Na Itália....
As meninas estão a espera de algum sinal do caminhão e a adrenalina começa a percorrer todo o corpo delas, a partir deste momento elas tomam posse das suas indentidades do submundo. Todas concentradas em seus postos até que um de seus homens faz o sinal de que o caminhão está perto.
Lady Ruby(Clara): Fiquei atentas, quando os pneus deles estourarem esperem que eles saíam dos carros para a primeira equipe atacar. - diz pelo ponto de comunicação
Escorpiã(Laura): Ok, eles estão perto
Venenosa(Angela): Tomem cuidado, olhos abertos!
Cada indentidade do submundo tem um significado pessoal, Clara e chamada de Lady Ruby por ser a chefe da máfia, as antecessoras líderes da máfia também tinha um codinome assim e cada uma delas tinha uma arma de ouro com a inicial da família cravejada com as pedras preciosas que davam origem a seu nome, assim como Clara tem, já Laura é conhecida como escorpiã por matar seus oponentes os colocando em uma caixa de vidro totalmente fechada e cheia de escorpiões venenosos, e a Angela é chamada de venenosa por matar suas vítimas com venenos, sejam eles de qualquer tipo.
As equipes já estavam a posto apenas esperando a passagem no caminhão junto com os carros, quando finalmente eles apareceram assim que ficaram de frente para onde a equipe da Escorpiã estava os pneus deles foram todos estourados, eles pararam no acostamento e quando os inimigos saíram do carro a equipe dela atacou, conseguiram matar quase todos em questão de minutos afinal os inimigos nem viram da onde a equipe havia saído, os inimigos de dentro do caminhão saíram para dar reforço aos outros e aí as outras 2 equipes se juntaram e começou uma grande troca de tiros, o motorista do caminhão já ia sair mesmo com os pneus estourados porém Lady Ruby foi mais rápida e entrou dentro da cabine, o homem entrou em luta corporal com ela porém não tinha nem chances e com apenas um chute ela apagou o homem. As meninas se juntaram enquanto atiravam no restante dos homens e mataram todos, por fim elas tiveram algumas perdas mas saíram vitoriosas e os que elas perderam morreram como guerreiros, lutando pelo certo.
Lady Ruby: Estão bem?
Escorpiã: Estamos sim, vamos ver as mulheres
Elas pediram que seus homens se afastassem e fossem buscar o ônibus em seguida abriram o baú do caminhão e se depararam com uma cena muito triste, as mulheres e crianças estavam muito assustadas e machucadas, e mesmo assim as mulheres mais maduras ficaram na frente das crianças as protegendo.
Lady Ruby: Está tudo bem, estamos aqui para ajudar vocês
Mulher1: Nós ajudar?
Lady Ruby: Sim, viemos resgatar vocês
Escorpiã: Não precisam ter medo, aqueles homens não irão fazer mais nada com vocês
Mulher2: Como vamos saber se vocês não estão do lado deles?
Venenosa: Podem confiar em nós, a gente não compactua com o que eles fazem.
Mulher3: Tudo bem, só.. nós tirem daqui por favor - diz chorando
Lady Ruby: Claro, venham com a gente
Elas subiram no caminhão para ajudar as mulheres a desceram, no começo foi difícil elas ainda estavam com medo de ser alguma armadilha mas aos poucos quando viram as primeiras descendo e que não acontecia nada as outras foram criando coragem e desceram também, os homens de Clara já haviam deixado o ônibus a posto junto com o médico e as enfermeiras, conforme as mulheres iam entrando o médico foi olhando cada uma delas para ver se não tinha nada muito grave, após todas estarem acomodadas no ônibus as meninas foram para seus veículos e partiram para Fortaleza onde as mulheres e crianças ficaram abrigadas, e onde também elas irão procurar a família das que tem.
...Fortaleza Emillia, criada por Anna após morte de sua avó....
Laura: Esse lugar está a cada dia mais lindo
Clara: Está sim, estão cuidando muito bem daqui
Angela: Bom, vamos lá
Ao chegar na fortaleza elas foram até o ônibus e aos poucos as mulheres e crianças foram descendo ainda com muito medo e olhando tudo em volta apavoradas, Clara acalmou elas e depois entrou com todas na fortaleza, elas foram direto para sala médica e lá foram cuidadas. Enquanto isso Clara pediu para que as soldadas cuidassem de tudo para que elas tomassem banho, vestissem roupas limpas e após isso fossem se alimentar.
