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Dançando na Chuva com um Mafioso

Vivian

Meu nome é Vivian dos Santos Miller

tenho 24 anos e sou brasileira, natural de São Paulo.

Vou contar aqui a minha história...

Cresci em uma casa cheia de amor. Meus pais, Otávio dos Santos Miller e Brenda dos Santos Miller

Otávio dos Santos Muller , 52 anos (pai de Vivian)

Brenda dos Santos Miller 34 anos (na época que morreu)

Eles eram muito apaixonados; estavam sempre se abraçando e declarando amor um ao outro. Eles se conheceram na adolescência, ainda no ensino médio, se casaram e sonharam em ter muitos filhos. Porém, Deus quis que apenas eu nascesse.

Minha mãe tinha um problema no útero que dificultava engravidar. Ela sofreu vários abortos até conseguir me gerar. Durante quase toda a gravidez precisou ficar de repouso e enfrentou duas ameaças de aborto. Mas, enfim, eu nasci. Após o parto, por complicações, minha mãe precisou retirar o útero. Mesmo assim, nunca demonstrou tristeza por isso. Ela sempre dizia: “Deus sabe de todas as coisas”.

Meus pais me criaram da melhor forma possível. Nós tínhamos uma pequena casa na periferia da Zona Sul de São Paulo, e eu fui muito feliz até os 10 anos.

Um dia, quando estava chegando da escola, minha vida mudou drasticamente. Na porta da nossa casa havia ambulâncias, resgate e polícia. Meu pai, desesperado, chorava. Corri até ele e perguntei pela minha mãe. Com lágrimas nos olhos, ele me disse que ela havia levado um tiro em uma tentativa de assalto, bem em frente de casa, e que estava gravemente ferida.

Minha mãe nem chegou ao hospital: morreu dentro da ambulância, a caminho. Depois disso, nunca mais vi meu pai sorrir. Ele perdeu o brilho no olhar. Mesmo assim, continuou me criando com muito amor. Sempre foi só eu e ele.

Meu pai trabalhava como segurança em um condomínio de mansões luxuosas. Trabalhava durante o dia, mas à noite estávamos sempre juntos. Apesar da tristeza pela perda da minha mãe, ele fazia de tudo para me animar. Assim fui crescendo.

Quando eu tinha 16 anos, já no último ano do ensino médio, meu pai me perguntou se eu gostaria de trabalhar como babá em uma das casas do condomínio. A dona da mansão, amiga dele, precisava de alguém de confiança e pediu indicação. Resolvi aceitar, porque assim também ficaria mais próxima do meu pai.

A casa era enorme, com cerca de 10 quartos. Moravam lá a senhora Amélia, dona da casa; o senhor Sérgio Nakamura, seu marido; e as duas filhas: Nicole, de 18 anos, e Alexia, de 23 anos. Alexia era mãe de um bebê, o Caio, de apenas um mês. O marido dela, Cristian Mariano, tinha 25 anos.

Quando cheguei, todos me trataram bem. A senhora Amélia me recebeu como se eu fosse da família. O senhor Sérgio, no entanto, era um homem estranho, sério, raramente olhava nos olhos de alguém, mas também não era agressivo. As filhas e o genro me tratavam com simpatia.

Eu já estava lá havia uns dois meses quando uma das empregadas comentou que os Nakamura tinham outro filho: Alex, irmão gêmeo de Alexia. Segundo ela, ao contrário da irmã, ele era um homem horrível — mal-educado, tratava mal os empregados e assediava as funcionárias. Por isso, os pais o mandaram estudar nos Estados Unidos, já fazia um ano. Fiquei um pouco assustada, mas aliviada em saber que ele estava longe.

Seis meses se passaram. Caio já tinha sete meses, engatinhava pela casa e eu já era completamente apegada a ele. Alexia, que era empresária, deixava o bebê comigo de olhos fechados, porque eu conhecia toda a rotina dele. Eu trabalhava de segunda a sexta, ia para a escola e depois meu pai me buscava para irmos juntos para casa.

