Embora esteja tudo tranquilo, e agora os dias comecem a melhorar, quando chega aquela data, aquela terrível data, é como se eu estivesse vivenciando tudo que passei novamente.
É a primeira vez que vou ficar esse dia sozinha.
Não é facil relembrar toda aquela dor. Abro uma caixa que estava no fundo da minha mala, la está as nossas fotos, cartas e alguns presentes, dentre eles um colar de borboleta que ele me entregou no nosso primeiro ano, juntos. Ele me levou em um restaurante, dançamos e quando veio a sobremesa, la estava aquele lindo colar. abro uma carta e leio:
* Alice, desde o dia que cheguei na escola e te vi, eu já te amei. Só conseguia pensar: Ela é linda. quando você passou por mim eu sabia que tinha que fazer o primeiro contato. Fingi que nao sabia aonde era o laboratório só para você me levar até la. Você foi gentil, como uma brisa leve. jogou seus cabelos e eu pude sentir um perfume doce e agradável. Ainda bem que te convidei para sair, ainda bem que nossa amizade virou amor, e ainda bem que você me disse sim. É com você que eu quero estar.
Te amo, do seu amor... do seu John. *
Começo a chorar. Me lembrando de como fomos felizes juntos, e de como poderiamos ter sido. - o telefone toca-
Yasmin: Oi Alice, pensei em te ligar para ver como você esta. Sei que esses dias são pesados para você.
Alice: Estou tentando recomeçar, estou tentando de verdade. Mas essa data rasga meu coração. Como no dia em que aconteceu.
Yasmin: Se você quiser eu posso pegar uma folga e ir te ver...
Alice: Seria maravilhoso. Mas vamos deixar para outra ocasião, está tudo bem, eu vou ficar bem, eu preciso.
Yasmin: Mas qualquer coisa ligue-me. Estou a disposição.
Alice: Obrigada minha amiga!
Passo o olho pelas fotos, guardo tudo e me arrumo para ir passear na praia. Caminhar e olhar o mar acalma a minha mente.
O mar está um pouco mais agitado hoje, não há quase ninguém na praia. vou caminhando, até encontrar um lugar bom e me sento. decido ir dar um mergulho para silenciar os pensamentos.
Entro no mar, e já sinto algo errado. As ondas estão muito fortes, e começam a me arrastar para o fundo. Eu nem sei nadar bem. Começo a me desesperar. Gritar Socorro, mas não tem ninguém perto.
Pronto, pensei é agora. E as ondas continuavam a me afundar. Já estava exausta, as minhas forças estavam se esvaindo. Continuo a tentar me manter na superfície e pedir socorro.
Vejo alguém de longe caminhando. Tento Acenar, chamar a atenção. Mas parece não me ver. As ondas me puxam, esta difícil. Desmaio.
Recobro a consciência, cuspindo muita água salgada e com muita dor nos braços de tanto de debater na água. Abro o olho e vejo um estranho, nem tão estranho assim.
David: Precisamos parar de nos encontrar nessas circunstâncias. - Ele sorri, e que sorriso lindo- O mar nessa parte da praia é muito agitado e perigoso. E esse horário a maré está subindo. o que fazia na água?
Alice: - Tosse- Parecia um bom momento para mergulhar - Continua tossindo- Obrigada por me ajudar novamente. Por um segundo achei que estaria tudo perdido.
David: Vem, você consegue levantar?
Alice: Acho que sim.
David: Vamos até meu apartamento, você pode usar a maquina para secar suas roupas. Você esta gelada, tremendo de frio.
Alice: Não, não posso aceitar. Eu vou para casa.
David: Nada disso. Você mora no centro. Ate chegar la vai estar com hipotermia. Além do que você não tem condições de dirigir nesse estado. Eu moro bem ali - Apontando para um prédio enorme- Ele então me ajuda a levantar, atravessar a avenida. Entramos num prédio luxuoso. Vamos ate a cobertura. - A lavanderia fica no fundo daquele corredor. A esquerda tem um banheiro. Você pode usar um roupão até a sua roupa ficar pronta.
Eu fico perplexa com o tamanho daquele apartamento. É tudo tão luxuoso, tenho ate medo de quebrar algo. O banheiro é enorme, coloco o roupão e levo minhas coisas para secar. Retorno para a sala de estar.
Alice: Muito obrigada, por salvar minha vida e por mais essa gentileza.
David: Não foi nada. Aceita tomar ou comer algo?
Alice: Gostaria de um copo de água. Ainda estou enjoada de tanta água salgada que tomei.
David: Você esta bem? Tem certeza que não quer ir a um médico?
Alice: Estou sim, - tomo a água- foi apenas um susto. -A Maquina apita, minha roupa ficou boa. Vou ate o banheiro e me troco. - Muito obrigada David, eu quero te agradecer novamente.
David: Não tem o que agradecer. Mas adoraria ter companhia para o jantar.
Alice: É... David, eu fico muito agradecida pelo convite. Mas hoje é um dia difícil para mim... Eu vou ir para casa. Muito obrigada -Falo indo em direção a porta.- Boa noite, tchau!
David: Desculpa, não queria ser inconveniente.
Alice: Não é nada com você, eu só preciso descansar... Tchau - fecho a porta-
Desço o elevador e entro no carro. De certa forma, aquele estranho nem tão estranho assim, me fez sentir bem, agora aqui no carro parece que a tristeza invadiu meu coração novamente.
Volto para casa, retorno as ligações do meu pai, que a essa altura ja devia estar muito preocupado, tomo um bom banho e deito.
Mas não consigo dormir. Meu pensamento me leva até o David, que enorme coincidência ele estar ali. Se arriscou para me salvar, o mar estava de fato muito agitado. Me pego pensando naquele sorriso. Acho que fui grossa ao não aceitar aquele convite. Droga Alice! pare de pensar nisso.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 138
Comments
Duda ravaneli
Estou amando,o seu livro.
2024-10-28
0
Lisiani Liota da Rosa
Ele é um anjo/Drool//Drool//Drool//Drool/
2024-03-13
7
Rosemar Coelho
Gente se o mar está agitado vai entrar pra quer se nem sabe nadar direito aff 🤦♀️
2023-11-01
6