Capítulo 18

>ALYSSA NARRANDO

_ depois da pergunta da minha tia... Bryan ficou estranho... E eu soube que aquela pergunta mexeu no íntimo dele ...

_ então tentei amenizar o clima... Mas mesmo do almoço... Ele apenas ficou calado... No carro... Ao decorrer do caminho... Tentei puxar assunto  mais notei que ele estava evitando...

_ eu apenas entendi que era isso que ele queria... Apenas espaço... Silêncio...

_ e assim o fiz... Durante o resto dia na empresa... Na reunião... De volta em casa... Não trocamos uma palavra a não ser em relação aos afazeres...

_ mas aquilo me incomodava... Eu queria conversar com ele... Ter a companhia dele... Queria ouvi-lo me contar sua história... Aquela história que o fez se fechar pra o mundo e os demais... Que o fez ser esse homem frio e rude sem intenção...

_ mas não podia.. Não é porque eu me sentia segura com ele ao ponto de lhe contar algo tão íntimo que aconteceu comigo que ele pensava do mesmo jeito... E eu entendo

_ entendo que cada pessoa tem uma forma diferente de lidar com as coisas que a vida lhe ocasiona

_ e eu irei esperar... Esperarei ele se sentir a vontade...

_ estamos em casa agora e as 20:10 era hora do café mas ele não quis vir...

Agora são 22:47 e estou levando uma bandeja em minhas mãos com 4 sanduíches... Para o quarto dele... Só espero não ser posta pra fora

_ toco duas vezes na porta e pergunto se posso entrar... Mas sem resposta então eu giro a maçaneta rezando para ele estar vestido adequadamente...

_ mas após adentrar os aposentos dele escuto o som do chuveiro o que me diz que ele esta no banho

_ então vou até o criado mudo e coloco a bandeja junto com o seguinte bilhete

- Há ainda tanta coisa linda na vida para se descobrir... Uma delas é você mesmo...

_ e saí de lá... E fui pro meu quarto imediatamente... Lá ajeitei todo o resto de pelada para que ele assine amanhã...

Depois fui ao banheiro fazer minha higiene e capotei...

_ acordei 3:29 com a garganta seca... E um pouco de dor de cabeça... Então desci para tonar um remédio... Fui a uma parte do armário onde fica uma pequena maleta de remédios...  E em seguida virei em direção a geladeira para pegar água... Quando ouvi uma voz atrás de mim

BRYAN: não se sente bem ? - dou um pequeno pulo para trás por estar surpresa

_ olho na direção da voz que está escondida em uma ponta da ilha que fica meio escuro e vejo a sombra de bryan

ALYSSA: sim... Um pouco de dor de cabeça

_ ele não falou mais nada... Por um tempo... O silêncio predomina ali... Eu sinto o clima pesar e quando decido falar ele toma a frente

BRYAN: eu a conheci num restaurante da cidade... Ela estava como jovem aprendiz no trabalho... Seus cabelos pretos longos e sedosos estavam preso em um coque alto... Normas do emprego... Ela servia as mesas com tanta agilidade e destreza que parecia mais uma bailarina deslizando por entre as mesas...

_ ele começou a falar e eu me dirigi a bancada ao seu lado e me sentei para escutar... Pacientemente

BRYAN: ela foi atender minha mesa e eu posso afirmar que ali eu encontrara meu primeiro amor... Ela foi até minha mesa e me atendeu... Educada... Fina... Gentil... Bela... Única... Mas não houve mais do que as palavras de meu pedido... Depois daquele dia eu ia mais ou menos 3 ou 4  vezes no lugar apenas para vê-la... E assim se foi por um ano inteiro... Um dia eu estava indo para lá para admirar ela ... Ela não estava eu busquei saber o que por que... E o parceiro de trabalho dela disse que  ela havia sido demitida... Por ter sido assediada e ter revidado... Eu fiquei indignado e processei o local...

Nisso se passou um mês... E eu não a vi... Eu tava indo pra o primeiro dia de faculdade... Mas não prestei atenção no céu e quase molho meu material novo... Mas cheguei ao ponto logo logo... O ônibus veio e eu subi, mas antes do ônibus andar alguém mais entrou e eu estava na catraca passando o cartão que havia sido negado por falta de passagem... Fiquei meio envergonhado.. E quando estava preste a me virar e ceder caminho para a pessoa de trás... Ela simplesmente passou o cartão me jogando para o outro lado da catraca... E quando me dei conta de quem era toda minha vergonha alheia se esvaiu... Esperei ela passar também para cumprimentar ela e agradecer... e assim fiz... Ela me olhou com seus olhos castanho claro e disse que não era nada demais... Fomos conversando o caminho todo... E desenvolvemos uma amizade que durou 1 ano... Já que estávamos no mesmo curso de gestão da faculdade e tinhamos nos aproximado... Tínhamos 19 então iniciamos o namoro... 6 meses depois noivamos... 1 anos depois nos casamos...

Era incrível... Aos 21 eu já estava casado com a mulher certa... Meu primeiro Amor...

passamos por poucas e boas... Brigamos sim... Mas é a vida eu a amava... Aos 26 quisemos aumentar a família... Ela parou de tomar as pílulas e em dois meses ficamos ansiosos para saber o resultado mas deu negativo.

Estávamos quase desistindo de uma gravidez natural devido a minha baixa fertilidade, que fazem eu não produzir espermatozoides o suficiente por conta da deficiência de hormônios.

Quando tivemos a notícia de que ela estava grávida mas era de risco vital.

A gravidez prosseguiu, mas aos três meses houve complicações que resultou num parto cesário. Mas infelizmente nenhum dos dois sobreviveram, ela devido a perda de sangue e o bebê por estar complicações.

Eu perdi tudo, eu senti o meu coração parar, eu estava só...  Eu perdi o amor da minha vida... Meu primeiro amor... Eu perdi meu filho...e eu tinha esquecido completamente a 3 dias... De tudo isso alyssa...

_ sua fala começa a ficar difícil de ouvir... Embargada pelo choro... O choro de um homem que perdeu seu amor... Seu filho... Seus maiores motivos de viver...

_ eu me levanto... E lhe pego pela mão lhe fazendo levantar também... e o abraço... Um abraço de consolo... Um abraço de alguém que se importa com a dor dele... Passo minhas mãos por sua cintura e o deixo tombar a cabeça sobre meu ombro... Chorando agora mais alto... Como se ele não chorasse desde aquele dia... Aliso suas costas como uma mãe faz quando seu filho chora em seu colo...

_ por que naquele momento era o que ele precisava... De um ombro o qual ele pudesse chorar sem se preocupar... E eu seria seu ombro... Hoje... Amanhã e este se torna meu objetivo... Ser para ele a sombra para descansar

...CONTINUA...

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