05/05/2026
Após o grupo se separar, Hugo é o terceiro a chegar em sua casa, o caminho dele é bem turbulento, tendo que se esconder ou correr de monstros em boa parte do caminho. Ao passar do beco que leva para sua casa, ele encontra uma cena que o faz sentir um pouco de medo, o portão de sua casa está completamente derrubado, sem dizer as outras casas da rua, algumas pegando fogo e alguns monstros devorando corpos mortos ao longe. Hugo se aproxima devagar de seu lar para não atrair mais monstros, passando por cima do portão, ele consegue ver algumas marcas de garras na parede de pedra do quintal, isso preocupa Hugo sobre oque podia ter acontecido com sua mãe, isso o faz acelerar o passo até a porta de sua casa, ela esta completamente destruída, estilhaços de vidro no chão, e ao olhar para dentro ele consegue ver mais caos ainda, o sofá rasgado, marcas de garras nos três quadros pendurado na parede de Hugo e seus irmãos, a TV caida no chão com a tela pra baixo... Ele da um primeiro passo para dentro, o vidro no chão fazendo barulho a cada metro que ele anda para dentro, indo em direção ao quarto de sua mãe ele repara algo esquisito, seu teclado estava intacto e ligado no modo sintetizador por algum motivo, ele acha isso esquisito mas não tem tempo para pensar nisso no momento e continua indo para o quarto de sua mãe, a porta está aberta e ele entra olhando para dentro.
— Mãe? Tá ai? — Hugo diz, entrando, e quando olha para o lado ele vê uma cena horrenda.
— ...
Ele vê um monstro sobre o corpo de sua mãe ja morta, a devorando. Neste momento o que Hugo sente é um misterio até para ele, ele fica la travado vendo a cena por alguns segundos, antes de cerrar os punhos e avançar no monstro, dando seu soco mais forte até agora, um tipo de energia estranha exalando de seu punho nesse momento, o soco acerta em cheio o monstro que nao consegue se mexer nem 1 cm, ele bate contra a parede, já morto instantâneamente, mas Hugo não estava satisfeito ainda, ele segura a criatura pelo pescoço e o joga no chão com ódio se manifestando em uma energia, como uma aura que exala pra fora de seu corpo. Hugo fica sobre o monstro no chão e começa a dar socos incessantes no "rosto" dele, com os dois punhos, sem vacilar na força, apenas progredindo, a cada soco, mais energia emanava de seus punhos como se fosse sua alma transbordando para fora. Hugo continua batendo nele por vários minutos e só para quando seus punhos começam a sangrar e o chão afundar de tanto bater. E quando ele para, ele deixa todo o resto transbordar pra fora em um grito de pura raiva. E então ele se levanta e se senta na cama de sua mãe, se recuperando.
— Que sonho de merda... — Ele diz, segurando o rosto com a mão, ele fica la por um tempo curto.
— Preciso continuar... — Hugo diz, saindo da cama, ele se alonga um pouco, antes de começar a andar para a porta do quarto. Quando ele tava prestes a sair do quarto, ele escuta um som, vindo do cômodo perto... Ele olha de forma furtiva pra tentar ver oque fez o barulho, ele vê uma das criaturas na sala de jantar, como se estivesse procurando algo ou alguem.
— Droga... — Ele sussurra pra si mesmo, se escondendo, aquele estado de raiva mortal de Hugo havia passado, ele estava com medo encarar os monstros agora. Mas ele engole o medo e suspira, antes sair do quarto e chamar pelo monstro.
— Acho que tenho uma visita, seja bem vindo!! Sinta-se em casa. — Hugo diz como se estivesse conversando com o monstro enquanto abre a gaveta de utensílios procurando por algo pra se defender.
O monstro não espera e avança na direção dele, gritando, Hugo teve que pegar a primeira coisa que encontrou, uma espátula, que bate no monstro com força, o que o faz cair no chão, mas sem muito efeito, a espátula ja entortada.
— Inútil. — Ele diz, jogando a espátula pra trás e voltando a procurar algo.
