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O Amor Proibido do Herdeiro

O Encontro Inesperado

O sol da manhã filtrava seus raios dourados pelas janelas do imponente castelo dos Almeida. Lucas, o herdeiro da família, estava sentado à mesa do café da manhã, imerso em pensamentos. O aroma do café fresco e os bolos quentes não conseguiam desviar sua mente de uma única ideia: o casamento arranjado que se aproximava.

“Lucas, querido, você precisa se concentrar no que realmente importa”, disse sua mãe, Dona Helena, com um olhar firme. “O compromisso com Clara é essencial para a continuidade da nossa linhagem.”

Ele assentiu, mas seu coração pulsava de forma diferente. Clara era perfeita, sem dúvida — bela, inteligente e digna de ser a esposa de um herdeiro. Mas havia algo dentro dele que simplesmente não se sentia certo. Ele suspirou, olhando pela janela, onde o jardim florido parecia mais vibrante do que nunca.

Naquela manhã, enquanto caminhava pelos jardins, Lucas decidiu dar uma volta para clarear a mente. O som dos pássaros cantando e o perfume das flores trouxeram um pouco de paz. Foi então que ele a viu.

Sofia estava lá, dançando com as flores como se fosse uma parte delas. Seus cabelos castanhos dançavam ao vento e seu sorriso iluminava o ambiente. Ela não fazia parte dos planos que sua família havia traçado para ele — ela era a terceira irmã, a "menos importante", na visão dos Almeida.

“Oi!” ela exclamou ao notar Lucas parado ali, admirando-a.

“Oi,” ele respondeu, um sorriso involuntário surgindo em seu rosto. “Você sempre vem aqui?”

“Só quando quero escapar da rotina,” disse Sofia com um brilho nos olhos. “E você? Está fugindo de algo?”

Lucas riu nervosamente. “Acho que estou fugindo do meu futuro.” Ele hesitou antes de continuar. “Estou prometido a casar com Clara.”

Sofia franziu a testa por um momento antes de sorrir novamente. “Promessas são complicadas, não é? Às vezes, o coração deseja algo diferente.”

As palavras dela ecoaram em sua mente como uma melodia doce e intrigante. Não era apenas uma conversa; era como se Sofia pudesse ver através dele. A conexão entre eles crescia a cada instante.

“Você tem razão,” ele disse lentamente. “Mas é difícil falar sobre isso.”

“Às vezes precisamos arriscar e seguir o que sentimos,” Sofia sugeriu com um brilho provocador nos olhos.

Lucas sentiu seu coração acelerar. Ele nunca havia conhecido alguém tão livre e autêntica quanto Sofia. A conversa fluiu naturalmente entre eles — risadas e histórias sobre suas vidas no castelo trouxeram uma leveza inesperada.

Mas enquanto eles falavam, uma sombra pareceu passar pelo rosto dela quando mencionou Clara. “Ela é... intensa,” Sofia comentou com cautela.

“Intensa é uma palavra leve para descrever minha irmã mais velha,” Lucas brincou, mas logo percebeu que havia algo mais profundo ali. Ele queria saber mais sobre Sofia e menos sobre obrigações familiares.

A conversa continuou até que o sol começou a se pôr no horizonte — um espetáculo de cores vibrantes que refletia a nova amizade que estava nascendo entre eles.

“Eu preciso voltar antes que minha mãe comece a me procurar,” Lucas disse relutantemente.

“Claro! Não quero ser a razão pela qual você se mete em problemas,” Sofia respondeu com um sorriso travesso.

Enquanto se afastavam um do outro, Lucas sentiu uma pontada de saudade antes mesmo de se separar dela. Ele sabia que aquele encontro mudaria tudo — uma pequena faísca de algo inesperado começava a brilhar em seu coração.

Ao voltar para casa, as palavras de Sofia ecoavam em sua mente: "Às vezes precisamos arriscar." E naquele momento, Lucas percebeu que talvez estivesse pronto para enfrentar o desconhecido — mesmo que isso significasse desafiar as expectativas e descobrir o verdadeiro amor.

Era apenas o começo de uma história cheia de sentimentos intensos e desafios à frente...

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Promessas e Obrigações

Lucas acordou no dia seguinte com uma sensação estranha. A conversa com Sofia ainda ecoava em sua mente, como se as palavras dela tivessem plantado uma semente em seu coração, uma semente que ele não sabia se seria capaz de ignorar.

Ele se levantou da cama e foi até a janela, o sol já alto iluminando os jardins do castelo. O perfume das flores ainda parecia pairar no ar, como um lembrete de sua conversa com a jovem e misteriosa Sofia. Mas, como sempre, as responsabilidades logo vieram à mente, pesando sobre seus ombros. Ele era o herdeiro da família Almeida, e com isso, vinha uma grande carga de expectativas e obrigações.

“Lucas, você não pode escapar da realidade para sempre,” disse uma voz suave atrás dele.

Era sua mãe, Dona Helena, que entrou no quarto com uma expressão que mesclava preocupação e autoridade. Ela já sabia da tensão que estava tomando conta de seu filho, mas, para ela, o casamento com Clara era uma necessidade, não uma escolha. Clara era o casamento arranjado desde o nascimento de Lucas. Era a continuidade da linhagem dos Almeida, a conexão com famílias poderosas que garantiriam o futuro da dinastia. O amor poderia esperar — ou, quem sabe, nunca aparecer.

“Estou pronto para o café, mãe,” Lucas disse, tentando desviar o foco de suas próprias inquietações. Ele sabia que a conversa que se seguia não seria fácil.

