Laila,uma menina esperta que conseguia encantar cada um em sua vida. Aos 4 nos já sabia ler e escrever tudo que pensava, uma grande escritora aos 4 anos de idade. Laila adorava contar sobre coisas mágicas, chapéus mágicos, animais mágicos, lugares mágicos, e tudo aquilo que sua imaginação fértil transmitia para o papel.
Agora aos 11 anos, Laila, uma moça gentil que gostava de sair pela janela para observar uma árvore que ao certo brilhava sobe a luz do luar. Laila não sabia se era sua imaginação ou se era real, mas sabia que era LINDO se deitar no gramado e ficar olhando para aquela maravilha.
Em uma manhã, de um sábado ensolarado, que trazia um vento tão gostoso pela janela, os raios de sol entrando pela janela contra o chão de madeira de sua casa, fazia ser um conforto, algo gostoso para se sentar e observar. Laila desce as escadas após acordar de mais um sonho brilhoso com seu mundinho imaginário. Seus cabelos bagunçados transmitia um ar leve de estar perto. Seu pijama amarrotado após aquela noite de fuga para a árvore e uma dormida profunda em sua cama cercada de ursinhos.
Laila entra na cozinha, que já traz um cheiro agradável de pão francês fresco, bolo de fubá que sua mãe fazia todas as manhãs de sábado e um suco de laranja do pé. No relógio marcava às 08:10 da manhã, o horário perfeito para aquele café gostoso.
Laila: bom dia, mãe!
Laila diz animada enquanto abraça sua mãe, o cheiro de sono se misturando rapidamente com cheiro de café da manhã.
Luciana: bom dia, meu docinho!
Diz sua mãe, Luciana, enquanto cambaleia de leve soltando uma risada suave contra o cabelo de Laila.
Luciana: vai sentar que vou pegar o queijo! Hoje temos que ir ver o plantio de beterraba e cenoura. Amanhã entra na época dos coelhos caçarem, e você sabe que eles não levam na brincadeira.
Laila solta uma risada reconfortante ao ouvir sua mãe dizer sobre a coleta dos legumes, se senta na mesa e corta uma fatia de bolo para comer.
Laila: mãe, podemos ir até a Árvore do monte? Ela está criando frutos maduros e lindos!
Laila diz animada sem perceber que sua mãe já havia proibido ela de subir no monte, então como ela saberia sobre isso?
Luciana: Laila, como você sabe que está crescendo os frutos?!
Laila: Mãe! Eu só imagino!
Laila responde nervosa após perceber que havia dito ao pé da letra
Luciana: você subiu o monte novamente mesmo eu te proibindo?!
Laila: não! Eu nunca desrespeitaria a senhora!
Luciana: nem adianta mentir, acha que eu sou besta, mocinha?!
Luciana diz com o tom de voz aumentando e coloca o queijo na mesa nervosa.
Luciana: você não sabe o perigo que é subir ao monte. Eu já falei um milhão de vezes que lá é perigoso! Que sua tia sumiu lá!
Logo Laila perceber que estava errada e apenas fica em silêncio, comendo seu bolo de fubá e logo murmuro baixinho
Laila: me desculpa, mamãe.
Luciana: a sua vó sempre dizia que aquela árvore só trás desgraça para o nosso povo! Como eu te contando tudo, você ainda assim sai escondido para ir até lá? Você sempre faz isso! Você é esperta, garota. Só falta usar um pouco do cérebro para entender.
Laila: eu sei, eu sei! Mas ela é... Encantadora! É como ondas de rádios que me faz querer estar sempre lá. É hipnotizante, mamãe!
Luciana: nunca mais saia para ir lá, está me escutando?! Aquela árvore é algo ruim! Ela só trás maldição para todos!
Você lembra da Mika? Ela sumiu lá também! Eu não quero te perder para aquela árvore amaldiçoada.
Laila: mãe, isso é só conto. Todos sabem que a Mika provavelmente só foi morar com o pai dela.. e olha, a mãe dela não procurou mais por ela. Você não acha estranho? Eu acho que ela deve ter estragado a Mika e ficou envergonhada em dizer ao nosso povo.
Luciana: nunca mais diga isso, mocinha! Está ficando maluca?! Você vive na sua cabeça e acha que tudo é assim. A Mãe da Mika apenas enlouqueceu de tanto procurar e buscar! Igual a sua avó.
Luciana pega a caixa de memórias da família e mostra a última foto de sua irmã, Anne.