Clara e as meninas foram para sala de controles e lá começaram a investigar a vida de todas as mulheres e crianças, grande parte delas não tinham mais família ou foram vendidas pela própria família, as que os familiares estavam a procura elas deram um jeito e entraram em contato para marcar o reencontro. Após isso elas fizeram a lista das que não tinham para onde ir e entregaram para um de seus homens para eles providenciar as hospedagens delas na fortaleza.
Angela: Vocês viram como aquelas crianças estavam assustadas?
Clara: Sim, como que um ser humano pode ser tão sujo a ponto de fazer isso? será que eles não pensam nas mulheres deles e nós seus filhos?
Laura: Tem coisas que não mudam, esse mundo é de muitos homens machistas e insensíveis, essas mulheres concerteza passaram por muitas coisas terríveis nas mãos deles.
Angela: Isso se eles também não tiverem se metido com as crianças
Clara: Realmente, as meninas estavam apavoradas e muito machucadas
Lorenzo: Clara o médico quer falar com você - diz entrando na sala
Clara: Algo de errado?
Lorenzo: Acho que é sobre uma das meninas de hoje
Clara: Ok, vamos lá
Elas saíram da sala e já sentiam o que deveria se tratar, ao chegar na sala médica o doutor estava fazendo um ultrassom na menina, ela estava apavorada e sem entender nada Clara imediatamente foi até ela e segurou sua mão dando um sorriso fraco. Ao terminar o exame o doutor liberou a menina que foi levada para tomar banho e se alimentar.
Clara: Gravidez?
Doutor: Sim, mas tem algo de estranho
Laura: O que pode ser de estranho nisso doutor? aqueles desgraçados fizeram isso com ela
Doutor: Aí é que tá, pelo que ela me disse ela foi sequestrada por esses homens a algumas semanas o tempo de gravidez dela não bate.
Clara: O senhor está supondo que isso aconteceu antes de ela chegar nas mãos deles?
Doutor: Sim, investiguem sobre a vida dela se for o caso ela não deve retornar a família
Laura: Faremos isso agora
As meninas saíram e foram para sala investigar mais sobre a menina, ela está sendo procurada e a família se diz muito preocupados e angustiados porém aprofundando mais as investigações elas descobriram que o meio irmão dessa menina já esteve preso 3 vezes, 2 por agressões a ex esposa e 1 por tentativa de estrupo, automaticamente elas preencheram as lacunas e foram conversar com a menina.
Clara: Oi Layla, como você está? - diz se sentando na cama da menina
Layla: Agora estou bem, graças a vocês muito obrigada
Clara: Layla só fizemos o que é certo, vocês não mereciam passar por tudo aquilo
Layla: E eu agradeço, mas..agora o que acontece comigo?
Clara: É sobre isso que viemos falar com você - diz olhando para Laura e Angela
Laura: Layla as mulheres e crianças que não tem familiares ficam aqui na fortaleza, agora as que tem família e que sabemos que estão procurando por elas nós entramos em contato e entregamos elas aos familiares.
Layla: E qual é o meu caso?
Clara: Bom.. investigamos sua vida Layla e descobrimos que seus pais estão a sua procura
Layla: E não tem como eu ficar aqui? por favor eu faço o que vocês quiserem, sei lavar, passar, cozinhar e limpar casa, posso trabalhar de faxineira aqui, não precisam nem me pagar nada - diz tentando se manter tranquila mas percebemos que ela estava muito aflita
Angela: Calma Layla, antes precisamos saber de uma coisa
Layla: O que?
Clara: Você sofreu alguma agressão na sua casa Layla?
Layla: Não..não é isso, é só que...
