Capítulo 16

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O senhor Roy larga o computador abruptamente na mesa e sai da sala, fechando a porta.

Liseth, ao vê-lo sair, sente suas pernas tremerem e cai no chão. Seu pai não a assusta tanto quanto ouvir a palavra "esposo". Ela está rezando a Deus para que Nana possa usar o telefone de serviço para contatar a senhora Walker. Liseth está perdida em pensamentos e sente alguém abrindo a porta bruscamente. Ao erguer o olhar, vê Paola entrar com um sorriso triunfante.

/ Aí está! É onde você sempre mereceu estar... Ela cruza os braços e leva uma mão ao queixo. ...embora o melhor seja que você nunca tivesse nascido. Paola se aproxima com a intenção de dar um tapa em seu rosto.

Por reflexo, Liseth a empurra e Paola perde o equilíbrio, caindo de bunda no chão. _ Liseth, com os olhos vermelhos e marejados, se levanta e se aproxima de Paola.

Paola começa a se afastar. A queda foi forte e seu tornozelo dói. Ela não entende por que Liseth mudou tanto nos últimos dias. Ela sempre foi... submissa e, a cada humilhação, ficava em silêncio, cabisbaixa... Em seu olhar, Paola agora só vê ódio e desprezo.

_/ Paola, você sim merece esse lugar, não eu... Saia do meu quarto e nunca mais entre, ou não assinarei documento algum para o meu pai, se é que ele pode ser chamado assim... Você só ama dinheiro e posição social, assim como sua filha, Patricia, que só sabe gastar sem limites.

Paola se levanta com dificuldade e tenta agredir Liseth.

Liseth é mais rápida e agarra sua mão. _/ Não sou mais aquela menina que se deixava bater por uma mulher sem escrúpulos. Saia daqui ou eu grito.

Paola sente uma dor aguda no pulso e suas lágrimas começam a rolar. _ Liseth a solta bruscamente e Paola sai correndo do quarto, como se tivesse visto um demônio.

Liseth se joga na cama, sabendo o que a espera. A porta se abre e ela vê o senhor Roy entrar no quarto como um touro furioso. _ Liseth se endireita e o encara desafiadoramente.

/ Como você ousa agredir sua mãe, Paola? Todos esses anos ela cuidou de você como uma filha! Você é uma ingrata! Ele grita, se aproxima e a segura pelos cabelos.

Liseth sente seu couro cabeludo arder, mas não se cala. _ Aquela intrusa não é minha mãe... Ela nunca cuidou de mim! Pelo contrário, sempre me maltratou física e verbalmente... O que você sabe? Durante toda a minha vida você foi um pai ausente... Que só se importa com sua filha, Patricia.

O senhor Roy, ao ouvir as palavras de Liseth, a solta abruptamente e dá um sorriso cruel. Você nunca deveria ter nascido... Aquela estúpida da sua mãe não se cuidou e escondeu a gravidez com a ajuda daquela bruxa da sua Nana. Sua mãe... Ela só me causava repulsa. Para cumprir minhas obrigações de marido, eu tinha que imaginar Paola em seus braços... Você só me faz sentir ódio... É a cara dela... Principalmente esses olhos azuis que me olham com desprezo... No começo, sua mãe me atraiu, mas seus sonhos de uma família perfeita não faziam parte dos meus planos. Tudo desmoronou quando ela descobriu sobre mim e Paola...

/ Então é por isso que minha mãe te olhava com desprezo... Você não passa de um lixo! Liseth tira o cabelo do rosto.

/ Para seu azar, eu sou seu pai... E você estará sob meu controle por toda a sua vida... Se você encostar em Paola novamente... sua querida Nana morrerá pelas minhas mãos... Ele a ameaça, saindo do quarto e batendo a porta com força. Liseth massageia seu couro cabeludo dolorido e vê Nana entrar no quarto.

_/ Minha menina, por que seu cabelo está tão bagunçado? Eu vi aquele miserável do seu pai sair daqui furioso.

/ Paola veio me visitar e tivemos um encontro não muito agradável para o senhor Roy. Não se preocupe comigo. Liseth se aproxima e segura as mãos de Nana. _ Mas me diga, você conseguiu falar com a senhora Walker?

_/ Claro que me preocupo! Ele é um homem sem escrúpulos. Nunca aceitei o relacionamento de vocês... Infelizmente, sua mãe se apaixonou... Enfim, consegui ligar, quando ninguém estava olhando. A senhora Walker disse que, se você conseguir tudo o que precisa hoje... ela a tirará desta casa amanhã mesmo.

/ Nana, preciso da sua ajuda... Sabe que estou tomando remédios para dormir há algumas semanas... Vá até a cozinha e coloque algumas gotas na bebida deles antes de dormirem. Não deixe que a vejam... E coloque gelo no meu lábio. Liseth toca o lábio inferior e as lágrimas não podem ser contidas. _ Obrigada por me suportar todos esses anos, Nana.

/ Não precisa agradecer... Sabe que faço isso porque te amo como à neta que nunca tive... Ela segura o rosto de Liseth, limpando suas lágrimas. As duas se abraçam por um longo momento.

Nana se levanta, beija a testa de Liseth e sai para cumprir o pedido da menina. Ao chegar à cozinha, as empregadas estão organizando tudo. Ela vai até a geladeira, pega um saco de ervilhas congeladas e o coloca sobre o lábio. Após um longo tempo, quando todas já deixaram a cozinha, Nana retorna ao quarto, preocupada. _/ Minha menina, todos já estão em seus quartos...

/ Não se preocupe, Nana. Liseth morde o lábio. Vou arriscar. Ela sai do quarto, silenciosamente.

Já passa da meia-noite e eles ainda não chegaram. A senhora Walker caminha de um lado para o outro na sala, aguardando ansiosamente por seu filho, David. Ela precisa informá-lo sobre o telefonema da Nana de Liseth.

Uma hora antes... David ligou para informá-los sobre a situação nos laboratórios. Seu marido não perdeu tempo e foi ajudar o filho. A caminho da delegacia, ligou para seus advogados.

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