Jo-Josie, o que você está fazendo?_ a respiração dele estava começando a ficar desregulada.
- shiu_ fiz o gesto de silêncio com meu dedo indicador esquerdo_ você está alucinando_ pisquei pra ele e com a mão direita já livrei seu membro do aperto da cueca, segurando o mesmo pela base.
Ele me olhou por um milésimo de segundo (já que estava conduzindo) e depois voltou sua atenção para a estrada, mas sua expressão era de total surpresa mas também excitação. Comecei a fazer movimentos de sobe e desce, fazendo a respiração dele ficar completamente descompassada e ele ter que abrir a boca pra poder respirar.
- merda_ xingou baixinho_ você vai me enlouquecer Josie_ falou em meio a uma tentativa de manter sua respiração controlada.
- para o carro_ falei calma.
- o que?_ falou meio confuso.
- para o carro William_ falei autoritário e então ele parou no acostamento (sem interromper a circulação na via, mas também não em um local pouco movimentado).
Assim que ele estacionou, eu caí de boca nele, o fazendo soltar um gemido surpreso.
- nossa_ soltou em um sussurro e depois se manteve soltando alguns palavrões e lufadas de ar.
- tem preservativo?_ falei assim que o encarei.
- claro_ se aproximou bem de mim e enquanto ficava me encarando, retirou do porta luvas um pacote de preservativo_ você não sabe o quanto eu quero te comer_ sussurrou no meu ouvido me arrepiando.
- então me coma_ retruquei enquanto levava de sua mão um pacote e depois de abri-lo e devidamente colocá-lo, olhei pro cara que já estava com o assento bem posicionado e levantei minha saia, colocando uma perna de cada lado dele e assim que ele afastou minha calcinha a sensação de penetração foi bem prazerosa, mas também um pouco dolorida, já que fazia tempo desde a última vez que transei.
Apartir desse momento, o carro virou a maior zona, o calor aumentou drasticamente e nem o ar condicionado conseguia fazer efeito, o som dos gemidos e dos nossos corpos se chocando eram o som predominante, as janelas que tinham os vidros escurecidos (por sorte), estavam totalmente embaçados e a marca da minha mão deslizando pelo vidro estava lá gravada, igualzinho na cena do Titanic. O ritmo era rápido e intenso, nós os dois estávamos indo a loucura e nossa, ele tinha razão de todas as vezes que insinuou que fazia gostoso, porque ele realmente faz bem pra caralho.
•••
- agora cê já pode ir_ falei terminando de colocar minha blusa e dizendo pra ele dar partida, assim que ele terminou de colocar a calça de volta.
- claro_ falou ligando o carro e dando partida.
- cadê minha calcinha?_ falei procurando pela peça, que por mim foi retirada em algum momento da tranza.
- essa?_ balançou a peça com a mão direita.
- me dá_ tentei pegar, mas ele a afastou de mim_ ei_ falei indignada enquanto ele sorria.
- essa é a garantia de que amanhã você ainda vai falar comigo_ colocou ela no bolso rindo.
- a sério?_ arquiei a sobrancelha_ uma calcinha, que eu tenho várias outras pra substituir, é sua garantia de que eu vou falar com você?_ ri.
- e não vai?_ me olhou sorrindo por alguns instantes.
- e você quer?_ perguntei sugestiva.
- somos amigos ué, e amigos mantém o contato_ deu de ombros.
- então devolva minha calcinha Braygs, eu preciso dela, não posso andar sem ela_ cruzei os braços indignada.
- ah, se pode_ riu me fazendo dar um tapa no braço dele_ isso dói, nossa_ esfregou no local.
- eu te mato Braygs_ fiz biquinho.
- eu não duvidaria_ pontuou_ quase me matou de coração hoje_ brincou_ e você tem cara disso_ riu.
- se eu quero dar eu dou mocinho_ falei dando de ombros_ estamos chegando na minha casa_ falei relaxando no banco enquanto o carro entrava na rua de casa.
- parece que a noite já está acabando_ falou soltando um suspiro.
- pelo menos a noite foi agradável_ sorri lembrando do que aconteceu.
- sempre é agradável com você nem_ riu, enquanto aumentava um pouco o som do rádio que tocava uma música sobre safadeza.
- huhun, sei_ ri enquanto ele estacionava na frente de casa_ e chegamos_ falei assim que ele parou_ obrigada por essa noite_ o encarei.
- obrigado eu_ sorriu para mim me olhando e então nos beijamos uma última vez.
- acho que depois dessa noite você não tem mais nada pra me conhecer_ sorri abrindo a porta_ já cumprimos o nosso objetivo então, agente se vê_ dei de ombros encostada na janela_ já agora, você não vai mesmo devolver minha calcinha?_ perguntei indignada.
- não, eu não vou te devolver Josie_ fez aquela costumeira inclinação da cabeça para o lado enquanto me observava com um sorriso_ eu fico com ela como lembrança dessa noite_ piscou pra mim.
- então você é um colecionador de calcinhas_ debochei_ fica esperto que daqui a pouco cê já abre uma loja de calcinhas_ me afastei da janela e dei a volta ao carro seguindo em direção de casa.
- me deu uma ideia bacana_ falou tirando a cabeça pra fora_ vou abrir uma galeria só delas pra eu mesmo poder observá-las, e olha que a primeira peça já está aqui_ riu me mostrando minha calcinha.
- você é muito babaca Braygs_ falei encostada a porta.
- eu sei_ riu me fazendo abanar a cabeça negando e abrir a porta.
- adeus_ falei entrando de costas
- adeus Josie_ sorriu pra mim e então eu entrei em casa fechando a porta logo atrás de mim.
Eu senti que aquela era a nossa despedida, não haverão mais saídas e nem esbarrões, afinal ele conseguiu o que sempre procura em uma mulher, e eu também terei meu tempo pra me dedicar mais ao trabalho completamente de volta, ou seja, ambos saímos em vantagem nessa noite, e apesar de que eu bem lá no fundo saiba que vou sentir falta dessas saídas aleatórias, também sei que essa despedida é a melhor coisa que poderia acontecer, pois eu não estou na fileira dos felizes para sempre e nem pretendo perder para o amor e me deixar iludir.
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Atualizado até capítulo 51
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