Capítulo 1: A casa estava abandonada há anos, com suas janelas quebradas e portas penduradas nos gonzos. A vegetação havia começado a invadir o local, como se estivesse tentando recuperar o que era seu. A placa de "Venda" estava pendurada na frente, mas ninguém parecia querer comprá-la.
Eu, João, era um jornalista investigativo, e havia ouvido rumores sobre a casa. Diziam que era maldita, que pessoas que entravam lá nunca mais saíam. Eu não acreditava em fantasmas, mas estava determinado a descobrir a verdade.
Peguei minha câmera e entrei na casa. O silêncio era opressivo, e o ar estava cheio de poeira. Comecei a explorar os cômodos, procurando por alguma pista.
No quarto principal, encontrei um diário. Era de uma mulher chamada Maria, que havia vivido na casa anos atrás. Ela escrevia sobre uma presença maligna que a perseguia, sobre vozes que ouvia à noite.
De repente, ouvi um barulho. Parecia vir do porão. Meu coração começou a bater forte. Eu sabia que não estava sozinho na casa.
Capítulo 2: Desci as escadas do porão com cuidado, tentando não fazer barulho. A luz da minha câmera iluminava o caminho, mas não era suficiente para afastar as sombras. O ar estava frio e úmido, e eu podia sentir um cheiro de mofo.
Ao chegar ao fundo do porão, vi uma porta. Estava fechada, mas eu sabia que havia alguém ou alguma coisa do outro lado. A porta estava trancada com um cadeado velho, mas eu consegui abrir com um pouco de esforço.
Ao abrir a porta, uma luz fraca iluminou o ambiente. Vi uma sala pequena, com paredes cobertas de símbolos estranhos e desenhos de criaturas monstruosas. No centro da sala, havia uma mesa com uma cadeira. E na cadeira, havia uma figura sentada.
Era uma mulher, com o cabelo longo e escuro caído sobre o rosto. Ela estava imóvel, mas eu sabia que estava viva. De repente, ela levantou a cabeça e me olhou nos olhos.
Seu rosto estava pálido e magro, com olhos vermelhos e brilhantes. Ela abriu a boca e disse, com uma voz rouca:
"Você não deveria estar aqui."
Eu tentei falar, mas minha voz estava presa na garganta. A mulher se levantou da cadeira e começou a se aproximar de mim. Eu sabia que precisava sair dali, mas meus pés estavam paralisados.
De repente, a luz da câmera começou a piscar e se apagou. Fiquei no escuro, ouvindo a respiração da mulher cada vez mais perto
Capítulo 3:
A escuridão era total, e eu não podia ver nada. Mas eu podia sentir a presença da mulher cada vez mais perto. Sua respiração estava quente em meu rosto, e eu podia sentir seu cheiro de decomposição.
Tentei me mover, mas meus pés estavam paralisados. A mulher começou a riar, um som baixo e gutural que me fez gelar o sangue.
De repente, a luz da câmera voltou a funcionar, iluminando a sala. A mulher estava a poucos centímetros de mim, seu rosto distorcido em uma máscara de ódio.
Ela estendeu a mão e tocou meu rosto, e eu senti uma dor intensa, como se estivesse sendo queimado por dentro. Greei de dor e tentei me afastar, mas ela me segurou com força.
"Você é como os outros", ela disse, sua voz cheia de ódio. "Você quer saber o segredo, mas não está preparado para pagar o preço."
Eu tentei lutar, mas ela era forte demais. Ela me arrastou para a mesa e me fez sentar na cadeira. Eu sabia que estava preso, e que não havia saída.
A mulher começou a sussurrar algo em meu ouvido, uma oração ou um feitiço, e eu senti minha mente começar a se desfazer. Eu estava sendo consumido pela loucura, e não havia nada que eu pudesse fazer para parar.
E então, tudo ficou preto.
Quando acordei, estava deitado no chão do porão, com a cabeça latejando de dor. A mulher havia desaparecido, e a sala estava vazia. Mas eu sabia que não estava sozinho. Havia algo mais ali, algo que me observava.
E eu sabia que precisava sair dali, antes que fosse tarde demais.
*Capítulo 4: A Fuga*
Eu me levantei do chão, tentando entender o que havia acontecido. A sala estava vazia e silenciosa, e a mulher havia desaparecido. Mas eu sabia que não estava sozinho. Havia algo mais ali, algo que me observava.
Peguei minha câmera e comecei a subir as escadas do porão. Cada passo era um esforço, como se algo estivesse tentando me puxar de volta. Mas eu sabia que precisava sair dali, antes que fosse tarde demais.
Ao chegar ao topo das escadas, vi a porta da frente. Estava aberta, e a luz do sol estava entrando. Eu sabia que era minha única chance.
Corri em direção à porta, sentindo o coração bater forte no peito. Mas, ao chegar à porta, ouvi um barulho atrás de mim.
Era a mulher, e ela estava furiosa.
"Você não pode escapar!", ela gritou, sua voz ecoando pela casa.