O monstro de levanta na intenção de ataca-lo de novo, mas antes disso ele pega de novo a primeira coisa que encontra, um cortador de pizza, que vai direto no pescoço (ou seja la oque seja isso), mas não faz efeito nenhum no monstro.
— Interessante, mas ineficaz. — Ele diz, chutando o monstro pra longe.
A criatura levanta rapido e parece estar ficando brava, partindo mais uma vez para atacar Hugo, que continua procurando algo útil, mas dessa vez, no ataque do monstro, Hugo tira uma faca grande (quase como uma adaga) e perfura a cabeça da criatura, que parece se desligar no mesmo momento, o corpo caindo sobre Hugo.
— Ugh, nojento... — Ele diz, tirando corpo de cima dele e o jogando no chão.
— Boa noite princesa. — Ele diz, zombando do monstro no chão, mas ele não tem muito tempo para pensar, pois outros três monstros fora da casa sentiram a morte de seu irmão e começam a entrar pelo portão caido também, Hugo então primeiramente se assusta e volta para a gaveta de utensílios procurando por mais algo para se defender e encontra outra faca igual a que usou no outro, e segura agora duas facas, uma em cada mão, pronto para os monstros vindo em sua direção.
— Três contra um é covardia, sabiam? — Ele diz, enquanto duas das criaturas saltam nele, ele desvia pro lado, cortando um pouco da região da barriga dos monstros com as facas, e avançando na direção do outro, para mata-lo, mas de alguma forma a criatura desviou, coisa que eles não faziam, mas Hugo consegue reagir rápido e perfurar o peito da criatura com a outra faca oque faz o monstro soltar um rosnado de dor, nesse momento um dos outros monstros parte para atacar Hugo por trás, mas ele com bons reflexos da um chute para trás, como um coice, oque afasta o monstro, então, Hugo tira a faca perfurada no monstro e o finaliza cortando sua cabeça, Hugo suspira aliviado por um momento, mas não tem tempo, ele é cortado pelo outro monstro que corta a lateral de seu tronco, isso faz ele vacilar para trás, e se apoiar na primeira coisa que consegue achar, seu teclado ligado de antes, o som de sintetizador ecoando de uma forma agressiva, o que por algum motivo faz os monstros ficarem parados, paralisados por um momento.
— Uai, ces pararam por quê? — Hugo pergunta, segurando a parte onde foi cortado, com dor, após alguns segundos os monstros voltam a se mover com um rosnado, mas então Hugo toca no teclado novamente e o mesmo de antes acontece de novo, os monstros param, paralisados.
— Aaaaaaaaaaah vocês não gostam né? — Ele diz, rindo um pouco, e toca mais outra nota, oque faz os monstros se contorcerem um pouco.
— Me perdoem, eu realmente queria parar de tocar e acabar com o sofrimento de vocês, mas realmente não consigo... — Ele zomba, enquanto começa a tocar a música "The Final Countdown", oque faz os monstros sofrerem cada vez mais, Hugo cansa de tortura-los e para, e aproveitando que eles parados, corta a cabeça deles com um só corte. Ele segura os joelhos, cansado, tentando recuperar o fôlego da luta com os três monstros, ele então olha para o lado, vendo seu teclado, é como se o instrumento o chamasse para leva-lo.
— Se você não fosse tão grande eu te levava. Vo levar só as facas mesmo, foi mal. — Ele diz antes de ficar reto novamente, esquecendo que estava com um corte de três garras enormes na lateral de seu tronco, ele vacila um pouco e quase cai, mas se mantém em pé, ele segura o local machucado e começa a mancar para a saída.
— Merda... Foi profundo... Espero aguentar até o São Veríssimo... — Hugo diz pra si mesmo e acelera um pouco o passo.
Ele consegue sair de casa relativamente inteiro, mas seu caminho depois dela também não é muito tranquilo, tudo parece meio caótico para Hugo, mas mesmo assim ele segue mancando em direção ao São Veríssimo, se escondendo dos monstros, na esperança de encontrar um novo REFÚGIO.