Marina até que recebeu "bem" as informações que foram passadas a ela.. não sei se fico feliz ou preocupado.
No dia do acidente foi como se nosso mundo tivesse acabado, eu estava na fazenda onde moro na Serra Gaúcha quando minha mãe me ligou desesperada me informando sobre o ocorrido sai no primeiro vôo rumo ao Rio de Janeiro levando minha filha e a babá. Sim tenho uma filha de 3 anos Júlia, minha esposa morreu meses depois do nascimento da Júlia. Desde então minha mãe me deu suporte nos primeiros meses da vida dela e depois contratei uma babá somos só nos dois desde então e agora seremos três. Não sei onde Marcos estava com a cabeça de deixar sua filha sob minha responsabilidade, na verdade sei... Não nós víamos muito por conta da distância e nosso trabalho, porém estávamos sempre em contato. Não vi minha sobrinha crescer desde que minha mulher faleceu eu me fechei, saio somente quando necessário e os cuidados com a Júlia exige muito de mim. Quando ela era mais nova até tínhamos mais contato mais depois que veio a adolescência pouco nos víamos.
Agora terei que levar uma jovem de dezessete anos que eu mal conheço para viver comigo e ainda pior não sei como lidar com ela diante da situação.
Desde o acidente que levou o meu irmão, o advogado nós explicou tudo mandei preparar um quarto para ela e pedi que levassem seus itens pessoais para que quando chegasse ela se sentisse o mais próximo de casa.
Minha mãe tentou fazer com que ela ficasse com eles mais não permiti se essa era a vontade do meu irmão assim eu faria independente de qualquer coisa.
Quando cheguei a casa deles com três anos Marcos foi essencial na minha adaptação, me dava atenção, brincava comigo me faz sentir em casa nossa ligação era forte e inabalável hoje sinto por não ter ficado mais perto esses anos, ter feito mais parte da sua vida depois de adultos.
No dia que Ana foi embora deixando Marcos com uma bebê de dois anos ele me fez prometer que se algum dia Marina ficasse sozinha eu seria seu porto seguro. Nós dois sabemos como é ser "deixado" por nossos pais biológicos então ela acreditava que eu seria a melhor pessoa a ajuda- lá passar por tudo isso. Apesar de achar um absurdo eu concordei e que ironia do destino aqui estamos nós vivendo exatamente essa situação.
Pego a carta que ele me deixou datada em oito anos atrás leio novamente e me pergunto será que ele sentia que sua vida chegaria ao fim em breve ? Eu sou pai e nem por um instante penso que posso ir antes dela.
Sua última frase fica martelando na minha cabeça : Confio a você meu único e maior tesouro faça ela feliz!
Que falta você e seus conselhos me fazem com toda certeza iria me ajudar muito diante dessa situação.
Atendo meu celular que está vibrando loucamente.
Diego- Alô ?!
Marta- Oi meu filho como estão as coisas por aí ?
Diego- Estão bem, dentro do possível
Marina acordou e já sabe de tudo!
Marta- Meu Deus enfim minha menina abriu os olhos, como ela está ?
Diego- Por incrível que pareça recebeu "bem" a notícia, ouviu tudo que o advogado explicou depois o médico deu um calmante e ela está dormindo nesse momento.
Marta- Coitada, essa menina vai precisar muito do nosso apoio ela e Marcos eram inseparáveis.
Diego- Vamos fazer o nosso melhor mãe.
Marta - quando ela acordar me avise, quero ir vê-la.
Diego- Tudo bem, como está a Júlia ?
Marta - aquela princesinha é o que nos trouxe alegria esses meses, está bem! Nesse momento brincando com a babá na piscina.
Diego- Tudo bem, até mais mamãe.
Marta- Até mais meu filho.
Desligo o telefone e sento na poltrona com meu notebook resolvendo pendências da minha fazenda, esses três meses aqui me deixou distante dos meus negócios , por sorte tenho pessoas de confiança trabalhando comigo e ajudam, porém a parte financeira e burocrática eu mesmo que cuido.
Meus pacientes acabam sendo a grande maioria meus animais, antigamente cuidava da região mais conforme minha fazenda foi crescendo a demanda foi aumentando ficando impossível prestar assistência a outros.
Depois de quatro horas escuto Marina pedido água, me levanto e levo um copo com um canudo, ajudo ela a se inclinar um pouco e coloco em sua boca, ela bebe um pouco e agradece.
Marina - Obrigado, já resolveu
Diego- tem certeza que não quer mais ?
Marina- Sim, estava seca.
Diego- Como se sente ?
Marina - Péssima, perdi meu pai e agora minha vida vai mudar totalmente.
Diego- Entendo, mais você vai conhecer pessoas novas, um novo estilo de vida, vai ser bom para você se afastar um pouco.
Marina - assim espero!
Diego- Vai passar rápido vai ver, daqui dois meses completará dezoito anos, se correr atrás do prejuízo consegue se formar no colégio e entrar na faculdade que quiser
Marina- farei o possível.
Diego- acredite Marina, está tão difícil para mim como para você .
Marina - se está tão difícil assim poderia me deixar aqui com a vó Marta.
Diego- Poderia, mais estaria descumprindo a última vontade que seu pai me deu. E isso eu não irei fazer. Sinto muito!
Uma batida leve na porta e ela se abre revelando minha mãe .
Ela vem em direção a Marina a abraça e as duas choram, confesso que o momento me deixou um pouco vulnerável.
Diego- Vou deixá-las sozinhas volto mais tarde
Saio dali sem esperar uma resposta e vou ver minha filha, tomar um banho e descansar.. tem sido exaustivo esses dias de hospital.
Diego Fontana , 31 anos.
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Atualizado até capítulo 53
Comments
Odailma
Não sei como uma autora, que jamais vou esquecer o nome, faz uma merca dessa com seus leitores…. Primeiro começa a história e qdo chega no momento que a história começa a ficar interessante começa esta palhaçada de desbloquear capítulos …. Como se não bastasse, ainda inventa outro tipo de desbloqueio que nos faz ficar mais perdidas que cego em tiroteio. Nunca mais leio livro desta autora. Vai fazer hora com a cara da tia!!!!!
2025-01-10
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Elaine Schmidt
Então tia um vínculo sim,só se distanciou depois da adolescência más teve um vínculo de tiu e sobrinha da praticamente na mesma coisa
2025-01-05
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Suzana Araujo da silva pereira
que homem maravilhoso e lindo e a garota também que olhos
2025-01-04
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