Um dia, estava passeando com Caio na pracinha quando vi uma senhora, dona Daniela. Eu sempre a via por ali, mas nunca tínhamos conversado. Naquele dia, ela passeava com seu cachorro, acabou caindo e eu a ajudei. Levei-a até sua casa, fiz um curativo em seu joelho e conversamos bastante. Ela me perguntou em qual casa eu trabalhava. Quando respondi que era na dos Nakamura, ela fez uma expressão estranha, mas não disse nada.

Com o tempo, acabamos criando amizade. Até que um dia, dona Daniela me perguntou se eu já havia visto o tal Alex. Respondi que não. Então ela me alertou:

Daniela:

— Minha filha, vou te dar um conselho. Se um dia esse rapaz voltar e você estiver lá, nunca fique sozinha com ele. E outra coisa: não confie. Ele pode ser bonito, pode ter um sorriso doce... mas, no fundo, é um demônio.

Vivian:

— Credo, dona Daniela! Até arrepiei agora.

Daniela:

— Pois acredite. Aquele rapaz nem parece filho dos Nakamura. É a verdadeira personificação do mal. Todos aqui no condomínio conhecem a fama dele e têm medo. Antes de você trabalhar lá, nenhuma empregada parava: ele assediava todas, inclusive as mais velhas e casadas.

Vivian:

— Pode deixar, vou me lembrar disso. Mas acho que nunca vou conhecê-lo. Ouvi os Nakamura comentando que ele não voltaria, que ficaria morando nos Estados Unidos para sempre.

Daniela:

— Melhor assim, minha filha. Mas se um dia precisar, pode contar comigo...

Sérgio Nakamura 56 anos

Amélia Nakamura 50 anos

Alexia Nakamura Davis 23 anos

Nicole Nakamura 19 anos

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começando aqui uma Nova história, essa história é de mafioso, terá torturas violência, pode haver alguns gatilhos também, (quem for sensível Não leia).

o começo dessa história contarei uma história real, a nossa protagonista irá sofrer um pouco, Mas prometo que ela terá a sua redenção, espero que gostem beijos da autora

o pior dia da minha vida

Depois daquela conversa com a senhora Daniela, minha rotina seguiu normalmente. Passaram-se mais alguns meses e chegou o fim do ano escolar — e, com ele, o fim do ensino médio. Eu sonhava em fazer faculdade de TI ou Ciência da Computação, mas na época nem o que meu pai ganhava, nem o meu salário, eram suficientes para custear os estudos. Então decidi que iria guardar dinheiro para, um dia, realizar esse sonho.

O Caio já estava com um ano quando, certa vez, a senhora Alexia me avisou que precisaria fazer uma viagem a trabalho. Pediu que eu dormisse na mansão, cuidando dele até que voltasse. Concordei e fiquei uma semana hospedada lá.

Numa dessas noites, eu estava deitada no quarto do Caio, na cama de apoio, quando a porta se abriu. Eu usava um pijama simples, bem comportado — afinal, não estava em minha casa. Naquele instante, entrou um homem alto, de traços orientais, bonito e forte, mas com um sorriso sombrio.

Alex Nakamura 23 anos

Ele me olhou fixamente e perguntou:

Alex:

— Quem é você?

Vivian:

— Boa noite, senhor. Eu me chamo Vivian, sou a babá do Caio.

Alex:

— Hum... interessante.

Ele disse isso me observando da cabeça aos pés, com um olhar carregado de malícia. Um arrepio gelado percorreu meu corpo — e não foi de um jeito bom. Logo em seguida, ele saiu, batendo a porta. Suspirei aliviada e imediatamente a tranquei.

Naquele momento, me lembrei de tudo o que a senhora Daniela havia me contado sobre ele. Passei a ficar em alerta. Logo depois, a senhora Alexia voltou de viagem e minha rotina voltou ao normal: eu ia para casa todos os dias. Ainda assim, de vez em quando, eu pegava o senhor Alex me observando, como se me analisasse em silêncio...

Um dia, meu pai soube que o senhor Alex havia voltado e, imediatamente, me pediu para deixar o emprego naquela casa. Apesar de amar o pequeno Caio como um filho, não tive escolha a não ser pedir à senhora Alexia que me dispensasse.

Alexia:

— Vivian, por que você quer ir embora? Aconteceu alguma coisa?

