A Sra. Hawkins era uma senhora idosa que morava sozinha, cercada por algumas fazendas, inclusive a sua. Seu marido havia falecido muitos anos antes, e seus filhos haviam crescido ao ponto de não a visitarem mais. Como sua amiga, eu era a única que ainda ia vê-la.
Até aquele dia.
Já faziam alguns meses desde minha última visita quando estacionei meu carro na entrada e então eu a vi — os restos dela.
Ela estava sentada na cadeira de balanço da varanda, seus dedos esqueléticos fundidos aos braços de madeira da cadeira. Seu rosto estava seco e encolhido, com a pele apodrecendo pendurada em seu crânio, me encarando através de onde deveriam estar os olhos.
Eu corri para ligar para a polícia e relatar sua condição.
Eu deveria ter ficado por perto.
Eu deveria ter esperado a ambulância levar o corpo embora, mas algo dentro de mim gritava para fugir.
Para correr o mais longe possível.
Então, eu voltei para o meu carro e parti.
Somente quando cheguei em casa foi que entendi o que me levou a agir dessa maneira.
Durante o tempo em que estive lá, aquela cadeira de balanço.
A cadeira de balanço estava se movendo o tempo todo.