou para a porta do salão do convento.

- Acho que consegui! – Disse ele com a respiração um pouco ofegante. Logo um novo exército de figuras era visto no pátio do convento. – Porque eu fui abrir a minha boca? Por quê?

As figuras voltaram a ficar imóveis, o Nefilin pensou que as asas iriam se manifestar novamente, mas antes de atacar Rafael percebeu que algo diferente estava acontecendo. Os corpos das figuras voltaram a tremer novamente, mas agora todos os corpos daqueles seres começaram a se mexer de maneira estranha, as figuras começaram a se aproximar e seus corpos começaram a derreter. Logo uma enorme poça negra lembrando o piche estava no chão do pátio do convento.

- Mas que... – A poça começou a se agitar e a se levantar, Rafael estava de queixo caído ao ver que estava acontecendo, a poça continuou se levantando e logo tomou a forma de uma figura completamente diferente das outras, essa figura possuía quatro braços, e nas pontas dos dedos garras eram vistas, a figura não possuía olhos só uma boca cheia de dentes que estavam à mostra, a figura tinha o corpo musculoso e logo soltou um urro ensurdecedor. – Era só o que me faltava!

A figura partiu para cima de Rafael e começou a ataca-lo, o Nefilin conseguiu se defender do primeiro ataque, mas logo a figura voltou a ataca-lo. Embora fosse maior a figura era bem rápido e estava dificultando a luta para Rafael, quando avistou uma brecha ele atingiu a figura em seu peito que parou imediatamente, Rafael aproveitou a deixa e acertou outro golpe na cabeça da figura que continuou imóvel.

- Essa ela deve ter sentindo! – Sussurrou o Nefilin. A figura levou uma das mãos até a cabeça e a coçou, voltando a sua atenção para Rafael ela voltou a urrar e a ataca-lo . – Ou talvez não!

O ataque da figura foi mais violento e isso fez o corpo do Nefilin ser jogado para longe parando no muro do convento.

- Ai essa doeu... – Disse ele com dificuldades. – E como doeu! – Com dificuldades Rafael conseguiu ficar em pé, mas já era tarde demais, a figura maior abriu a porta do convento. – Não! – Quando Rafael se preparava para avançar outro grupo de figuras apareceu em sua frente o impedindo de avançar, a figura maior adentrou ao convento e junto com ela outro pequeno grupo de figuras.

- Sai da frente! Sai! – Rafael começou a ataca-las as abatendo quando estava perto da entrada algo caiu do céu fez o Nefilin se afastar e criou um pequeno tremor, a frente de Rafael estava outra figura enorme que o olhava mostrando estar sedenta de fome. – Qual é outra dessas? Isso é apelação demais!

A figura abriu sua boca lentamente e logo começou a urrar, as figuras que estava perto de Rafael desapareceram assim que a figura maior começou a urrar e partiu na direção do Nefilin.

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