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A Traição do Alfa, o Amor do Rei

Capítulo 1

A lua cheia erguia-se no alto do céu como um lembrete do que faltava em sua vida.

Ayelén se contemplava no espelho de bronze, alisando o vestido branco que não havia escolhido, mas que a tradição do clã impunha para as recém-casadas.

A cerimônia havia sido simples e grandiosa ao mesmo tempo, toda a alcateia reunida sob as árvores ancestrais, os cânticos dos anciãos, as promessas de lealdade e fecundidade que ela havia repetido com a voz trêmula, sabendo que cada palavra pesaria sobre seus ombros durante toda a vida.

Ela havia se casado com Darién, o alfa jovem, forte de presença, mas frágil em um segredo que só ela conheceria com o tempo, sua mãe lhe havia dito, na noite anterior ao casamento...

--- Você é afortunada, filha, nem todas as lobas têm a honra de se tornar lua de um alfa, é o seu destino,--- disse a mãe de Ayelén

Mas a palavra destino se cravava como um espinho, ela amava Darién, o alfa de sua alcateia, sendo ela uma ômega, o clã e os mais velhos asseguravam ter logo descendência do alfa que continuaria com a linhagem. A voz dura de sua sogra não deixava de lembrá-la qual era o seu dever como lua e esposa do alfa, dar um herdeiro o mais rápido possível.

A primeira noite foi um silêncio incômodo, as velas tremeluziam, o fogo crepitava, e Darién a olhava com uma tensão que não soube decifrar, era um homem de feições duras, olhos escuros como a obsidiana e ombros largos que impunham respeito no campo de batalha.

A beijou com torpeza, tentou avançar mais além e então se afastou, com o rosto sombrio.

--- Sinto muito, não posso,--- murmurou Darién, quase inaudível.

Ayelén, com apenas dezenove anos, não entendeu a princípio, ficou na cama, olhando para o teto de madeira, perguntando-se se havia feito algo errado, se não era suficientemente atraente, se talvez o havia ofendido sem perceber.

Mas os dias se tornaram semanas e as semanas em meses, e a verdade começou a afundar em seu peito como um peso insuportável, Darién não podia consumar o matrimônio.

Não era sua culpa, via em seus olhos, uma impotência silenciosa o corroía e, em vez de enfrentá-la com ela, se trancava na fúria, a tratava com frieza, evitava os olhares longos e quando a sogra perguntava nos banquetes se já havia sinais de um herdeiro, ele sorria com uma segurança fingida que lhe gelava o sangue.

As mulheres da alcateia não eram discretas, Ayelén escutava sussurros...

--- Já se passaram seis luas e nada...---

--- Talvez não seja tão fértil como aparenta,---

--- De que servirá como lua se não pode dar um filho ao alfa,---

Apertava os dentes, engolindo as lágrimas em silêncio, ninguém podia imaginar que não era seu ventre que falhava, mas o lobo que deveria amá-la e protegê-la. Nesses momentos, seu consolo e companheira de lágrimas era sua loba interior, Irem, só ela a podia entender e consolar, ainda que ambas estivessem tristes.

Cada noite se sentava na cama, olhando o vazio entre ambos, sonhava em sentir o que suas amigas descreviam com risadas enrubescidas, a paixão ardente de um alfa, a união que fortalecia o vínculo de companheiros destinados, ela não tinha isso, ela tinha um matrimônio vazio, sustentado pelas aparências.

Uma tarde, depois de outra tentativa frustrada, Darién bateu na parede com tanta força que as lascas saltaram.

--- Você não serve para nada!,--- rugiu com a voz rouca Darién... tentou se aproximar, mas ele se afastou como se o fogo a tocasse.

--- Não me olhe assim, não preciso de sua compaixão,--- disse Darién com a mandíbula tensa.

Se trancou em seu escritório, deixando-a sozinha com o eco de suas próprias lágrimas, nesse momento entendeu que sua vida não seria um conto de fadas, nem sequer um matrimônio suportável, seria uma prisão de silêncio, onde seu dever como lua pesava mais que sua felicidade como mulher, como loba.

