O Regressor do Apocalipse Final

O Regressor do Apocalipse Final

Autor(a):Kaue cardoso 0110

Apocalipse final

O mundo acabou e junto com ele a majestosa era dos heróis, não existe mais. O abismo sobrevoou a humanidade. E só resta a morte.

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A cidade estava em escombros, cortinas de fumaça cobriam todo lugar. Prédios jaziam retorcidos. Como se tivessem sido golpeados. Enormes pedaços de pedras e vidros, carros quebrados, buracos, alagamentos e fogo se espalhavam.

Entretanto, havia uma torre que se estendia acima das nuvens, em uma distância tão grande que era visível ao outro lado do continente. É difícil descrever em palavras humanas. Era loucura, quebrava todas as leis físicas e regras universais do mundo, como se aquela coisa não fosse desse universo.

Agora faltam apenas dias para o eclipse final chegar e junto a ele, seres que ameaçam o próprio todo chegariam.

O céu sangrava em tom carmesim, iluminando a cidade em tons vermelhos.

“Realmente acha que pode fazer algo?" A voz de Claus surgiu como um raio cortando o ar, sua aparência tinha um tom neutro, porém seu olhar era um olhar sádico, como se estivesse gostando daquilo, gostando da destruição.

Ele estava olhando fixamente no homem à sua frente.

Aquele homem, que parecia antipático.

Ele estava desconfortavelmente calado — seus cabelos lisos e escuros desciam sob sua face suave e melancólica.

Seu rosto estava baixo, junto a uma estranha e densa pressão que permeiava seu redor.

Claus pulou os pedregulhos olhando diretamente para o homem misterioso.

“Por que? por que está tão calado? Kali?" deu uma pausa chegando perto dele. “Eu entendo. Na sua pele… eu também não ficaria calado.” Ele disse enquanto sua voz ficou mais forte e um sorriso percorreu seu rosto.

Os olhos do homem bateram nos de Claus.

De repente, o punhal preso a sua cintura passou em um milímetro à frente da face de Claus. Ele observou o golpe passando em seu rosto enquanto sentia o ar o puxar para trás.

Aquela força era tamanha que se Claus fosse alguém normal, teria morrido ali, naquele instante.

Com um sorriso sádico, recuou o máximo possível. Sentido a pressão no ar entrar em seu nariz e dificultar sua respiração.

O homem cerrou os olhos, enquanto apertou ainda mais o punhal.

Claus agora estava a 10 passos de distância.

"Ainda tem forças para lutar é? Pelo visto, matar todos não foi o suficiente... eu deveria os degolar bem na sua frente.”

Claus deu mais dois passos para trás, cerrando as mãos. Esperando que o homem caísse em sua provocação, ele pareceu se atentar ainda mais.

O homem continuou em silêncio. Apenas olhando. Não pareceu ter se intimidado.

O homem ergueu o punhal, sua voz cortante como a lâmina:

“Traidor. Farei questão de te arrastar comigo para o inferno.”

Claus usou a mão direita e desembainhou a espada que estava ao lado esquerdo de sua cintura. E com o balançar de seu ombro, sua capa vermelha e densa grudada a sua armadura branca com adornos dourados em forma de leão no peito balançou no ar.

Seus longos cabelos voavam junto ao vento.

O punhal do homem à frente exibia um tom azulado, lunar, conforme a luz do sol carmesim batia em sua lâmina.

Já a espada de Claus tinha um tão branco que chegava a ser reluzente, porém, ela estava pintada em tom vermelho, vermelho do sangue coagulado.

*Swish*

Tanto Claus quanto o homem desaparecem de seus lugares iniciais.

Em uma velocidade tão alta que um estrondo massivo foi seguido pela destruição dos prédios ao redor.

Em frações 10 passos viraram nada.

"Ahhhhh" O homem gritou enquanto mirava no pescoço de Claus.

E de repente, a espada e o punhal chocaram.

E uma dança entre vermelho e azul formou-se a pressão do ar fez o chão ao redor abrir uma cratera.

Ambos foram jogados para longe e atacaram-se de novo diversas vezes.

Linhas formavam-se em meio a cidade e destruição massiva ocorria.

Não só a cidade, mas o mundo inteiro parecia tremer diante o poder de ambos.

Rapidamente, o homem virou-se e em uma tentativa brutal deu uma estocada rumo ao estômago de Claus, que recuou para trás e em um golpe horizontal tentou cortar ao meio a cabeça do jovem.

