Tessália
Assim que eu entrei no carro com Sebas, eu tinha a impressão de que havia alguém me encarando, mas eu olhei ao redor e não encontrei ninguém, porém a sensação queimava o meu corpo por inteiro.
– Sebas eu não consigo ficar calada – eu disse quando já estávamos em meio de viagem, e ele respirou fundo algumas vezes – me diga pelo menos se Bella está bem, se ela não teve mais nenhuma reação, febre, se não chorou.
– ela está ótima Tessália, não se preocupe – ele disse e eu concordei, Sebas começou a puxar diversos assuntos me tirando o foco, por fim eu agradeci pois eu precisava pensar no que eu faria depois de ir em meu apartamento, eu arejaria o meu quarto e depois iria até o apartamento do meu namorado fazer uma surpresa – me liga que eu venho pegá-la ok?
– tudo bem – confirmei e olhei para a entrada do prédio onde eu morava – você não vai tirar folga?
– não, meu pai está na casa de um tio, e eu vou ficar na mansão mesmo estudando – disse e eu sorrir
– você é um ótimo rapaz, seu último ano cursando Economia não é? – indaguei e ele concordou – Os números são tão complicados quanto aquela casa?
– Confesso que prefiro lhe dar com os números – disse e eu sorrir – seu celular está vibrando
E era verdade, eu olhei na tela e estranhei, era minha vó, ou melhor, a mulher que por muito tempo eu acreditava que era a minha vó.
– obrigada pela carona Sebas – agradeci e desci do seu carro, ele acenou e saiu, enquanto eu entrava no prédio o meu celular voltou a tocar novamente – Alô.
– estou aqui na cafeteria na esquina do prédio – disse ela e desligou. Olhei para o elevador e Suspirei, para ela está aqui pessoalmente algo grave havia acontecido, fazia dois anos que eu não a vida, tudo o que conversamos foi somente por telefone.
Assim que eu entrei na confeitaria um Segurança da minha vó me indicou o caminho, ao longe vi a senhora elegante tomando um chá enquanto parecia pensativa, o seu cabelo era tão castanho quanto os meus, os procedimentos estéticos estavam em dias.
– Como você está? – Ela disse assim que apontou para que eu me sentasse a sua frente, Senhora Kristen Cowell não perdia tempo, sempre ia direto ao ponto, pelo menos era assim que eu me lembrava dela.
– estou bem – eu disse com a cabeça baixa, no mesmo instante um chá me foi servido – obrigada.
– onde estava? – Indagou e eu engoli em seco
– trabalhando – confessei – foi até o meu apartamento?
– Não, você sabe que eu não suporto aquela mulher que você insiste em chamar de amiga, muito menos aquele escroto que você diz ser namorado – disse enojada
– Vovó – falei e logo me arrependi – Não fale assim deles, por favor.
– Você continha os defendendo – disse – você pode não ser filha do meu Tom, mas tem um coração tão bobo quanto o dele.
– Porque me chamou até aqui? – indaguei, eu não gostava de falar sobre o meu pai, pois eu sabia que terminaria no assunto da minha mãe e isso me deixaria entristecida.
– cheguei de viagem ontem, queria saber como você está – confessou, eu sabia que ela sentia minha falta, eu gostava de acreditar que sim – onde está trabalhando? Em qual escola?
– na verdade eu sou babá – confessei e ela me encarou confusa – eu não encontrei nada, e esse foi o primeiro emprego que me apareceu.
– eu poderia te dar o dinheiro que precisa – disse, mas eu me negava aquilo, eu não era merecedora e sabia que ela pensava isso, foi por isso que eu me afastei completamente, as vezes acho que ela mantém contato algumas vezes somente quando está esquecendo a memória do filho.
– eu não preciso de nada que não seja meu senhora Kristen – assegurei
– Ainda chateada comigo pelo que eu fiz? – Indagou e eu neguei – Órion – chamou o segurança.
– Senhora – no mesmo instante um segurança apareceu ao seu lado pronto para cumprir suas ordens
– descubra para quem a senhorita Cowell trabalha – ordenou
– Ellis – eu a corregi – não precisa investigar a minha vida – advertir
– e então, para quem você está trabalhando? – Indagou E eu sabia que se eu não respondesse ela não me deixaria em paz.
– Para os Byron – confessei e ela concordou
– acho que está na hora de fazer uma visita a Damiana – disse
– por favor não faça isso – pedi E ela concordou – só veio garanti que eu estava viva?
– Não seja tola Tessália – repreendeu e se levantou – Da próxima vez me atenda quando eu ligar.
Em seguida saiu sendo guiada por seus seguranças, me levantei também e fui para o meu prédio.
Assim que eu cheguei na porta do meu apartamento vasculhei a minha bolsa e não acreditava no que havia acontecido.
– eu não acredito que isso está acontecendo justo hoje – resmunguei enquanto ainda procurava a chave – não acredito que eu vou estragar a surpresa
Procurei em outros bolsos e também não encontrei, peguei um espelhinho e limpei os vestígios de lágrimas que havia no canto dos meus olhos e eu nem tinha percebido que algo se acumulou ali, eu sempre procurava me fazer de forte e eu sabia que era, depois eu toquei a campainha, quase um minuto após a minha ação eu não acreditei em quem abriu a porta para mim.
– O que você está fazendo aqui? – indaguei confusa.
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Atualizado até capítulo 104
Comments
Maria Helena Macedo e Silva
será que a ficha caíra agora e justificará o porque a senhora que chamava de avó não suporta a que se diz amiga e o namorado?🤦
2025-01-12
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Silvaneide Ágatha
ela sabe que são cobras 👏🏽👏🏽
2025-03-23
0
Silvaneide Ágatha
👏🏽👏🏽👏🏽
2025-03-23
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