Eu estava livre e ao mesmo tempo não me sentia livre de verdade, até porque cresci não notando a minha prisão que aquele lar não era feliz cresci amando meus encarcerados ainda os amo. Os meus primeiros dias longe deles foram aterrorizantes, me prendi em casa, não tinha vontade de viver, era um vazio a noite eu chorava pedindo o colo da minha mãe e pela manhã rezava para não esbarra com ela na rua, minhas amigas se mudaram para perto a fim de ajudar sou grata por ter elas, eu não saí para nada ia apenas para uma pequena capela pedir perdão por ter fugido mas mesmo pedido perdão todos os dias minha garganta ainda doía meus olhos estavam sempre melancólicos eu ia dormir pedindo para não acordar mais; e pela manhã quando notava que minha inútil existência ainda estava presente eu me lamentava baixinho "aguenta só mais hoje" e foi ligando o piloto automático que passei metade do ano um dia eu estava sem conseguir respirar, cansada eu não via sentido em nada sai desça de casa e fui até o último andar do meu prédio subi no beiral me segurando apenas em uma barra de ferro nesse estante começou a chover eu não tive medo meus olhos se acalmaram e do outro lado tinha um novo outdoor acho que colocaram ele a algumas horas era de uma empresa de arquitetura com as seguinte frase “Se você conseguir superar o medo e a perigosa sensação de correr riscos, coisas incríveis acontecerão.” e logo abaixo um e-mail eles estavam contratando novos estagiários, alguma coisa me puxou para trás minhas amigas gritando me abraçavam e me batiam.
— você tá louca? Como tem coragem de tentar nos abandonar, eu sei que tá difícil mais porque não falou com nós?
— você não acabaria só com sua vida, mas com as nossas também pensa Angelina como viveríamos sem você
Elas me abraçavam e choravam como duas crianças e eu também comecei a chorar me desculpando com elas.
— Vem, vamos entrar se não vai pegar uma gripe.
Elas me levaram para o meu apartamento, tomei um banho quente, elas fizeram uma comida e passaram a noite ao meu lado no dia seguinte, elas não queriam desgrudar de mim, acho que por medo.
— vocês podem me ajudar com algo?
Anna correu e segurou minha mão com os olhos bem abertos voltando toda sua atenção em mim.
— me diz o que você precisa? Quer que agente se mude para cá?
— quero enviar um currículo.
elas me ajudaram com tudo e gradualmente fui voltando a ter uma vida normal na medida do possível uns dias depôs eu recebi uma ligação da empresa pedindo para ir numa entrevista eu me arrumei e fui eu pensei que fui bem, mas passei meses sem receber notícias então já tinha desistido disso eu comecei a procurar trabalho em outros lugares então numa sexta-feira Anna chamou-me para tomar um café eu olhei pela janela o dia não estava dos piores então peguei uma calças de moletom camisa bem quentinha coloquei um cachecol na bolsa pus me chapéu e sai.
Eu estava na cafeteria com Ana conversando Já eram umas 4:30 quanto o meu telefone tocou.
— olá senhorita Angelina aqui e da Bloomberg corporação você fez uma entrevista na nossa empresa alguns meses como você não respondeu o e-mail estamos ligando que hoje é o último dia para pegar o seu crachá já que o trabalho começa na segunda.
— sim, estou indo agora.
e-mail? Eu não olhei? Que droga como eu posso ser desastrada assim? Peguei as minhas coisas e saí correndo sem explicar nada para Anna, mas ela deve ter entendido consegui um táxi no carro eu abri o meu email e sim lá estavam enviados a semana eu não perdoaria se perdesse esse trabalho quando desci do táxi assustei-me com o tamanho do prédio ele era enorme a vista lá de cima devia ser linda quem deve ser o dono de tudo isso?
Fui direto para o RH, preenchi umas papeladas e finalmente estava com o meu crachá eu andava pelos corredores admirando aquele crachá que acabei me chocando com um homem do lado de fora do prédio já não era mais dia e estava muito frio eu caí de rabo no chão as minhas coisas ficaram espalhadas por todos os lados eu não podia esconder a minha vergonha então tentei evitar o olhar dele, o homem era bem gentil me ajudou a recolher as coisas eu só queria correr daquela situação eu sentia um olhar fixo em mim então levantei a cabeça olhei bem toda a vergonha do mundo e a nossa eu nunca tinha visto um homem tão lindo na minha vida e ele olhava-me com uma expressão estranha senti o meu rosto queimando então quis sair correndo, mas o homem puxou o meu braço e eu me virei novamente o homem estava usando roupas simples, mas que deixavam ele ainda mais bonito ele me entrou o crachá que deixei cair, por algum motivo eu não queria ir embora conversando com ele descobri que ele também trabalha na mesma empresa que eu, e como desculpa de me agradecer convidei ele para um café meu corpo não queria dizer adeus e como se eu guardasse lembranças desse homem que estou vendo pela primeira vez foi tão agradável à noite, na verdade foi mágico a neve ele sendo fofo comigo me dando o seu casaco o cheiro dele era tão bom me fez flutuar até em casa já em casa tomei um banho para dormir vesti um pijama quentinho peguei o casaco do Michael e vesti não sei porque fiz isso mais queria dormir sentindo o seu cheiro me fez lembrar daquela noite a dois anos senti a minha calcinha molhar eu nunca tinha me masturbando antes daquela noite, mas depôs de provar eu sentia vontades carnais e hoje era um desses dias quando dei por mim os meus dedos já deslizava entre os meus lábios a minha respiração ficou ofegante os meus seios ficaram firmes o ritmo dos meus dedos alimentavam a frequência me fazendo delirar e gozei pensando em Michael.
- por favor, cheguei segunda logo.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Jacqueline Santos
Gente surreal, atrás de emprego e meses sem olhar o email.Enfim uma estória, sigamos....
2024-05-07
2
Cristiane Melquiades
também já tive esse sonho com o William Levy kkkkk
2024-03-14
4
Sonia Bezerra
Eita vai pegar 🔥.
2024-02-28
2