O ar da espada cortou o prédio atrás do homem, se o mesmo não tivesse abaixado ele acabaria igual o prédio.

Ambos se afastaram para trás.

"Pelo visto, você ainda está em forma... Droga." Claus dizia enquanto segurava um ferimento superficial em seu rosto.

O homem com cortes profundos em todo corpo, e mesmo assim conseguia bater de frente com Claus.

"Se você não fosse tão imbecil, eu já estaria morto." O homem levantou as mãos ao alto, e uma faísca surgiu junto ao fulgor.

"Agora, você vai se arrepender" O homem deu uma pausa enquanto a energia ia aumentando cada vez mais. Havia uma grande tração ali, era quase como um buraco negro de energia.

"De. Ter. Me. Deixado. Vivo."

Claus via a habilidade se formando enquanto sentia seu estômago grunhir e se revirar. “Oh… não me diga que…” engoliu seco "Você ainda tem a habilidade dele..."

Com um movimento, um flash de luz tão rápido, em uma velocidade que ignorou o próprio tempo, moveu-se até Claus.

"Filho da puta." Instintivamente, Claus usou sua habilidade de parar o tempo por 3 segundos. Apenas para desviar do ataque. Mesmo assim, quase foi acertado.

Claus e o homem estavam 50 metros de distância frente a frente. Como Claus desviou por pouco, a energia foi para trás de Claus

O flash de luz parou atrás de Claus repentinamente.

Os olhos dele arregalaram.

Então, ele usou outra habilidade, dessa vez, uma habilidade de barreira.

O homem sussurrou "Combustão."

O Homem estava com um corte profundo em seu estômago, sangue ainda escorria pela pelagem de seu manto. Além disso, vários cortes menores percorriam o seu corpo.

Ele enfiou a espada no chão. Enquanto uma explosão massiva, literalmente, apagava da existência, aquela parte da cidade.

Essa era uma habilidade de grau divino. Porém, ele sabia seu tamanho e calculou para não ser tocado por ela, caso contrário, ele iria para o outro.

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Quando Claus olhou para trás, era como se toda a destruição fosse embora, e sobrasse nada. No lugar, apenas um plano de mato.

“Por que está insistindo tanto?” Claus abriu seus braços ao vento. “De qualquer jeito, eles iam morrer. Eu só acelerei o processo.” Seu sorriso formou-se. "Não sobrou mais ninguém. Fracos morrem. A humanidade era fraca. Você é fraco. Se quer ser um herói das formigas, então formiga é." Apenas ignorando a destruição Claus começou a rir. Sua aparência angelical contrastava brutalmente com seu sorriso sádico, seus cabelos sobrevoavam até perto de sua cintura.

Uma leve cortina de vento fazia sua capa voar para o lado

“Como ousa. SEU FILHO DA PU-”

Antes mesmo que o homem pudesse fazer qualquer coisa. Uma pontada de gelo atravessou sua nuca, seus olhos se viraram para trás, em busca de respostas. Porém seu campo de visão girou. O céu carmesim pareceu se misturar aos destroços enquanto o mundo girava antes de sua cabeça cair no chão.

Ele ainda podia ver o mundo vermelho. E enquanto sua cabeça rodopiava ele viu.

Seu discípulo.

Sua última visão, o repentino ataque pelas costas, daquele que jurou proteger, seu próprio discípulo que achava que estava morto... Não teve tempo de pensar… reagir… nem chorar.

Antes da escuridão total um silêncio percorreu cada camada de ser que existia ali. Só restou um pensamento: “Claus, por todos que perdi, se houver algo após a morte. Eu juro que eu te caçarei até nos confins da existência. Filho da puta."

O corpo do Homem caiu. E o silêncio repentino surgiu em todo planeta.

O discípulo olhou para seu mestre morto com cara de nojo. "Velho sujo." Logo após, o chutou. "Você realmente acha que após me deixar por 4 décadas sendo torturado eu não iria te achar?" Então ele pisou na cabeça decepada.

No entanto, Claus não pareceu feliz. Seus olhos se fecharam, e olhando para cima sentiu a neve bater em seu rosto. Logo após, virou-se. Indo embora sem olhar para o cadáver

(sistema da torre celestial:

{Jogador 2457880 da dimensão inferior 236 foi morto}

regressão solicitada

regressão aceita

1%

3%

12%

99%

*

A fúnebre morte não foi o fim, só o presságio do começo.