Vivian:

— Meu pai pediu, senhora Alexia. O Caio já está bem grandinho, e eu também preciso começar a fazer cursos, já que terminei o ensino médio.

A senhora Alexia me olhou desconfiada e, de repente, lançou um olhar rápido em direção ao Alex, que estava sentado na sala, bebendo cerveja.

Alexia:

— Eu entendo, querida. Fico muito triste, porque gosto de você como se fosse da família. Mas sei o verdadeiro motivo do seu pai querer que você saia... e, sinceramente, concordo com ele. Só peço que me dê um mês, para que eu encontre uma escolinha para o Caio. Ele já tem idade para isso.

Vivian:

— Eu vou sentir muita saudade dele... mas tudo bem, ficarei esse mês que a senhora pediu.

E assim foi. Faltando apenas uma semana para terminar o mês, Alexia encontrou uma escolinha para o Caio. Passei alguns dias acompanhando a adaptação dele, para que não ficasse deslocado.

No segundo dia de escolinha, fiquei no quarto dele arrumando algumas coisas. Quando percebi, já haviam se passado mais de duas horas. Resolvi descer para almoçar, mas a casa estava estranhamente vazia. Não havia ninguém: nem os patrões, nem os empregados. Aquilo me deu um calafrio, pois a mansão era enorme e silenciosa.

Enquanto caminhava por um corredor, uma porta se abriu de repente e uma mão me puxou para dentro. Meu coração disparou quando vi quem era: Alex, com aquele olhar sombrio e demoníaco.

Vivian:

— O que o senhor está fazendo?! Me solte agora, ou eu vou gritar!

Alex:

— Pode gritar, minha linda. Não tem ninguém em casa. Sabe, desde aquele dia em que entrei no quarto do meu sobrinho, eu quis você. Mas eu sou paciente... sou capaz de esperar. Hoje, criei a oportunidade perfeita. Meus pais saíram por uma suposta “emergência” na empresa — emergência que eu mesmo inventei. Minha irmã Nicole está na faculdade. E os empregados? Eu dispensei todos. Agora, só estamos nós dois... e ninguém vai nos atrapalhar.

Um desespero tomou conta de mim. Lutei, empurrei, bati, mas ele era muito mais forte. Me deu um tapa no rosto, rasgou minhas roupas. Eu gritava, implorava:

Vivian:

— Por favor, me deixa ir! Eu juro que não conto pra ninguém!

Alex:

— Fica quietinha, querida. Hoje eu vou me fartar desse corpinho.

Naquele dia, sofri a maior violência que uma mulher pode viver. Ele fez tudo o que quis, sem nenhuma piedade. Eu não tinha forças nem para chorar. Quando terminou, simplesmente se levantou, vestiu a roupa e me deixou jogada no chão, como se eu fosse um objeto descartável.

Reuni as últimas forças que tinha, encontrei uma camiseta longa esquecida no quarto — nem sei de quem era — e saí pela porta dos fundos, descalça, até a casa da senhora Daniela. Quando ela abriu a porta e me viu naquele estado, compreendeu imediatamente o que havia acontecido. Ela me abraçou e chorou comigo. Não permitiu que o motorista e segurança me tocasse, tamanha era minha fragilidade, mas pediu que duas funcionárias me ajudassem a entrar.

Logo em seguida, chamou seu filho, Dilson, que era delegado. Ele chegou em poucos minutos e tentou conversar comigo. Eu mal conseguia responder.

Dilson Oliver Sanches 32 anos (filho da senhora Daniela e delegado)

Dilson:

— Querida, vou ter que te levar ao IML para o exame de corpo de delito. Não se preocupe, estarei com você o tempo todo. Minha mãe também vai junto.

E assim foi feito. Passei por vários exames, que confirmaram o abuso sexual. Sob efeito de calmantes, consegui relatar tudo a uma policial. Antes de voltarmos, pedi à senhora Daniela que não contasse nada ao meu pai. Eu sabia que, se ele descobrisse, mataria o Alex.

