Yan trabalha comigo na delegacia, um dos melhores parceiros e conhecia Paloma desde o ensino médio, estudaram juntos. Inclusive foi através dele que a conheci. Na época eu até dizia que ele gostava dela, mas ela não dava bola e quis ficar comigo e aí começamos a namorar, como eles dois voltaram a se encontrar e se envolver isso já não sei e nem quero mais saber.
Sinceramente, perdi a razão. Entrei naquele quarto e os dois se assustaram, tentando se justificar e a bagaceira tava feita… arranquei Paloma dos braços do Yan e dei uma surra nele. Nela não faltou vontade, mas sei o meu lugar e não encostei um dedo. A não ser tirá-la de cima dele.
Acabei me excedendo e machuquei o Yan com o ódio que fiquei dele. E ela? Correu assustada, mas fui atras e não deixei ela sair daquele apartamento. Comecou a gritar igual louca e disse que ia chamar a polícia.
Eu gargalhei...
- Chama ... fica a vontade. (Falei e ri novamente)
Yan pediu ajuda a Paloma
- Não chama a polícia. Me leva ao hospital agora... anda Paloma.
Ele não quis nem que chamasse a polícia e nem ambulância.
- Pega TUDO que for seu daqui sua vadia, mentirosa, traidora, porque nada que me faça sentir seu cheiro podre eu quero no meu apartamento.
Nunca mais ela teria nada de mim, nem sequer um bom dia que dirá meu dinheiro e o que ele compra. Ainda estou sendo bom e deixar que ela leve as coisas dela.
Ela vem gritando, querendo me bater histérica, mas o Yan grita por ela novamente.
Não tocaria jamais em uma mulher, mas ali acabou tudo, qualquer possibilidade de um oi apenas. E isso com os dois… eu sei que ela era a minha noiva, quem me devia satisfação, mas ele trabalhava comigo, era parceiro de trabalho. E na nossa função, a confiança tem que ser total e que confiança teria mais de trabalhar com ele, sem contar que com certeza eu teria que me afastar da minha repartição e pelo que fiz com ele.
Sai desnorteado dali, ela veio atrás de mim e gritei mandar ir para o inferno.
- E pode procurar outro lugar pra morar porque amanhã mesmo vou colocar meu apartamento a venda. Vou embora, mas amanhã cedo tô aqui pra tirar tudo que for seu se você não tiver retirado já fica sabendo que vai estar tudo na rua.
Saio dali, então no meu carro cantando pneu...
Parei num bar que costumava ir quando estava tenso precisando relaxar depois de um dia de serviço intenso. E fico ali até bem tarde...
Conheço o dono do bar e o pessoal que trabalha com ele. Quando passo ali nao costumo beber se vou dirigir e hije entao menos ainda... ai me levanto tenso e vou embora sozinho. O Miguel me pergunta o que houve.
- Alberto emu amigo o que foi que aconteceu?
- Cara, você acredita que peguei a minha noiva com um amigo do trabalho?
- PQP cara. Mas você fez o quê?
- Arrebente a cara daquele fdp e expulsei ela do meu apartamento. Dei até amanhã pra ela tirar tudo que for dela... eu vou prá casa.
- você vai ficar bem? quer que eu ligue pra alguém?
- Vou pra cada, lá sim eu posso encher a cara e não correr risco porque não vou morrer lor causa desses vagabundos não.
- tem certeza que vai ficar bem?
- Tenho sim. fica tranquilo. (me levanto e saio)
Cheguei em casa me tranquei no quarto e bebi até me cansar. Apaguei no chão mesmo do meu quarto só acordando umas 11h no dia seguinte e não perdi tempo.
Acordei com uma dor de cabeça enorme, mas mesmo assim fui para o meu apartamento e lá estava a Paloma tirando as coisas dela. Fiquei no carro esperando ela concluir e sair pra mandar logo trocar a fechadura e realmente colocar ele a venda. E ela veio querer me dizer como estava o Yan, como se eu estivesse preocupado com isso.
- Sua sorte é que ele não vai te denunciar.
- Sorte vagabunda? Você fala de sorte? Sorte é a de vocês que eu não meti uma bala na cabeça de cada um.
Antes de sair eu contei para minha mãe e minha irmã, depois liguei para o Augusto o que aconteceu foi que minha mãe agradeceu a Deus apesar de tudo. E ela tava certa.
- Essa mulher não é pra ser sua esposa filho. Não combinava com você.
Liguei para o Augusto e a gente combinou de sair a noite e conversar um pouco. Amo meu irmão, é a quem recorro sempre para tomar decisões e não seria diferente desabafar com ele apesar da raiva que eu estava.
Fiquei sabendo que o Yan teve que ficar internado, quebrou uma costela e ficou bastante machucado.
E realmente quando saí do apartamento o deixei bastante machucado, mas ele não quis prestar queixa contra mim, eu não estava me importando muito com isso só que precisou dizer o que houve e eu fui para o meu trabalho disposto a conversar com os meus superiores e chegando lá eles já sabiam do ocorrido, nao ficaram satisfeitos com Yan mas eu perdi a "razão" e por fui afastado internamente por uns meses e provavelmente não trabalharia mais ali. Eu pelo menos, não queria mais.
Paloma tentou de toda forma falar comigo, apelando para todo mundo quando viu que eu não voltaria atrás, que não teve ajuda e nem mais o conforto que eu proporcionava. Ficou insistindo em conseguir contato comigo, mas eu bloqueei de vez. Eu tenho consciência que o nosso relacionamento não ia bem, mas não esperava por uma traição dessa forma.
Depois de 30 dias afastado, fomos para uma reunião com comando e superiores, eu entreguei minha carta de demissão que não foi aceita. Mas eu havia decidido largar meu sonho, meu trabalho.
nesse período aproveitei pra organizar os pensamentos e tomar algumas decisões. minha família me apoiava e me ajudava a sair dessa situação. Eu percebi que não amava a Paloma, mas me doei no relacionamento e não vou me culpar e nem me preocupar onde errei. eu acredito que eu me livrei, isso sim.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Ana Lúcia
O Alberto não deveria ter batido no Yan tinha que ter expulsado dois do apartamento do jeito que estavam pesados.
2024-12-03
2
Gensiane Santos
verdade ele deveria ter jogado os pelados na rua que vergonha.
2024-10-21
1
Regiane Custodio Santos
os dois foram traídos pelas pessoas que eles confiavam tomara que consigam seguir em frente
2024-08-14
2