EDITH
Acordando... Aii, minha cabeça dói! Uma janela pequena, está entrando uma luz por ela direto no meu rosto.
Vou tentando me levantar, meu corpo estava dolorido. Pelo menos eu ainda estava de uniforme, ninguém fez nada comigo, eu espero...
Tinha uma porta logo a frente, fui caminhando até ela.
Eu me sentia fraca... quase cai me segurando na parede começo a ter uns flashback
FLASHBACK
Eu estava brincando com uma garotinha.
Criança- Um dia quero ser uma guerreira igual a você Edith!
Edith- Com muito treino e dedicação você poderá ser o que quiser!
Criança- Quer fazer um desenho comigo?
Edith- Claro, minha irmã favorita! Hahahaha
Irmã?
Criança- Mas Edith, eu sou a sua única irmã!
Edith- Por isso que é a minha favorita! haha
Nós sorrimos e fomos desenhar.
FIM DO FLASHBACK
EDITH
Edith- Irmã?
Ouço barulhos vindo de trás da porta, são passos e sussurros. Eu me afasto da porta ficando bem no cantinho da sala.
Abrem a porta...
Era Whisper.
Whisper- Olha só quem acordou. Haha
Ele fala com um grande sorriso.
Whisper- Agora podemos conversar melhor a sós.
Edith- O que você quer? Eu já te disse que não sei de nada.
Com minha completa timidez eu falava bem baixinho.
Whisper- Sei que não. Vou te ajudar a descobrir.
Ele não tira aquele sorriso maligno do rosto.
Edith- Eu não quero! Tenho que ir embora.
Falo quase sussurrando
Whisper- Não se faça de difícil. Você também quer descobrir, não quer? Haha
Edith- Não! Quero que me tire daqui!
Whisper- Vai continuar deixando que ditem o que você deve ou não fazer? Eu vi bem a sua situação Edith.
Ele se aproxima cada vez mais de mim.
Whisper- Te observo dês do dia em que você matou aqueles dois pobres garotos inocentes.
Ele fala com ironia.
Whisper- Você tem potencial! Mas se você não é uma entidade, e nem uma agente da SAM, o que você é?
Edith- Eu sou uma humana...
Whisper- Hahahahahaha
Ele da uma gargalhada assustadora
Whisper- Você é tudo menos humana.
Ele se afasta andando devagar de um lado para o outro pensativo.
Whisper- Você ficará aqui até eu descobrir o que você é. Até lá...
Ele chega bem perto do meu rosto, dando para sentir sua respiração.
Whisper- Até lá, seja boazinha.
Ele fala sussurrando perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar inteirinha.
Ele se afasta sorrindo e indo embora, fechando a porta.
Fico contando até 10 para conseguir manter a calma.
Me vinha uma forte ansiedade tomando conta de mim.
Edith- O que eu faço?
Falo sussurrando.
EMMA
Já se passaram uma semana dês do sumiço da minha filha.
Não tem um dia que eu não chore e lamente por ela.
Tenho várias viagens a trabalho, mas não consigo fazer nenhuma.
Agora mesmo eu estava no telefone tentando descobrir alguma coisa sobre essa investigação que não acaba nunca.
Emma- Eu exijo saber de alguma informação sobre a minha filha.
Chloe- Senhora, não podemos passar informações sobre a sua filha no momento.
Emma- Você não entende o que é ser mãe! Não sabe por o que estou passando!
Silêncio...
Emma- Alô?
Chloe- Perdão senhora. Ligaremos quando podermos passar alguma informação. Dês de já peço a sua paciência.
Emma- Você não...
Chamada encerrada.
Com raiva eu jogo o telefone na parede.
Herbert- O que houve? Teve notícias?
Emma- O que você acha?
Herbert se aproxima me puxando para um abraço.
CHLOE
Depois daquela ligação confesso ter me sentindo mal. Aquelas palavras... "Você não entende o que é ser mãe! Não sabe por o que estou passando!" me cortaram...
