O Encontro com o Guardião do Pântano

O Encontro com o Guardião do Pântano

O sol da manhã mal penetrava o espesso dossel do pântano, criando um ambiente sombrio e úmido. Luke, renovado após sua vitória sobre a salamandra venenosa, avançava com cautela. A

resistência a venenos recém-adquirida proporcionava uma confiança extra, mas ele sabia que o pântano ainda guardava muitos segredos e perigos.

Enquanto avançava, Luke ouviu um som distante de água corrente. Intrigado, seguiu o som até encontrar um rio de águas escuras e rápidas, cortando o coração do pântano como uma veia vital.

À margem do rio, uma figura alta e imponente estava de pé, imersa parcialmente na água turva. O guardião do pântano, uma criatura metade homem, metade árvore, observava Luke com olhos penetrantes e sábios, brilhando com um verde etéreo.

As raízes do guardião se fincavam profundamente na terra e se estendiam até o leito do rio, formando uma rede de sustentação que o ancorava firmemente. Seus braços longos, cobertos de musgo espesso e vibrante, pendiam ao lado de seu tronco robusto.

A pele do guardião era como a casca de um carvalho antigo, com fendas profundas e marcas que contavam histórias de eras passadas. Folhas esparsas brotavam de seus ombros e cotovelos, movendo-se suavemente com a brisa do pântano.

Sua presença era uma mistura de terror e majestade, um ser cuja autoridade natural e conexão com o ambiente ao seu redor eram inegáveis. Cada movimento seu parecia sincronizado com a batida do coração do pântano, cada gesto um reflexo da sabedoria acumulada ao longo de séculos. Ao ver Luke, seus olhos brilharam ainda mais intensamente, como se estivesse avaliando a alma do jovem guerreiro.

"Você derrotou a salamandra", disse o guardião com uma voz profunda e ecoante, que reverberava como um trovão distante. Suas palavras pareciam ressoar dentro de Luke, como se cada sílaba estivesse carregada de poder ancestral. "Mas o pântano tem mais desafios para você, jovem guerreiro."

Luke se aproximou, respeitoso, reconhecendo a autoridade do guardião. "Estou pronto para enfrentar qualquer desafio", respondeu com determinação, mantendo o olhar firme nos olhos da criatura. Ele sabia que este não era um momento para hesitar ou mostrar fraqueza.

O guardião assentiu lentamente, seus galhos farfalhando com o movimento. "Muito bem. Antes de prosseguir, você deve provar seu valor resolvendo o enigma da floresta. Apenas aqueles com verdadeira sabedoria e coragem podem seguir adiante."

Luke aguardou em silêncio, sua mente já começando a se preparar para o desafio. O guardião ergueu uma mão, e com um gesto sutil, folhas e galhos começaram a se mover, formando um padrão intrincado diante de Luke. Então, com voz grave, ele recitou o enigma:

"Eu sou o começo do fim, e o fim do tempo e do espaço. Eu sou essencial à criação, e rodeio todos os lugares. O que sou eu?"

Luke franziu a testa, seus pensamentos correndo enquanto ponderava as palavras do guardião. Ele repetiu o enigma em sua mente, analisando cada parte. O começo do fim... o fim do tempo e do espaço... essencial à criação... rodeio todos os lugares... As palavras ecoavam em sua cabeça como um tambor.

......

Nota do autor. Explicação do enigma.

"Eu sou o começo do fim": A letra 'E' é o começo da palavra "end" em inglês, que significa fim.

"E o fim do tempo e do espaço": A letra 'E' é o final das palavras "time" (tempo) e "space" (espaço) em inglês.

"Eu sou essencial à criação": A letra 'E' está presente na palavra "creation" (criação) em inglês.

"E rodeio todos os lugares": A letra 'E' está contida na palavra "everywhere" (todos os lugares) em inglês.

......

Ele fechou os olhos por um momento, tentando enxergar além das palavras e captar a essência do enigma. Então, uma ideia começou a tomar forma. Ele abriu os olhos, encarando o guardião com uma nova clareza.

"A resposta é a letra 'E'," disse Luke com confiança. "É o começo da palavra 'fim', o fim da palavra 'tempo' e 'espaço', essencial em 'criação' e presente em 'todos os lugares'."

O guardião permaneceu em silêncio por um momento, avaliando a resposta de Luke. Então, um sorriso surgiu em seu rosto nodoso.

"Você passou no teste," disse ele, sua voz agora mais suave, quase paternal. "Poucos conseguem ver além das aparências para encontrar a verdade. Você é digno de continuar sua jornada."

Com outro gesto, o guardião revelou um caminho escondido entre as árvores. "Siga por aqui e encontrará o próximo desafio. Que sua jornada seja guiada pela sabedoria."

Luke inclinou a cabeça em um gesto de respeito antes de seguir pelo caminho indicado.

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