A sogra, uma loba de olhos cinzas e língua afiada, não tardou em começar sua guerra,--- Ayelén, lembre-se que o dever de uma lua é perpetuar o sangue do alfa, não queremos que a alcateia comece a murmurar,--- dizia enquanto fingia amabilidade.

Cada palavra era um veneno e o pior era que não podia responder, não podia dizer, ´´seu filho não pode me tocar, não pode me dar filhos´´, não podia trair esse segredo, porque fazê-lo significava expor o alfa, arruiná-lo perante a alcateia e se ele caísse, ela também.

Assim que se calava, sorria e fingia, até que em seu interior se gestasse uma ideia que mudaria tudo, se Darién não podia lhe dar um herdeiro, talvez houvesse outra forma de agradar à alcateia, uma ideia que parecia proibida, mas que logo se tornaria sua única saída.

Ayelén se olhou outra vez no espelho nessa noite, levava posta uma bata de seda vermelha, sua tela brilhante deslizava com cada movimento, abraçando as curvas sem apertá-las, insinuando mais do que mostra, curta deixando as pernas à mostra, com um decote profundo que se ajustava delicadamente com um laço na cintura, as mangas largas e leves deixando entrever os braços com elegância. O tecido suave e frio ao toque, ressaltava a calidez da pele, a seda brinca com a luz, criando reflexos sedutores que convidam a se perder em cada prega.

Tocou o ventre plano, com a esperança e o medo batendo juntos na pele, ela amava Darién, desde que era uma filhote, saber que era sua lua foi seu desejo cumprido, mas agora sua realidade era outra, um alfa sem força na intimidade, uma alcateia que exigia um herdeiro.

Ayelén suspirou, abriu a porta de seu quarto e desceu as escadas, seu coração batendo a mil, cada passo que dava com decisão era um passo a seu destino, um passo a seu tão anelado desejo, ser tomada por seu alfa, ser reclamada, confirmar o laço que os une dado pela deusa lua.

A pergunta queimava em sua mente, até onde estava disposta a chegar para sobreviver em um mundo que não lhe deixava opções?

A lua brilhava no alto, testemunha silenciosa de uma união que já estava rompida desde o início.

Capítulo 2

O escritório de Darién cheirava a couro, livros velhos e fumaça de lenha, era seu refúgio, o único espaço na casa onde não eram permitidas risadas, nem os comentários da matilha, ali entre papéis e livros se refugiava de tudo o que não podia controlar.

Ayelén entrou devagar, fechando a porta com suavidade, vestia um roupão de seda vermelha leve como um suspiro, seu cabelo castanho caía em ondas soltas sobre os ombros e em seus olhos âmbar brilhava uma mistura de determinação e vulnerabilidade.

Darién levantou os olhos dos documentos e ficou olhando para ela, por um instante o alfa que sempre mostrava ao mundo desapareceu, deixando ver o homem que duvidava de si mesmo.

Ela avançou com passos silenciosos, e ao chegar em frente à escrivaninha, inclinou-se um pouco, pousando a mão sobre os papéis que ele tentava ler.

— Darién, — murmurou Ayelén, em voz baixa.

Ele a observou com a mandíbula tensa, suas pupilas se dilataram diante da proximidade, como se algo em seu interior o impulsionasse a reagir, levantou-se, contornando a escrivaninha e, sem pensar, pegou os cordões do roupão desatando-os com brusquidão.

O tecido caiu levemente, revelando a pele de seu ombro e Darién a beijou, um beijo carregado de ansiedade, de desejo contido, mas que durou apenas alguns segundos, de repente se afastou, como se tivesse tocado fogo, seu lobo interior rugiu.

Recuou dois passos, com o peito agitado...

— Por que insistes? Sabes que não posso, — sua voz era áspera, carregada de frustração.

Ayelén o olhou com um nó na garganta, — a matilha exige um herdeiro e dizem que é minha culpa, todos me apontam, Darién, me chamam de estéril, me olham com desprezo, — sua voz tremeu, mas seus olhos não vacilaram.

