Agora são 24 horas, ou popularmente falando meia noite em Roma. E por lá as coisas não estão nada fáceis.
Angelo, quem foi que liberou as filmagens das câmaras da boate para um detetive?
Fiu eu Vincenzo, ele veio acompanhado de um advogado, e esse advogado tinha uma liminar judicial, em que lhe dava plenos direitos de visualização das filmagens que, estavam arquivadas na sala de arquivos.
Você viu essa liminar, leu a liminar Angelo?
Claro que sim, eu sei muito bem ler uma liminar, não é porque desisti de ser advogado que me esqueci. A data era por volta de quatro anos e nove meses atrás, talvez quatro anos e dez meses. Eu não entendo porque mantém filmagens por tantos anos.
Por que um detetive viria até aqui, com um advogado e com uma liminar para ver os arquivos? Além do mais, tem muita filmagem arquivada, como poderiam saber qual filmagem exatamente queriam? Você ao menos prestou atenção na data da filmagem em questão? Tem ao menos uma vaga ideia do que, estão a procurar?
Como disse somente sei o que constava da liminar.
E você assistiu à filmagem junto, observou o que procuravam? Viu se encontraram?
Não, a liminar judicial era bem clara nesse ponto, somente deveriam permanecer na sala durante a projeção, o detetive e o advogado.
Ao menos tentou procurar a agência do detetive pagar para ver o que descobria, tentou usar a influência do nosso sobrenome?
Sim, eu fui até a agência, não tive a menor chance, pois a pessoa que contratou o serviço deles fez tudo muito bem feito, redigiu um contrato de confidencialidade total, sob pena de ir a julgamento se vazar qualquer detalhe do caso, e só então, fecharam acordo através do advogado.
O que você está me dizendo é que, estamos sem nenhuma informação? Eles vêm até aqui, vasculham os arquivos da boate e nós não temos o direito de saber o motivo? Tentou procurar o advogado? Quem sabe possamos fazer um acordo com ele?
Com o advogado foi ainda pior, sobre ele gira o maior mistério, ele não tem escritório em Roma, portanto não temos como localizá-lo. Sabemos somente o nome, mas é muito pouco, nunca aparece na mídia.
Tudo bem, melhor eu ir lá para cima, eu preciso pensar. Aqui com todo esse barulho fica difícil ser coerente.
Desde que eu comecei com a ideia, de ter um negócio a parte, das empresas da família, iniciei a aplicar em uma boate, chamei o meu primo Angelo para ser meu sócio, ele tinha feito advocacia, porém não era sua área, era um excelente administrador e hoje já temos as cinco casas de show e boates mais badaladas de toda a Itália. Estamos para inaugurar mais duas. E essa era a primeira vez que, surgia um detetive, ainda mais acompanhado de um advogado, com uma liminar. Tento puxar pela memória o que, pode ter acontecido na época em o Angelo falou. Como não sabemos do que, se trata fica muito difícil tentar descobrir.
Pela primeira vez eu sinto que, vem dor de cabeça por aí. Como se não bastasse a pressão da minha família, um mês já se passou, agora restam-me cinco. O que eles estão a pensar? Que vou pegar a primeira mulher que encontrar e arrastar ela para o altar, ou pior ainda, casar com alguma das fúteis que correm atrás de mim?
Estou a ficar maluco, agora dei para falar sozinho como um velho senil, mas minha família tirou-me do sério. E aqueles olhos verdes escuros que, me perseguem dormindo ou acordado, diavolo...o que eu faço?
Fui falar com o Vincenzo, porém vendo a expressão do meu primo eu desisti, até parecia que o povero ragazzo estava a carregar o mundo inteiro nas costas. Sei que meus tios tem pegado muito pesado, nostro nonno também, agora aqueles gêmeos apoiarem, sabendo muito bem que não têm a mínima capacidade de administrar os bens da família.
Meu primo não precisa do dinheiro da família, ele já é bilionário, tem a sua própria empresa, mas seu senso de responsabilidade para com a família, o prende às Organizações De Ferrari, eles deveriam ser mais tolerantes. Estariam a prejudicar o trabalho dele, não fosse a sua grande capacidade de, se desligar de tudo quando estava à frente dos negócios. O único momento em que, permitia se perder em divagações, era quando estava no escritório da boate, por esse motivo não o interrompi.
Melhor eu cuidar da boate, a ideia que me passou pela cabeça, não tem a menor razão de ser. Caso eu fale com ele, será apenas mais uma sombra, para rondar os seus pensamentos. Além disso, nunca mais falamos sobre aquela noite. Meu primo jamais se permitiu usar o espaço de trabalho, para suas conquistas e nem precisava, quando saia chovia mulher. Contudo, naquela noite foi diferente, eu o vi no bar conversando com ela, pareceu-me uma mulher belíssima, de personalidade cativante, o tipo de mulher perigosa para o meu primo. De repente não os vi mais...
O que soube depois, foi relatado pelo meu primo, ele não resistiu e beijou a ragazza que, correspondeu ao seu beijo, como um troglodita(palavras do meu primo) ele arrastou-a para cima e não resistiu ao fogo que os consumia, porém ela era virgem e depois saiu a correr Não ficou a saber o seu nome, onde estava hospedada, somente sabia ser norte americana.
E pela minha cabeça maluca veio essas lembranças, justo quando pediram para ver as fitas...
A vida as vezes nos prepara surpresas, outras somos nós quem deixamos, escondido num canto qualquer da memória, acontecimentos que com o tempo viram passado, mas que no girar da roda chamada vida… vem ao encontro do nosso presente… a esses momentos chamamos surpresas da vida, que nada mais é do que, o encontro do passado com o presente, criando promessas de futuro.
Um passado não tão distante, estava vindo ao encontro do momento presente de Vincenzo, quais seriam suas promessas de futuro...
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Patrícia Barbosa Ferrari
Estou ansiosa para ver o reencontro deles e a reação do Vincenzo ao saber que tem um filho de 4 anos que está com leucemia.
2025-02-18
2
Sonia Temoteo
verdade tbem vi este erro
2025-01-10
0
Rosangela Amorim
Começando a ler a estória
2025-03-20
0