CENÁRIO: A Clareira – Dia.
O alarme da Caixa ecoa como um trovão metálico. Os Clareanos se aglomeram ao redor das portas de aço no chão. O pânico é visível. A Caixa nunca sobe duas vezes no mesmo mês.
NEWT: (Preocupado) Gally, afaste os calouros!
As portas se abrem com um estrondo. O sol ilumina o interior do elevador metálico. Em vez de suprimentos, os garotos recuam ao verem duas figuras femininas.
A CHEGADA
Thomas pula para dentro da Caixa. Teresa está deitada, pálida, parecendo sem vida. Mas ao lado dela, uma figura se levanta com agilidade felina.
Luiza se destaca na penumbra. Ela tem 1,67m, a pele branca como porcelana contrastando com os cabelos longos e pretos como a noite que caem sobre seus ombros. Ela não parece assustada; ela parece pronta.
Ela veste uma regata cinza sob uma jaqueta preta de tecido resistente. Seu corpo definido e cintura fina ostentam um equipamento que nenhum clareano jamais viu: short cargo preto, joelheiras e coldres de perneira ajustados às coxas, terminando em botas de combate pesadas.
GALLY: (Lá do alto) Outra garota? O que está acontecendo?
Luiza ignora os gritos. Ela se ajoelha ao lado de Teresa, verificando o pulso da amiga. Seus olhos cor âmbar brilham como fogo sob a luz do sol, analisando cada centímetro daquela prisão de pedra.