O tempo parece ter para dentro do carro de Emily, o caminho o restante para cá foi curto demais, eu preciso de mais tempo com ela. Emily me beija novamente, agora com mais desejo, com mais entrega, ao que parece está a procura de uma forma de recusar o meu pedido, será que eu vou parecer desesperada por repetir? quer saber! não me interessa eu quero ela mesmo, não tenho intenção nenhuma de esconder.
—Vamos lá em casa Emily, eu te quero muito.—digo ofegante, ainda tentando convence-la novamente.
—Eu não posso— responde Ela.
—Porque não?
—Eu tenho um prazo de entrega para amanhã às nove da manhã, eu preciso ir para casa terminar o projeto desse cliente.
Emily continua depositando beijos lentos nos meus lábios.
—Está bem— respondo.
É claro que eu estou chateada não com ela mas com a situação toda, porquê tanta provocação se ela não ia me fazer gozar? ela está me testando? será que é ouro joguinho dela para ver até que ponto eu estou interessada?
—Quero te levar para viajar no final de semana, você pode? —perguntou ela.
—Depende, promete me compensar pela provocação de hoje?
—Ella eu não faço promessas, esse é um dos meus princípios. Eu quero passar o final de semana inteiro contigo, saimos na sexta e voltamos no domingo, o que acha?—pergunta Emily
—Está bem eu vou.
—Perfeito.
Emily beija a minha boca outra vez, dessa vez ela tem um sorriso amável no seu rosto, talvez tenha realmente gostado de saber que vou passar o final de semana com ela.
—Se você não quer que eu tire a sua roupa agora, devia parar de me beijar Emily —digo
—Eu quero isso e muito mais queria te satisfazer do jeito que você merece e isso requer tempo e dedicação, mas tenho mesmo que ir.
—Te vejo amanhã cedo na cafeteria?
—Não eu vou ao escritório antes, desculpe.
—Está bem, eu vou subir.
—Falamos amanhã.
Dou um leve selinho carinhoso nos lábios de Emily e saio do carro, ao dar passos em direção a entrada do edifício, sinto o resultado da minha excitação, estou completamente molhada, e o meu vestido também, afinal não estou usando calcinha.
Eu não passei pela cafeteria hoje, sabendo que não verei Emily lá decidi vir diretamente para o escritório, é estranho que vejo todos a olharem para mim de forma estranha e falando de lado, será que borrei minhas calças e não percebi?
Talvez Lola Rodriguez venha para minha sala como sempre faz para me atualizar sobre o que está acontecendo.
Lá está ela, sentada ao lado da minha sala, sorridente como sempre, é a única que nunca me olhou de lado, talvez por simpatia por saber que meus pais adotivos são latinos, como ela.
—Bom dia Lola!
—Bom dia Ella— diz Lola Rodriguez ao levantar-se e seguir-me em direção a minha sala.
—Lola você sabe o porquê estão todos me olhando de lado? —perguntei intrigada.
—Sei sim, Dr. George enviou um e-mail para todos com uma foto sua, beijando uma mulher no que parece ser o Kerry park, ontem a noite, no e-mail ele dizia que a firma não deve admitir comportamentos indecorosos por parte de seus associados— responde Lola.
—O quê? como ele pode?—pergunto.
Minha nossa senhora, George passou dos limites, ainda bem que não aceitei nem sair para tomar um café com ele, o que eu faço e com quem faço no meu horário livre não tem nada a ver com a firma.
—Você tem essa foto Lola? ela foi tirada sem o meu consentimento, ele sabe que eu posso processar ele?
—Eu tenho sim a foto, eu lamento imenso por isso, por George tê-la exposto dessa forma.
—Comportamento indecoroso? eu estou beijando alguém na boca, estou demonstrando o meu afeto— digo indignada ao ver a foto.
—O problema não é o que você está fazendo mas com quem você está fazendo!—diz Lola.
—O que a firma é homofóbica?— pergunto.
—Infelizmente é sim, já teve um advogado que foi demitido quando descobriram que ele ia se casar com um homem, tudo culpa de George.
—Minha nossa! Quer saber! Eu não vou deixar George e seu pai me humilharem dessa forma, eu tenho dignidade e vou me demitir, comportamento indecentes é seguir os colegas de trabalho e tirar fotos suas sem sua permissão.
—Eu vou a sala do Dr. Robert Carter e falar com ele a respeito dessa atitude do filho dele e do comportamento do escritório dele.
—Dr. Robert está ocupado agora, está numa reunião com os outros advogados sócios.
—Provavelmente para encontrarem uma desculpa perfeita para me demitirem, sem que pareça homofobia.
—Talvez seja. Enfim eu estou contigo para o que der e vier, pode contar comigo sempre.
—Está bem Lola, obrigada eu fico feliz por contar com o seu apoio.
—Conta comigo.
—Obrigada Lola.
Eu decidi esperar até que a reunião dos sócios acabasse para poder apresentar a minha carta de demissão para Dr. Robert, foi ele que me contratou, e me trouxe para cá em respeito a ele eu farei isso, pois se dependesse de mim, já teria enviado um e-mail insultando suas mães.
Percebi que eu fui a única não ter sido convocada para reunião, todos os advogados associados também estiveram presentes, o que é bastante preconceituoso, nunca pensei ser descriminada de tal forma, eu vejo George saindo da sala, meu instinto me pede para correr pois eu sei que não responderei pelas minhas ações quando ele se aproximar.
George Carter saiu da sala de reuniões com o nariz empinado como sempre, sua arrogância entra na sala entes mesmo do seu corpo.
Eu estava ao lado da mesa de Lola quando ele veio ter comigo.
—Isabella Reyes, como você está? — Pergunta ele.
—Eu estou ótima Dr. George Carter, obrigada por perguntar—digo com um sorriso no rosto, obviamente estou tentando esconder a minha raiva.
—Vejo que está de bom humor hoje! —diz ele.
—Estou sim, tive uma noite incrível.
—Eu vejo que sim Isabella— responde George olhando-me de cima a baixo, como se estivesse a fazer um scan.
—Você não se limitou a ver George, fotografou e enviou para todos, não é mesmo? —pergunto.
—É isso mesmo, aquele comportamento é inadmissível na nossa firma.
— Comportamento inadmissível foi o teu, sabe o que isso pode te custar? —pergunto.
—Não mais do que pode te custar a ti e a tua namorada, você está atrás do dinheiro dela não é mesmo?
—Eu me perguntava se você era tão estúpido como parecia, agora eu tenho plena certeza.
—Uau! Isso é tudo que tem a dizer? me diga uma coisa, como é que ela é capaz de te satisfazer? Eu também sei usar a língua, podia simplesmente ter dado para mim.
—O que você acabou de dizer? Eu não admito que você me ofenda—pergunto.
—Eu não estou ofendendo, eu sinceramente pensava que não me querias por sermos colegas, jamais poderia imaginar que era porquê você gostava de chupar buceta.
Instintivamente levanto a minha mão e dou um tapa no meio da cara de George.Ele imediatamente revida me dando outro tapa forte no meu rosto logo sinto uma queimação no rosto, não sei como ele pode bater com tanta força.
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Atualizado até capítulo 82
Comments
Márcia correia
que horror 😲😲
2023-06-08
2
San
como uma excelente advogada, ela deve dar uma resposta a altura, colocar ele no chinelo dela.
2023-06-08
1
Nataly Lopes
Esse George é um babaca
2023-06-08
1