Eu não olhei para trás. Corri para fora da casa e continuei correndo, sem parar. Não parei até chegar à rua, onde havia pessoas e carros passando.
Eu me apoiei em um poste e respirei fundo, tentando me acalmai. Mas, ao olhar para trás, vi a mulher parada na porta da casa, me olhando com ódio.
E eu sabia que não estava seguro. Ela iria me encontrar, e eu não sabia o que aconteceria quando isso acontecesse.
*Capítulo 5: A Perseguição*
Eu sabia que precisava sair dali, e rápido. A mulher estava me perseguindo, e eu não sabia o que ela era capaz de fazer. Corri até o meu carro, que estava estacionado a algumas ruas de distância, e entrei nele.
Ao ligar o motor, olhei para trás e vi a mulher parada no meio da rua, me olhando com ódio. Ela começou a correr em direção ao meu carro, e eu sabia que precisava sair dali.
Acelerei o carro e saí dali, tentando perder a mulher na multidão de carros. Mas eu sabia que ela não iria desistir. Ela estava determinada a me encontrar, e eu não sabia por quê.
Dirigi até o meu apartamento, tentando pensar no que fazer. Eu precisava de ajuda, mas não sabia em quem confiar. A mulher parecia saber tudo sobre mim, e eu não sabia como ela havia descoberto.
Ao chegar ao meu apartamento, entrei e tranquei a porta. Respirei fundo, tentando me acalmai. Mas, ao ouvir um barulho vindo do quarto, eu sabia que não estava sozinho.
A mulher havia me encontrado.
"Você não pode se esconder", ela disse, sua voz vindo do quarto.
Eu sabia que precisava sair dali, e rápido. Mas, ao tentar abrir a porta, ela estava trancada. A mulher havia me preso.
E então, tudo ficou preto.
Quando acordei, estava em um lugar desconhecido. Estava deitado em uma cama, e havia uma figura sentada ao meu lado.
Era a mulher, e ela estava sorrindo.
"Você está pronto para saber a verdade", ela disse.
Capítulo 6: A Verdade
A mulher se levantou da cadeira e começou a caminhar em direção à janela. A luz do sol iluminou seu rosto, e eu pude ver que ela era mais jovem do que eu havia pensado. Seu cabelo era preto e seus olhos eram verdes, como esmeraldas.
"Eu sou a irmã de Maria", ela disse, sua voz suave. "A mulher que você encontrou no porão da casa abandonada."
Eu frenchei a testa, confuso. "O que você quer dizer?"
A mulher suspirou e se sentou na cama ao meu lado. "Maria era minha irmã. Ela foi a primeira a ser escolhida. Ela foi a primeira a ser transformada."
"Transformada?", repeti, sem entender.
A mulher assentiu. "Nós somos uma família de... de criaturas. Criaturas que vivem na sombra. Nós temos poderes, habilidades que os humanos não têm. Mas, para ter esses poderes, precisamos de algo em troca."
"O que é?", perguntei, curioso.
A mulher me olhou nos olhos. "Nós precisamos de almas. Almas humanas. É o preço que pagamos para ter esses poderes."
Eu senti um arrepio na espinha. "Você está dizendo que vocês são... vampiros?"
A mulher sorriu. "Nós somos algo mais. Algo mais antigo. E você, João, é o próximo."
Eu tentei me afastar, mas a mulher me segurou com força. "Não", eu disse. "Eu não quero ser como vocês."
A mulher riu. "Você não tem escolha. Você já foi escolhido. E agora, você vai ser transformado."
Capítulo 7: A Transformação
A mulher me segurou com força, e eu senti uma dor intensa em meu corpo. Era como se meu sangue estivesse sendo sugado, e eu não podia fazer nada para parar.
"Você vai ser como eu", ela disse, sua voz rouca. "Você vai ser um de nós."
Eu tentei lutar, mas era inútil. A dor estava me consumindo, e eu sentia minha mente se desfazer.
De repente, tudo ficou preto.
Quando acordei, estava em um lugar desconhecido. Estava deitado no chão, e havia uma sensação estranha em meu corpo. Era como se eu tivesse sido... transformado.
Eu me levantei, e vi a mulher parada na frente de mim. Ela estava sorrindo, e seus olhos brilhavam com uma luz estranha.
"Você é um de nós agora", ela disse. "Você é um vampiro."
Eu senti um arrepio na espinha. Eu era um monstro. Um ser que se alimentava do sangue dos outros.
A mulher me ofereceu um copo de sangue, e eu o bebi. Era quente e metálico, e me fez sentir... vivo.
Mas, ao mesmo tempo, eu sabia que havia perdido algo. Algo importante.
Eu era um vampiro agora. E eu não sabia se poderia viver com isso.
*Epílogo*
A mulher me levou para fora, e eu vi a cidade de uma forma diferente. Tudo era mais brilhante, mais intenso. Eu podia sentir o cheiro do sangue das pessoas, e era como se eu estivesse faminto.
A mulher me olhou e sorriu. "Você está pronto para caçar", ela disse.
Eu assenti, e nós saímos para a noite. A cidade era nossa, e nós íamos dominá-la.
Fim