Luciana: ela vivia indo lá, até que em uma noite ela sumiu. Ela tinha ido para lá e nunca mais voltou. A mamãe ficou maluca! Foi uma maldição para todos nós, Laila. Não se engane com as coisas bonitas... Elas são as piores.
Luciana sussurra a última parte como se fosse um pecado, sentindo arrepio em sua espinha que a fez olhar rapidamente pela janela, tensa.
Laila: tudo bem, mamãe! Não irei ir mais lá. Pode confiar em mim dessa vez?
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Naquele dia fizeram a colheita dos legumes no plantio, fizeram as cercas para afastar os coelhos e até plantantam. O dia foi passando lentamente, depois outro.. depois outro.. depois mais outro.
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Em uma noite de sexta. Laila acorda com seu corpo tenso, principalmente uma sensação estranha, um arrepio que percorre da ponta dos pés até sua espinha. Laila se levanta com a testa franzida e olho para a janela, sentindo uma sensação estranha que a faz querer flutuar até o monte, a tal árvore maravilhosa.
Laila pula a janela e corre até o monte, tentando entender o que está acontecendo com seu corpo ou quem está fazendo seu corpo tenso caminhar até aquela árvore.
Laila sobe o monte, ofegante, rápido, suas pernas fraquejam de leve enquanto ela olha em volta tentando entender o que está acontecendo. O céu escuro, lua cheia, hoje não está estrelado, muito menos iluminado. Mas aquela árvore começa a soltar sussurros baixos, que fazem parecer loucura.
Laila se aproxima e então o caule, marrom claro, da árvore começa a criar raízes do chão até o topo em tons de dourado. Um brilho começa a surgir dela. Laila olha para o brilho forte que começa a surgir nas folhas, era como olhar para o sol em um dia ensolarado e quente. A vista doía só de olhar para aquilo, sua cabeça rodopiava em milhares de perguntas enquanto dava passos lentos e hipnotizantes para trás.
A Árvore começa a abrir um buraco no caule, um buraco que levava para um mundo colorido, com flores, árvores e até animais coloridos. De certa forma, era encantador. Laila, assustada começou a beliscar a perna na intensão de ser apenas um sonho maluco, como todos os anos. Era o mesmo mundo. O mesmo buraco. O mesmo portal que a levava todas as noites em seus sonhos.
Após falhar miseravelmente na tentativa de acordar, Laila tentou correr de volta para sua casa. Antes mesmo de começar, uma voz familiar saiu do buraco, uma voz suave e encantadora. Era sua melhor amiga de infância, Mika. Sua vizinha que havia sumido a certamente quatro anos atrás. Laila olhou em choque ao ver a menina que antes era doce e fofa, agora diferente, diferente de um jeito ruim. Seu rosto caído, seus olhos que antes eram azul, agora estão vidrados em um tom de vermelho sangue. Seus cabelos radiantes castanhos agora estão tristes, cinzas.
Mika: Laila, venha se juntar a mim, me ajude a sair daqui.
Mika diz com sua voz aguda e triste, talvez um pouco estranha para aquela criança que sumiu. Era ela. Era sua amiga. Sua vizinha.
Laila: Mika? O que aconteceu com você?!
Laila diz voltando rapidamente assustada enquanto colocava a mão na frente dos olhos para tampar a luz radiante da árvore.
Mika: eu preciso de ajuda, venha me ajudar por favor, Laila!
Mika diz apavorada enquanto estica a mão para fora do buraco.
Mika: sua tia, sua tia Anne... Ela está aqui, a gente só precisa de você para sairmos. Você é a chave, Laila.
Laila sem saber se recursar, começa a sentir seu corpo mole e a flutuar suavemente contra a árvore, uma energia a puxando para o buraco. Era assustador e hipnotizante.. Laila não consegui controlar a energia que levava seu corpo até o buraco.
O corpo de Laila rapidamente foi levado até o buraco. Então,Laila sentiu dentes afiados contra sua barriga. Um grande monstros agarrou sua perna e mordeu com vontade sua barriga, o que a fez gritar agudamente por ajuda. Não era o certo a se fazer.. mas também ela deveria ter escutado sua mãe.
Laila depois daquela noite nunca mais foi vista.. sua mãe chorava todos os dias incontrolávelmente pedindo a tudo que acreditava para trazê-la de volta. Era impossível, onde Laila estava ninguém poderia trazê-la novamente para o seu mundo.
Laila deveria ter escutado sua mãe. Laila deveria ter entendido que nem tudo que parece bonito é do bem, nem tudo que encanta é encantador.
Fim.