(Essa história se passa quando Johnny tinha 8 anos, Johnny está narrando.)
Toda sexta-feira o meu papai passa a noite fora com os amigos e só volta domingo a tarde... Toda a vez que volta ele fica muito bravo com a mamãe sem motivo algum!
A mamãe faz de tudo pra ele, não entendo o porquê disso tudo…
Eu não me importo que o meu pai passe muito tempo fora, mas... Hoje é o meu aniversário... Eu só queria que o meu pai passasse esse dia comigo... Acho que ele esqueceu de mim…
Martha- Feliz Aniversário meu filho!
Johnny- Obrigado mamãe!
Martha- Olha o que eu tenho pra você!
A minha mãe apontou para um pacote muito bonito em cima da mesa.
Eu fui ver o que tinha dentro...
Johnny- Muito obrigado mamãe! Esse sapato é lindo!
Martha- De nada meu filho.
Johnny- Mas eu queria mesmo que o papai estivesse aqui com a gente…
Martha- Eu também queria...
Johnny- Mamãe, você acha que o papai esqueceu de mim?
Martha- Claro que não... Ele só está muito ocupado...
Johnny- Eu vou esperar por ele.
A porta se abre lentamente e o meu olhar logo se
desvia pra ela.
Johnny- Papai, Papai!
Eu corro para tentar dar-lhe um abraço, mas ele empurra-me para trás.
Antônio- Sai daqui moleque!
Johnny- Mas papai, hoje é o meu aniversário!
Antônio- E daí?
Martha- Antônio, não fala assim com ele.
Antônio- Cala a boca mulher! Eu falo com ele do jeito que eu quiser!
Eu pego os sapatos que a minha mãe me deu.
Johnny- Olha papai! A mamãe me deu!
O meu pai pegou os sapatos e os arremessou na minha cabeça…
Eu não aguentei e comecei a chorar.
Johnny- Porquê o senhor fez isso papai?
Antônio- Cala a boca!
A minha mãe levanta-me do chão e entra na minha frente.
Martha- Antônio, por favor, para de...
Antes da minha mãe terminar de falar, o meu pai tira o seu cinto e bate com muita força na mamãe... Eu senti-me muito mal vendo isso... Porque o meu pai batia tanto na minha mamãe?! Ela não fez nada!
Então resolvi gritar com ele.
Johnny- Para com isso! Toda a vez o senhor bate na mamãe sem motivo algum! Seu... Seu... Seu idiota!
Antônio- O que você disse?!
Meu pai ergueu o cinto para mim.
Johnny- N-nada pai!
Antônio- Agora você vai ver moleque!
O meu pai começou a me bater sem parar, eu nunca senti tanta dor na minha vida...
Meu corpo ficou cheio de marcas roxas do cinto... Depois disso meu pai me trancou no meu quarto.
Eu escutei o choro e os gritos da minha mãe implorando algo para meu pai... Também ouvi o papai falando palavras feias pra mamãe...
A minha mãe deu um último grito, e esse foi desesperador!
Depois ficou tudo em silêncio, eu pulei a janela do meu quarto que minha mãe sempre dizia pra não pular... Eu estava preocupado!
Quando cheguei na sala... A minha mãe…
Ela estava toda ensanguentada no chão... Corri em direção dela e comecei a chacoalhar ela... Ela não se movia e nem me respondia...
Johnny- Mamãe! Mamãe!!... Não me deixa sozinho! Mamãe!...
Ela não me respondeu… Cheguei a conclusão de que a minha mamãe foi levada pelo papai do céu... Mas, e eu?! Papai do Céu... leve-me também!
Ajoelhei-me e olhei para o teto
Johnny- Papai do Céu, não me deixa sozinho... A minha mamãe era tudo o que eu tinha…
Olhei para o lado e vi uma faca cheia de sangue…
Johnny- Papai do Céu... Eu quero que o meu pai se torne um homem melhor…
Olhei novamente para minha mãe.
Johnny- Mamãe... Não me deixe…
Pego os sapatos que ela me deu.
Johnny- Eu prometo que vou guardar eles pra sempre, mamãe... Para eu lembrar de você…
Esse foi o meu pior aniversário... Eu perdi a minha mamãe... Eu amava tanto ela... E agora? O que será de mim?... Eu vou viver sozinho? ...
Depois de tudo os policiais vieram até a minha casa e prenderam o meu pai, os médicos levaram a minha mãe e eu... Fui para um orfanato, passei a minha infância sozinho... Conheci um menino que passou pela mesma situação, só que o Papai do Céu levou o pai dele... Eu rezo para estar tudo bem...
O nome desse menino é Jackson, eu achei ele muito gentil...
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Atualizado até capítulo 32
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