Marlon
Darios estava demorando muito para voltar, eu começo a me preocupar. Eu olho para a Martina e ela estava pálida, eu coloquei dois dedos no pulso dela e os batimentos estavam fraco, ela está queimando de febre. Quando eu ia ligar para o Darios ele aparece, com as coisas que pedi.
- Porque demorou tanto?
- Tinha vários homens armados vasculhando a sua casa, eu me escondi e esperei eles irem embora para entrar. Aproveitei e pedi para os seus empregados tirar umas férias, vou deixar a Edite na minha casa.
- Obrigado irmão, fique atento no celular posso precisar de você.
- Certo, para não corrermos risco vou comprar outro celular para se comunicar com vocês.
- Olha pega esse número de telefone e entre em contato com essa pessoa.
- Ok, eu vou está falando com quem?
- O nome dele é Murillo, ele é irmão da Martina e é delegado e também do FBI, diga para ele que a Martina corre perigo e diga a ele sua localização.
- Certo, é pra dizer que vocês vão estar na serra?
- Não, diga apenas que ela está aqui no Brasil mais que está segura, diga a ele para investigar esses vermes, quando ela estiver melhor ai sim você passa a localização atual dela.
Darios aperta a minha mão e a gente se separa. Eu arranco com o carro para o meu chalé lá é o lugar mais seguro por hora. Já estava anoitecendo, e Martina ainda estava desacordada e queimando de febre, eu paro em um posto de gasolina abasteço o carro compro algumas coisas e sigo viagem novamente, faltava pouco para chegarmos. O tempo estava esfriando e na serra faz muito frio, após andar mais um pouco eu paro em uma farmácia e compro vários remedios e outras coisas a mais para tratar da Martina. Após uma longa viagem a gente finalmente chegou, fazia tempo que não vinha aqui. Eu entro primeiro e acendo as luzes, eu volto para fora e pego Martina no colo ela ainda estava com a roupa do hospital. Eu coloco ela na cama e saio para fora para pegar o resto das coisas, eu entro e fecho a porta, o frio já estava bem intenso na serra. Eu encho a banheira com água quente e tiro a roupa dela e coloco ela na banheira, eu dou um banho nela, eu olho na mala e vejo um conjunto de moleton, eu troco ela rapidamente. Pois olhar para o corpo nu dela estava me deixando excitado, após deixar ela aquecida, eu limpo as duas incisão dela. Os pontos de seu abdômen abriram, e o do pescoço está infeccionado, eu dou o antibiótico para ela e um comprimido para febre. Droga ela precisa de um médico para suturar os pontos que abriu, eu entro no banheiro e tomo um banho rápido, assim que saio eu visto meu moleton e vou para a cozinha preparar algo para ela comer. A dispensa estáva vazia, o que me restou foi fazer uma sopa, eu coloquei outro antibiótico na sopa assim é melhor para ela. Eu subo para o quarto com a tigela de sopa, ela estava sentada na cama.
- Porque levantou? Você não pode se esforçar, seus pontos abriram e a incisão no seu pescoço está infeccionada.
- Você vai ter que cuidar disso, não podemos ir para o hospital. Onde estamos?
- Estamos no meu chalé na serra, aqui é seguro por hora. Eu comprei alguns remédios e ataduras para cuidar de você, mais não é suficiente. Precisa refazer os pontos.
Martina
Eu estou vendo o desespero do Marlon para me ajudar, não queria que ele tivesse que passar por isso, eu preciso fazer com que ele pare de me ajudar. Não quero que ele morra por minha causa, eu me levanto da cama com dificuldade, eu saio procurando um grampiador, preciso refazer meus pontos para estacar o sangramento, Marlon me olha confuso.
- Você precisa se deitar e descansar, o que está procurando?
- Um grampeador, você tem?
- Tenho, está lá em baixo, vou pegar para você.
Ele desce e rapidamente volta com o grampeador.
- Obrigado, você tem álcool?
- Não, mais tem uma garra de whisky na cozinha. O que você vai fazer?
- Vai pegar por favor.
- Martina o que vai fazer?
- Vou grampiar minha incisão para parar o sangramento, se continuar assim vou morrer de hemorragia.
- Você é louca? Eu não vou deixar você fazer isso. Vou te levar para o hospital.
- Marlon acorda! Estamos no meio do mato, a civilização aqui fica a quilómetros de distância daqui levaria mais de meia hora para chegar no primeiro estabelecimento.
Ele hesita em descer para pegar a garrafa de whisky. Mas no fim ele acaba cedendo e desce para pegar a garrafa, não demora muito ele retorna com a garrafa na mão eu pego a garrafa com rispidez, eu jogo a bebida no grampeador e na sequência nas minhas mãos. Eu pego o lençol da cama faço um bolinho e coloco na minha boca, minhas mãos estavam tremendo. Eu sabia que isso ia doer para cacete. Mas se eu não fizer isso eu vou morrer e eu não posso morrer sem antes achar a minha irmã, fiz uma promessa para os meus pais, eu tenho que fazer o possível para me manter viva. eu respiro fundo conto até 3 e começo a grampear o meu abdômen. Marlon estava ao meu lado. após grampear o meu abdômen eu solto o grampeador com tudo e acabo desmaiando. Quando eu acordo vejo um curativo com gases e esparadrapo no meu abdômen, eu passo a mão no meu pescoço e noto que tem um curativo também, Marlon estava dormindo sentado no chão ao lado da cama, eu cutuco ele para ele acordar.
- O que houve? Está sentido dor novamente? Ou está sangrando?
- Se acalma, estou melhor não vou morrer agora. Sai do chão está frio.
- Eu estou bem não se preocupe comigo, deita e descansa mais um pouco.
- Só tem esse quarto aqui nesse chalé, você não pode passar todas as noites ai no chão. Dorme aqui na cama comigo, vou montar uma barreira com coberta, assim evita de um encostar no outro.
Ele mais uma vez hesita, mas acaba aceitando, não posso me apaixonar por ele, preciso encontrar a minha irmã. Me apaixonar pode atrapalhar os meus objetivos.
- Marlon está acordado?
- Sim!
- Olha quero que você vai embora amanhã.
Ele se levanta com tudo, e me encara.
- Não.
- Marlon, você não tem que fazer isso, você leva uma vida tranquila, não quero te arrastar para essa merda toda. Se você morrer eu....
- Martina, não se sinta culpada por nada, foi escolha minha te ajudar, eu entrei nessa merda sozinho por livre e espontânea vontade, e eu não vou embora e te largar aqui sozinha no meio do nada e ferida. Vou cuidar de você e te ajudar a encontrar sua irmã.
- Me promete que vai tomar cuidado?
- Eu te prometo.
Ele encosta a testa dele na minha, e nossos olhares se encontram, eu fico hipnotizada com o olhar dele, eu desvio o olhar e afasto ele de mim, eu dou boa noite para ele e me viro para dormir, meu coração estava palpitando parecia que eu ia ter um infarto. Que diabos está acontecendo comigo?
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Atualizado até capítulo 132
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