No dia seguinte, a polícia invadiu a casa dos Nakamura e prendeu Alex. Foi então que meu pai descobriu a verdade. Nunca tinha visto tanto ódio em seus olhos. A senhora Amélia foi me procurar, desesperada. Chorou, se ajoelhou diante de mim e pediu perdão pelo que o filho havia feito. A família inteira me pediu desculpas, menos o senhor Sérgio Nakamura, que sequer conseguiu me olhar no rosto.

Alex ficou preso por apenas dois meses. O dinheiro falou mais alto: seu pai contratou o melhor advogado do Brasil e ele foi solto. Pouco tempo depois, minha vida se tornou ainda mais difícil: descobri que estava grávida. O mundo desabou sobre mim. Senti vontade de morrer. Meu pai me abraçava e tentava me consolar, mas a dor era imensa.

A senhora Amélia veio até mim novamente e me implorou para não abortar, dizendo que criaria a criança como se fosse dela. Eu nada respondi. Apenas chorei.

Mas o pesadelo não havia terminado. Alex, inconformado por eu tê-lo denunciado, invadiu minha casa. Me agrediu brutalmente, dizendo que me ensinaria a “não colocá-lo na cadeia”. Ele me espancou até que eu perdesse a consciência. Por sorte, um vizinho presenciou a cena e chamou outros homens. Eles invadiram a casa, o colocaram para correr e me levaram ao hospital.

Fiquei internada por 15 dias. Devido às agressões, perdi o bebê. Não consigo explicar o que senti. Não fiquei feliz, mas também não fiquei triste. Foi confuso, doloroso demais. Naquela época, eu tinha apenas 18 anos.

E como desgraça pouca é bobagem, quando meu pai soube do que Alex havia feito novamente, perdeu o controle. Invadiu a mansão dos Nakamura e o espancou quase até a morte. Mas, como sempre acontece no Brasil, o pobre paga caro. Meu pai foi preso.

Mais uma vez, a senhora Daniela foi meu anjo. Conseguiu um advogado competente que tirou meu pai da prisão. E então ela nos fez um convite que mudaria nossas vidas: ir morar na Itália com ela. Lá, ela tinha uma filha e uma mansão.

Aceitamos. Vendemos tudo no Brasil, arrumamos nossas malas e partimos. Alex, por sua vez, após meses de internação, foi enviado pelo pai para o Japão.

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Fazem cinco anos que moro na Itália. Desde que cheguei aqui, minha vida mudou para melhor. A senhora Daniela continua sendo um verdadeiro anjo. Consegui terminar a faculdade de TI e hoje trabalho em uma das maiores empresas de tecnologia da Europa.

Aqui, fiz novas amizades. Conheci a Grace, que estudou comigo e se tornou minha melhor amiga, e também o Taylor. Ambos são brasileiros e vivem aqui há anos. Meu pai trabalha para a senhora Daniela, cuidando de serviços de segurança e manutenção.

Mas, apesar de todas as conquistas, nunca mais consegui me envolver com ninguém. Nunca namorei. Não consigo me aproximar de um homem sem sentir medo. A violência que aquele monstro cometeu contra mim deixou marcas profundas que nem o tempo, nem a terapia, conseguiram apagar por completo.

Gianluca

Deixe-me apresentar: sou Gianluca Lombardi Moretti, tenho 29 anos. Sou CEO da empresa de tecnologia Lombrartec Inova Technology, mas também carrego outro título: sou o Dom da máfia Cosa Nostra.

Sou filho de Giuseppe e Francesca

Giuseppe Lombardi Rinaldi, 59 anos

Francesca Lombardi Moretti, 56 anos.

Tenho dois irmãos:

Stefano Lombardi Moretti, 27 anos,

e a caçula, Bianca Lombardi Moretti, de 24anos.

Assumi o posto de Dom da máfia e de CEO da empresa aos 22 anos, quando meu pai se aposentou. Desde então, comando tudo com mãos de ferro. Meu irmão é meu capo na máfia e também vice-presidente da empresa. Já meu melhor amigo,

Roberto Esposito Costa, 29 anos, é meu braço direito e consigliere.

Eu e Roberto nos conhecemos desde sempre. Ele é filho do antigo consigliere do meu pai, então crescemos juntos, como irmãos. Sei que Roberto nutre um amor platônico por Bianca, minha irmã, mas acredita que ela nunca olharia para ele — e teme que meu pai não aprovaria. O que ele não sabe é que eu aprovo. Afinal, quem cuidaria melhor da minha irmã do que ele?