Ele apertou os punhos com força, os nós dos dedos ficando brancos, fechou os olhos e respirou fundo como se precisasse conter o rugido que ameaçava sair.

— Não posso, — repetiu Darién quase em um sussurro com a vergonha pesando em cada sílaba.

Um silêncio denso se instalou entre eles, apenas o crepitar da lenha na lareira se atrevia a interrompê-lo.

Então Ayelén deu um passo à frente com a decisão marcada no rosto, — então só resta um caminho, —

Darién abriu os olhos e a olhou com desconcertamento, havia dor em suas feições, mas também um vislumbre de curiosidade. — Que caminho? —

Ayelén se encheu de coragem, — uma inseminação artificial, só você e eu saberemos, — pronunciou cada palavra devagar como se fossem adagas lançadas ao ar.

A ideia ficou suspensa entre eles como um eco que não se atrevia a morrer.

Darién a olhou incrédulo, era um alfa, um líder, criado sob tradições férreas, onde os filhos deviam ser o fruto do vínculo carnal entre companheiros, a simples palavra inseminação era impensável no mundo dos lobos.

— Estás te ouvindo, Ayelén? Isso... isso é profanar a tradição, — sua voz era baixa, mas tremia de ira contida.

Ayelén sustentou o olhar, — mais profano que viver um casamento vazio? Mais profano que carregar eu com a culpa da tua impotência? —

Darién deu um passo em direção a ela fulminando-a com o olhar, — basta! — bramou.

Mas Ayelén não se incomodou, já havia passado tempo demais sendo a dócil lua, a esposa calada, agora estava encurralada e uma loba encurralada poderia se tornar perigosa.

— Não é nem por ti, nem por mim, é pela matilha, precisam de um herdeiro, se eu conseguir ninguém voltará a nos apontar, ninguém voltará a me olhar como se eu fosse uma vergonha, — disse Ayelén com firmeza.

O alfa respirou com dificuldade, como se cada palavra dela fosse um golpe direto em seu orgulho, — e de quem? De quem seria o esperma? — perguntou com a voz rouca.

Ayelén baixou o olhar, — isso não importa, ninguém saberá, só precisamos de um doador... anônimo, um procedimento discreto, para a matilha o filho será teu, —

Darién a olhou por um longo tempo, como se lutasse consigo mesmo, seu rosto se endureceu, mas em seus olhos brilhava a dor de um homem, um lobo que sabia que havia perdido.

Naquela noite Darién não dormiu, vagou pela casa, com a testa franzida e a alma dilacerada, parou em frente ao espelho e golpeou o vidro com raiva, — maldito seja! —

Não podia negar a verdade, seu corpo o traía e a matilha não esperaria para sempre, já havia rumores, dúvidas que se estendiam como fogo na pradaria, se Ayelén não engravidasse logo, sua liderança seria questionada.

E, no entanto, a ideia de que outro lobo, mesmo que anônimo, desse seu esperma para gerar o herdeiro o dilacerava por dentro.

No dia seguinte Ayelén se levantou cedo, preparou café, vestiu-se com uma sobriedade diferente e o esperou na sala, quando Darién entrou, com o rosto cansado e o olhar perdido, ela o recebeu com uma calma que ocultava seu nervosismo.

— Já resolvi tudo, — disse Ayelén sem rodeios.

Ele a olhou confuso, — o que fizeste? —

— Conheço uma médica do clã vizinho, discreta, confiável, ela pode nos ajudar, ninguém saberá a verdade, — respondeu Ayelén.

Darién apertou a mandíbula, — e se alguém descobrir? —

— Não descobrirão, eu carregarei com o segredo, eu protegerei teu nome, Darién, — respondeu Ayelén com convicção.

Pela primeira vez em muito tempo ele se sentiu derrotado, a lua que havia acreditado submissa o estava guiando a um abismo onde ele já não tinha controle.

