A viagem tinha sido ideia da amiga, mas Luwani acabou gostando mais do que esperava. A praia era quase deserta, areia clara, mar azul-escuro. Foi no segundo dia que ela o viu.
Ele estava perto da barraca de drinks, cabelo molhado escorrendo pela nuca, pele dourada de sol, uns dezenove anos. Os olhares se cruzaram. Uma vez. Duas. Na terceira ele sorriu de canto, lento, como se já estivesse imaginando a boca dela. Luwani sentiu o corpo inteiro reagir. A tensão ficou latejando entre as pernas o resto do dia.
À noite o calor não a deixava dormir. O quarto parecia apertado demais. Ela vestiu só um vestido fino, sem nada por baixo, e desceu até a praia.
A areia ainda guardava o calor do dia. O mar batia preguiçoso. Não havia ninguém. Luwani tirou o vestido, deixou-o cair sobre a areia e entrou na água nua. A temperatura fez ela soltar um suspiro baixo. Nadou um pouco, depois ficou em pé, a água batendo na cintura, os seios expostos ao vento noturno. Fechou os olhos.
Quando abriu, ele estava ali.
Parado na areia, olhando diretamente para ela. E não estava sozinho. Ao lado, idêntico, a mesma altura, o mesmo corpo marcado, o mesmo rosto. Gêmeos.
O coração de Luwani disparou, mas ela não se cobriu. Andou em direção a eles, a água escorrendo lenta pela barriga, pelas coxas, pelo sexo. O vestido ficou para trás.
O primeiro — o dos olhares — deu um passo à frente. Os olhos dele desceram sem pressa: boca, seios, cintura, o triângulo escuro entre as pernas. O irmão ficou um pouco atrás, braços cruzados, apenas observando, o olhar escuro e fixo.
— Não esperava companhia — ela disse, a voz rouca.
Ele sorriu.
— Eu também não.
Não houve mais conversa. Ele segurou o rosto dela e a beijou fundo, a língua invadindo a boca dela com fome. Uma mão desceu pelas costas, apertou a bunda, puxou-a contra o corpo dele. Luwani sentiu o volume duro pressionar sua barriga. Gemeu dentro do beijo.
O irmão não se mexeu. Continuava só assistindo.
Luwani se separou, ofegante, saliva brilhando no lábio inferior. Olhou para o segundo gêmeo e estendeu a mão.
— Vem.
Ele se aproximou sem pressa. Quando as mãos dele tocararam a cintura dela, o primeiro não se afastou. Os dois a cercaram. Um beijava sua boca com força enquanto o outro baixava a cabeça e puxava um mamilo entre os lábios, chupando com pressão. Luwani arquejou, a cabeça caindo para trás. As mãos dos dois exploravam ao mesmo tempo: uma apertando o seio, outra descendo entre as coxas, dedos deslizando pela umidade quente dela.
Eles a guiaram para a areia. O primeiro deitou e a puxou para cima dele. Luwani sentou-se sobre a ereção ainda coberta pela bermuda, rebolando devagar, sentindo o tecido molhado pela água e pelo desejo. O segundo ajoelhou-se atrás dela, as mãos grandes abrindo suas coxas, os dedos encontrando o clitóris e fazendo círculos firmes enquanto o irmão a beijava.
Quando ela já estava tremendo, o primeiro tirou a bermuda. A ereção latejou pesada contra a entrada dela. Luwani desceu devagar, gemendo alto quando ele a preencheu por completo. O segundo gêmeo se levantou, posicionou-se na frente dela e guiou a boca dela até ele. Ela abriu os lábios e o recebeu fundo, chupando enquanto rebolava no colo do irmão.
Os dois gemiam baixo, quase ao mesmo tempo. Um segurava o cabelo dela, guiando o ritmo da boca. O outro apertava os quadris dela, empurrando para cima com força, cada estocada fazendo os seios balançarem.
Luwani estava perdida entre os dois corpos. Quando o segundo se afastou da boca dela, o primeiro a virou de quatro na areia. Entrou nela por trás, fundo, as mãos segurando a cintura com força. O outro se ajoelhou na frente e ela voltou a chupá-lo, saliva escorrendo pelo queixo enquanto o irmão a fodia com estocadas firmes e profundas.
Eles trocaram de lugar sem precisar falar. Agora era o segundo dentro dela, mais bruto, mais fundo, enquanto o primeiro beijava sua boca e apertava os seios. Luwani gemia sem conseguir controlar o volume. As ondas batiam perto, mas o som dos corpos se encontrando era mais alto.
Em um momento os dois a colocaram de lado. Um entrou nela por trás, o outro por frente, o peito colado nas costas dela, a boca no pescoço. Ela estava completamente preenchida, ofegante, os dedos cravados na areia. Eles se moviam em ritmo sincronizado, um empurrando enquanto o outro recuava, o prazer se acumulando rápido demais.
Luwani gozou primeiro, o corpo inteiro tremendo, um gemido longo e quebrado saindo da garganta. O primeiro a seguiu logo depois, enterrando-se fundo e gozando dentro dela com um gemido baixo contra a pele. O segundo se retirou, virou-a de frente e gozou na barriga e nos seios dela, quente, marcado.
Por um longo tempo os três ficaram ali, ofegantes, a areia grudada na pele suada. Um dos gêmeos traçava círculos lentos no seio dela. O outro tinha a mão espalmada na coxa interna, como se ainda não quisesse soltar.
O primeiro — o dos olhares iniciais — beijou o ombro dela e murmurou:
— Amanhã a gente ainda vai estar aqui.
Luwani sorriu, os olhos ainda fechados, o corpo latejando.
— Eu também.