Já eu... bem, eu preciso me casar. Meu pai sempre disse que um Dom precisa ser respeitado, e para isso deve ter uma família. Quando completei 23 anos, os velhos do conselho tentaram me arrumar um casamento com Valentina Rigonni Martinez, filha de um dos conselheiros.

Valentina... uma mulherzinha enjoada, de voz melosa, mimada, egoísta... e rodada. Já havia passado pela cama de metade dos mafiosos da Itália. Eu jamais aceitaria alguém assim como esposa. Tentaram me impor, mas eu os coloquei em seus devidos lugares. Sou o Dom, e ninguém manda em mim.

Valentina Conti Cesare (22 anos) cara de anjo, mas na verdade é um demônio

Se vou me casar, será por escolha própria. Afinal, vou passar o resto da vida ao lado dessa mulher. Na nossa tradição, um mafioso não pode trair.

Eu nunca namorei. Mafiosos não namoram. Sempre tive mulheres dispostas a me aquecer a cama quando preciso me aliviar. Mas é só isso: cama e adeus. Não sou do tipo que se apaixona, não acredito nessas bobagens de amor.

Mas também não sou homem de maltratar uma mulher. Quando encontrar a mulher ideal para ser minha primeira-dama, cuidarei dela como merece. Assim como meu pai sempre cuidou da minha mãe. Ele é meu maior exemplo.

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Meu pai nunca desistiu dessa ideia de me ver casado. Para ele, o Dom precisa de uma esposa não apenas por tradição, mas também como peça política. Uma aliança de sangue selada através do matrimônio sempre fortaleceu as famílias mafiosas.

Desde que assumi o trono, Giuseppe tenta, de tempos em tempos, me apresentar candidatas.

Primeiro foi Valentina, aquela patricinha ridícula que ousaram me impor. Depois vieram outras.

— Gianluca, — dizia meu pai, com aquele olhar sério e cansado de quem já viu o mundo se partir várias vezes. — Você precisa de alguém ao seu lado. Não pode comandar para sempre sozinho. Uma esposa traz equilíbrio, respeito... confiança.

Eu apenas sorria de canto. Sabia que, no fundo, ele queria que eu seguisse o mesmo caminho que ele: amar uma única mulher, como ele amou minha mãe. Mas Giuseppe também era pragmático demais para deixar de lado as vantagens de um casamento arranjado.

Numa das reuniões de família, apresentou-me a filha de um dos aliados da Calábria. Morena, de olhos verdes, corpo escultural... mas tão vazia quanto um copo quebrado. Sorriu para mim como quem oferece um prêmio. Fiquei observando seus gestos, sua forma de falar, a superficialidade escorrendo por cada palavra.

Não. Definitivamente não.

— Ela seria uma boa união, meu filho, — insistiu meu pai.

— Não vou casar com uma boneca de porcelana sem alma, — respondi, firme.

Em outra ocasião, trouxe a filha de um banqueiro siciliano, loira, elegante, refinada. Conversava bem, mas tinha aquele olhar ambicioso demais, como se estivesse calculando quanto tempo levaria para colocar as mãos no poder.

Também não.

— Você não pode ficar rejeitando todas, Gianluca, — meu pai esbravejou certa noite. — Um Dom não vive de amantes ocasionais. Precisa de herdeiros, precisa de uma esposa digna!

— E eu vou escolher a minha dignidade, pai. Ninguém vai decidir por mim.

Ele suspirou, derrotado por minha teimosia. Ainda assim, sei que não desistiu. Giuseppe é persistente como todo bom lombardo. De tempos em tempos, volta com uma nova candidata, como se estivesse colecionando cartas em um jogo que nunca termina.

O que ele não entende é que não estou esperando a esposa perfeita no papel, nem a filha de algum mafioso influente. Estou esperando aquela que vai incendiar meu mundo e, ao mesmo tempo, me trazer paz.

E até lá, todos os arranjos que tentarem impor a mim serão apenas isso: tentativas frustradas...

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