Laura: Não precisa mentir para nós Layla, já sabemos - diz se sentando perto de Layla que fica as olhando com os olhos arregalados tentando não chorar, mas foi impossível
Layla: Eu juro que eu dizia não, eu juro, mas.. mas ele era mais forte, eu me debatia, chorava implorando para ele parar mas isso só piorava, eu juro que eu não queria.. eu não queria - diz chorando muito e as meninas comovidas com Layla a abraçaram forte deixando ela chorar tudo o que queria e precisava, após se acalmar as meninas deram um copo de água para ela e aí ela começou a falar
Layla: Meu meio irmão era casado e quase nunca ia na minha casa, até que ele foi preso 3 vezes denunciado pela esposa por ter agredido e tentando ter relações a força. Após isso eles se divorciaram e ele foi morar na minha casa, foi aí que tudo começou, percebi que ele me olhava de um modo estranho e isso começou a me incomodar muito, quando meus pais saiam para trabalhar antes de ir a escola sempre tinha que arrumar casa, e enquanto isso ele ficava lá em casa cômodo me olhando. Comecei a terminar os serviços mais cedo para ir a escola mais cedo, e sempre inventava de fazer algum trabalho em casa de amigas para voltar tarde para casa, mas isso não foi suficiente, uma noite enquanto eu dormia acordei sentindo ele em cima de mim, quando abri os olhos que vi ele eu queria gritar mas ele tampou minha boca, e começou a passar as mãos, ele me ameaçou dizendo que se eu gritasse ele iria dizer que eu o seduzia enquanto meus pais estavam fora, e que se eu contasse a alguém ele acabaria comigo, foi aí que meu maior pesadelo começou. Quando meus pais saiam para trabalhar eu tinha que ficar sozinha com ele fazendo os afazeres e ele ficava me olhando com olhar maldoso, antes de ir a escola ele me obrigava a ter relações com ele, no começo era só 1 vez ao dia, depois começou a ser antes do meu banho e na hora do banho, conforme ia passando mais dias ele foi ficando cada vez mais ousado e agressivo, começou a entrar no meu quarto a noite e fazia tudo o queria comigo. Foram 2 meses assim até que minhas amigas começaram a perceber marcas roxas pelo meu corpo e aí contei tudo a elas, com ajuda delas comecei a fugir dele ao máximo, passei a dormir algumas noite na casa de amigas, e quando não podia dormir eu trancava a porta do meu quarto, pedi que meus pais trocassem meu horário na escola e comecei a estudar durante a manhã, quando chegava em casa meus pais já estavam e aí ele não podia fazer nada, porém uma noite enquanto ia para casa de uma amiga ele me seguiu e me pegou a força em um beco, ele me machucou muito, me bateu me deixando desacordada, quando acordei já estava dentro de um galpão cheio de outras meninas da minha idade. - diz muito chorosa e quando termina as meninas abraçam ela que chora um pouco e logo para
Clara: Layla, você tem que saber que nada disso é culpa sua
Layla: Minhas amigas me disseram isso, mas.. não sei talvez se eu não usasse roupas apertadas ou shorts eu poderia evitar tudo isso
Clara: Nunca mais pense isso Layla, é exatamente isso que esses homens querem que a gente pense, e ousa bem uma roupa não define o caráter de alguém e muito menos significa que um homem pode fazer o que quiser com uma mulher, aliás você ainda não é uma mulher completa Layla, você tem apenas 14 anos, tem uma vida pela frente.
Layla: Uma vida? eu não sei se sou capaz de ser como antes
Angela: Não será, você irá ficar aqui Layla e nós iremos te ajudar a ser melhor e mais forte que antes.
Layla: Então eu posso ficar? não preciso voltar para lá?
Clara: Vai poder ficar sim Layla
Layla: Muito obrigada - diz abraçando as meninas se sentindo aliviada
Clara:Bom.. Layla você sabe que está grávida não é?
Layla: Sim eu sei, descobri antes de ser sequestrada e estava correndo atrás de abortar
Angela: Então você quer abortar?
Layla: Agora não mais
Laura: Não entendi
Layla: Enquanto fiquei presa naquele galpão com as meninas vivenciei alguns partos delas, algumas tinham 15 a 17 anos e mesmo os filhos tendo sido fruto de um estrupo por homens nojentos e impiedosos elas amaram seus bebês, se tornaram mães e lutaram por eles. Nesse tempo percebi que esse bebê pode até ter sido feito em um ato horroroso e cruel, mas ainda sim é uma vida, é uma parte minha também, se caso quando ele nascer eu não aguentar ver ele ou ela então eu posso colocar ele na doação para uma família que não consiga ter filhos e que eu saiba que irá ama-lo muito.
Angela: Você é uma menina muito inteligente e madura para sua idade Layla, parabéns pela sua decisão.
Clara: Iremos estar aqui com você nesse momento
Laura: Sim, agora tente descansar um pouco
Layla: Obrigada - diz sorrindo fraco e se deita
As meninas saíram de lá e foram para sala delas, como tinham que resolver os assuntos das outras mulheres elas demoraram um pouco para ir embora, porém enquanto elas trabalhavam não disseram uma palavra, o que Layla disse a elas estava girando em suas mentes, apesar de já estar acostumadas com muitas atrocidades sempre tem algo que deixa elas impactadas.
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Atualizado até capítulo 119
Comments
Fatima Vieira
esse monstro não é irmão
2024-12-27
0
Marli Batista
Meu Deus que triste coitada da menina aff 😡😡😡😡😡😡
2024-10-04
0
Francisca Maria Silva
Esse monstro deve ser castrado e todo dia levar uma surra
2024-08-14
2