Os dias seguintes foram um turbilhão de nervos, Ayelén viajou em segredo, amparada em desculpas de tratamentos medicinais, a médica a recebeu em uma cabana afastada, com mãos firmes e olhar compreensivo.

— Já vi muitas luas passarem pelo mesmo, a matilha exige filhos, mas nunca entendem que às vezes os problemas não são das lobas, — disse ela enquanto preparava os instrumentos.

Ayelén fechou os olhos enquanto o procedimento começava, seu coração batia com força, estava cruzando um limite invisível, desafiando a tradição dos lobos, mas ao mesmo tempo sentia que recuperava um pouco de poder sobre seu destino.

Quando terminou, a médica sorriu suavemente, — agora o resto fica nas mãos da lua, —

Ao voltar, Darién a olhou, passavam os dias em silêncio, cada um preso em seu próprio inferno, ele temendo que tudo viesse à tona, ela esperando com ansiedade e medo qualquer sinal de vida em seu ventre.

E então, uma manhã, enquanto se vestia em frente ao espelho, sentiu uma pontada diferente em seu interior, um calor, uma certeza, levou uma mão ao seu abdômen e um sorriso trêmulo escapou de seus lábios.

— Eu, consegui, — sussurrou.

"Conseguimos", disse Irem, sua loba interna.

Ayelén estava grávida...

E embora o mundo inteiro pensasse que era o filho do alfa, só ela sabia que a verdade estava escrita no sangue de um desconhecido.

O que ainda ignorava era que esse "desconhecido" não era tão desconhecido assim e que aquele segredo transformaria sua vida e a da matilha para sempre.

Capítulo 3

A primeira sinal foi quase imperceptível, uma leve tontura enquanto colhia as ervas no pátio, o sol não estava tão forte e, no entanto, o calor a sufocava como nunca antes.

Ayelen levou a mão à testa, apoiando-se no muro de pedra, respirou fundo, tentando disfarçar o tremor em suas mãos, não queria que as criadas que rodeavam perto notassem nada de estranho.

Aquela sensação a acompanhou durante vários dias, tonturas, cansaço, um mal-estar nas manhãs que a obrigava a permanecer mais tempo na cama.

Uma manhã, enquanto se vestia frente ao espelho, sentiu aquela pontada quente no ventre que havia experimentado semanas atrás, só que mais intensa, mais profunda. Levou ambas as mãos ao seu abdômen e a emoção a invadiu com tanta força que as lágrimas lhe turvaram a visão.

— Lua abençoada... é real — sussurrou Ayelen

"Claro que é real, estamos grávidas", disse Irem, com alegria.

Seu coração batia com força descontrolada, a alegria a envolvia como uma labareda, mas junto a ela vinha o medo, esse medo espesso que lhe apertava o peito.

Como reagiria Darien?

Como reagiria a matilha?

Guardou o segredo durante dias, saboreando em solidão cada sinal de vida, às vezes se surpreendia acariciando seu ventre enquanto sussurrava palavras que ninguém mais devia ouvir.

— Serás forte, serás amado, ainda que ninguém saiba a verdade — murmurava

Nesses momentos, a tristeza se misturava com a esperança, aquela criatura não havia sido concebida do modo em que as tradições exigiam, mas já sentia um vínculo profundo, irrompível, esse filho era seu, seu milagre, sua resposta ao vazio.

Ayelen sabia que não podia ocultá-lo para sempre, uma tarde, quando o sol tingia de ouro as paredes do escritório, entrou decidida, Darien estava revisando informes dos sentinelas, com a testa franzida como sempre.

— Precisamos conversar — disse Ayelen firme

Darien levantou a vista cansado, — outra vez? —

Não se deixou intimidar, deu um passo à frente e colocou a mão sobre seu ventre. — Estou grávida —

O silêncio se estendeu, denso, eterno, Darien ficou petrificado, como se as palavras tivessem golpeado um muro em seu interior. — O quê? — balbuciou.

— Você ouviu bem, a lua me abençoou — respondeu Ayelen.

Por um instante o rosto de Darien se suavizou, como se um raio de alívio tivesse atravessado a escuridão, mas em seguida, a dúvida, o orgulho ferido regressaram.