A dois anos atrás perdi meu filho de um ano e meio num acidente de carro. Fui mãe muito nova, passei por uns problemas, fui expulsa de casa, morei com meu namorado que era pai do meu filho. Depois da morte dele, meu namorado terminou comigo, dizendo que só estava comigo pelo filho.
Com o tempo cursei, e me tornei polícial. Dês daí conheci amigos que tinham amigos e fui indicada para um cargo aqui na SAM. Foi tudo muito assustador, mas também foi uma experiência interessante entrar como agente.
Natalie- Você está bem?
Chloe- Sim! Estou sim.
Natalie- Que bom! Encontraram fragmentos de assombração sussurrante perto de um galpão na Austrália. Ryan e Joshua foram conferir.
Chloe- Será que ela está lá?
Natalie- Talvez sim, talvez não.
RYAN
Indo para Austrália direto para o local onde foi localizado a assombração sussurrante.
Examinamos o local, notamos veículos agrícolas dentro do galpão, aparentemente sem ninguém.
Fazemos um esquema para abrir fechaduras e entramos, examinamos bem e nada.
Joshua- Por que teria uma assombração sussurrante por aqui?
Ryan- Deve ser por causa disso...
Tiro uma lona que tampava umas remessas de pó branco.
Examino aquela substância com um aparelho específico para isso.
Ryan- Coc@ína.
Joshua- Então a equipe dele estava por aqui.
Ryan- Provavelmente ele veio resolver alguma coisa com a equipe.
Arrasto o resto da lona, vindo um cheiro de carne podre.
Ryan- Um corpo!
Joshua- Pelo os anéis e jóias, era alguém importante.
Ryan- O rosto está desfigurado.
Joshua tira um aparelho de analizar para ver de quem era o sangue
Joshua- Era um lider de uma máfia poderosa.
Ryan- Tá explicado. Vamos reportar as autoridades locais e ir entregar o relatório.
Joshua- Espera! Olha isso. Um cartão de visitas, uma balada em Londres.
Ryan- Talvez possamos achar alguma coisa ou até Whisper por lá.
Joshua- Teremos que começar por essa balada então.
Ryan- Partiu party! Chame as garotas. Diga que vamos pra balada, mas não será nada divertido.
CHLOE
Natalie- Ligação de Joshua e Ryan, balada em Londres.
Chloe- Então vamos se arrumar.
Natalie- Ele disse que não será nada divertido.
Chloe- Como uma balada não seria divertida.
Natalie- É o que vamos descobrir.
Enquanto isso...
EDITH
O tempo se passa e eu fico cada vez mais sem esperanças. Conto até mil para tentar manter a calma. Whisper deixou homens me vigiam, uma hora ou outra um me trazia comida, e eu só remexia sem fome.
Fazia nem sei quantos dias e Whisper não apareceu mais por aqui.
Não sei se fico aliviada, ou ansiosa, acho que estou ficando louca, bato a cabeça de leve na parede entrando em desespero.
FLASHBACK
De novo uma memória.
Eu era uma criança...
Correndo pelo corredor de uma casa de madeira, feliz com a chegada de alguém.
Edith- Papai!
Eu chamava meu pai.
Vou correndo até chegar na cozinha para ver o meu pai, toda alegre.
Quando entrei na cozinha vi meu pai brigando com uma mulher.
Edith- Mamãe...
Falei sussurrando.
Essa mulher era minha mãe.
Pai- Eu já falei pra você sua burr@! Quando você vai aprender?
Minha mãe chorava enquanto meu pai levantava a mão para ela, parecendo que iria a agredir.
Até meu pai me ver, e mudar sua expressão de irritado para animado.
Pai- Olá, minha filha!
Fico com medo dele e vou correndo para o quarto.
Pai- Edith! espere!
Depois de ir para o quarto, ouço gritos e barulhos quase a noite inteira.
Sensação horrível.
FIM DO FLASHBACK
Edith- Por que fico tendo essas lembranças?
Fico me questionando sozinha naquela sala vazia e escura.
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Atualizado até capítulo 110
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