— De verdade? — sussurrou Darien, como se temesse acreditar.

Ayelen assentiu, engolindo saliva, — sim, teremos um filho —

Nos dias seguintes, a notícia se espalhou como fogo nos corredores da matilha, a sogra foi a primeira a reagir.

— Finalmente! cumpriu seu dever — exclamou, estreitando Ayelen com uma força que parecia carinho, senão a pressão de alguém que sentia que finalmente havia ganhado uma batalha.

Ayelen sorriu debilmente, escondendo a dor de saber que não era seu dever o que havia cumprido, senão o caminho que ela mesma havia forjado em segredo.

A matilha inteira celebrou, houve banquetes, brindes e cânticos sob a lua cheia, as mulheres se aproximavam para felicitá-la, algumas com sinceridade, outras com essa curiosidade venenosa que busca encontrar uma fenda nas muralhas alheias.

— Já era hora —

— Vê? não estava amaldiçoada —

— O herdeiro está a caminho —

Cada palavra lhe recordava que, ainda que todos a celebrassem agora, meses atrás haviam sido os mesmos que a desprezavam.

Às noites, na solidão de seu quarto, Ayelen abraçava o ventre, falava consigo mesma, tratando de convencer-se de que o segredo jamais sairia à luz.

— Ninguém saberá, ninguém, este filho será reconhecido como do alfa, terá seu sobrenome, sua linhagem, seu lugar na matilha, e, eu o protegerei com minha vida — dizia Ayelen

Mas o medo seguia espreitando na escuridão, e se alguém descobrisse a verdade? E se a matilha averiguasse de onde havia vindo realmente aquela vida?

Estremecia ao pensar, a fúria de Darien seria implacável, e a matilha a destruiria sem miramentos.

Apesar do medo, houve momentos de pura felicidade, Ayelen começou a notar como seu corpo mudava, como o ventre se arredondava suavemente. A primeira vez que sentiu o leve aleteio em seu interior, chorou de alegria.

Era uma vida crescendo dentro dela, uma promessa de futuro.

Em segredo, sonhava com o dia em que seguraria seu filho nos braços, o imaginava com olhos escuros como os de Darien ou talvez com os seus, dourados como o âmbar.

— Não importa a quem se pareça para mim serás perfeito — sussurrava Ayelen

Mas a relação com Darien se tornou ainda mais tensa, a princípio, ele se mostrava distante, como se não soubesse como se aproximar dela, algumas vezes a observava em silêncio, com um brilho estranho nos olhos.

Uma noite, enquanto jantavam na longa mesa de carvalho, Darien deixou cair os talheres com brusquidão.

— E se descobrem que não é meu — perguntou Darien

Ayelen o olhou, com o coração gelado, — Você e eu só sabemos o segredo — respondeu apertando

Ayelen se levantou, cravando nele um olhar firme. — Este filho é o que ambos necessitávamos, o que a matilha exigia —

As semanas passaram, e com elas a certeza crescia, Ayelen estava feliz, mas também mais só do que nunca, a matilha celebrava o herdeiro que vinha a caminho. Darien se afogava em silêncios cada vez mais longos, e ela devia carregar o peso do segredo dia e noite.

Ainda assim, quando o vento da noite roçava as janelas, quando a lua iluminava sua cama e suas mãos acariciavam seu ventre, encontrava a paz.

— És meu, aconteça o que acontecer, és meu — sussurrava Ayelen, com lágrimas de amor nos olhos.

"Não estás sozinha Ayelen, nosso filhote é forte, será nossa alegria," dizia sua loba interior

"Obrigada amiga", respondeu Ayelen

"Ayelen, acreditas que Darien e seu lobo Finian alguma vez nos amaram?", perguntou Irem

"Não sei amiga, nós sim os amamos a eles", respondeu Ayelen.

E no profundo de seu coração, já sabia que esse filho não só seria sua salvação, também seria a causa de uma tormenta que ainda não alcançava a imaginar.

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