“Não se trata de café, Lucas. A conversa precisa ser feita.” Dona Helena se aproximou e o olhou nos olhos, com uma seriedade que só ela tinha. “Você entende a importância de sua promessa a Clara, não é? Isso não é apenas sobre você, filho. É sobre o legado, o futuro da nossa família. O casamento com Clara é essencial para garantirmos a estabilidade da nossa posição.”

Lucas sentiu o peso das palavras de sua mãe, mas, por dentro, algo se opunha àquilo. Ele sempre soubera que o casamento seria um compromisso, mas, agora, com Sofia aparecendo em sua vida de maneira tão inesperada, ele não sabia como seguir com esse destino que lhe fora imposto. A memória de Sofia, com seus cabelos dançando ao vento e seu sorriso livre, parecia um reflexo do que ele mais desejava: liberdade.

“Eu entendo, mãe,” ele respondeu, tentando esconder o turbilhão interno. “Eu não estou esquecendo da minha responsabilidade.”

Dona Helena observou-o por um momento, percebendo que algo estava acontecendo dentro dele. Ela sabia que seu filho era inteligente e, até certo ponto, compreendia suas emoções, mas o futuro de toda a família estava em jogo, e ela não podia permitir que ele fosse distraído por algo tão passageiro quanto um sentimento.

“Não se deixe levar por caprichos juvenis, Lucas. O que você sente agora pode não durar. Clara é uma mulher forte e preparada, e ela será a parceira perfeita para você. Não se deixe seduzir pela ideia de algo proibido.”

A palavra “proibido” bateu no coração de Lucas como um martelo. Algo em suas palavras parecia mais uma advertência do que um conselho materno. Ele sabia que sua mãe tinha razão sobre a importância do casamento arranjado, mas ao mesmo tempo, sua alma se rebelava contra isso. Clara, com toda a sua beleza e perfeição, não era quem ele queria de verdade. E, pior, Sofia, a irmã “menos importante”, estava tomando um espaço em sua vida que ele não sabia como preencher.

“Eu sei, mãe,” ele disse, respirando fundo. “Eu não vou esquecer de minhas responsabilidades.”

Dona Helena sorriu, aliviada, mas não sem lançar um olhar de preocupação. Ela se afastou, deixando Lucas sozinho com seus pensamentos. O que ele não sabia era que esse sentimento crescente por Sofia era mais do que uma simples distração. Ele estava prestes a enfrentar um dilema que mudaria o curso de sua vida.

Ao sair de seu quarto, Lucas se dirigiu ao jardim. O céu estava limpo, sem nuvens, e o vento suave acariciava seu rosto. Ao longe, ele avistou Clara, sua noiva prometida. Ela estava de pé, olhando com serenidade para os jardins, mas havia algo em seu olhar que ele não conseguia identificar. Uma expressão que misturava desafio e impaciência.

Quando ela o viu, Clara caminhou em sua direção, seu vestido elegante balançando suavemente ao vento. Ela sorriu, mas seus olhos estavam mais atentos, como se estivesse observando cada movimento de Lucas.

“Bom dia, Lucas,” ela disse, sua voz suave, mas firme. “Precisamos conversar.”

Aquelas palavras fizeram o coração de Lucas acelerar. Ele sabia o que vinha a seguir. A cobrança, as expectativas, a obrigação de cumprir o que foi prometido. Mas, ao mesmo tempo, o rosto de Sofia, seu sorriso, continuava a surgir em sua mente, como uma sombra que não o deixava em paz.

“Claro, Clara,” ele respondeu, forçando um sorriso. “O que você precisa?”

“Você sabe que nosso casamento está se aproximando,” ela começou, observando-o atentamente. “E eu quero ter certeza de que você está tão comprometido quanto eu. Não podemos deixar que nada nos desvie desse caminho.”

As palavras de Clara eram firmes, mas havia um toque de vulnerabilidade em sua voz. Ela não sabia da crescente amizade de Lucas com Sofia, mas algo em seu comportamento recente parecia mostrar que ela pressentia a distância crescente entre eles.

“Eu estou comprometido, Clara,” Lucas respondeu, mas suas palavras saíam com dificuldade. “Mas há algo que eu preciso... entender.”

Clara o observou, suas sobrancelhas franzidas com preocupação. Ela sabia que algo estava acontecendo, mas não sabia exatamente o que.

“Eu só quero que você entenda, Lucas,” Clara disse com uma sinceridade que o surpreendeu. “O que estamos fazendo não é apenas para nós. É para todos ao nosso redor. Para a nossa família. Para o nosso futuro.”

Ela se aproximou dele, colocando a mão suavemente sobre seu braço. “Eu preciso saber que você está 100% comigo, não apenas por obrigação, mas porque realmente acredita no que estamos construindo juntos.”

Lucas ficou em silêncio, o peso de suas palavras recaindo sobre ele. Ele sabia o que a família dele esperava, mas seu coração ainda batia por Sofia. E, ao olhar para Clara, ele se perguntava se seria possível, um dia, amar alguém por pura obrigação, ou se o amor verdadeiro realmente existia em algum lugar fora das promessas e contratos que a sociedade impunha.

Sorriso na Tempesta

O dia parecia mais pesado do que Lucas poderia suportar. Após a conversa com sua mãe, e as palavras de Clara ainda ecoando em sua mente, ele sentia o peso das expectativas da família sobre seus ombros. Mas, no fundo, havia algo que se recusava a ignorar. A leveza de Sofia, seus olhos brilhando de forma descomplicada, contrastava com a obrigação de um futuro já traçado para ele.

Lucas se afastou do castelo com a desculpa de precisar de um pouco de ar fresco. A verdade era que ele não conseguia mais ficar em um ambiente onde a pressão e as responsabilidades o sufocavam. O jardim parecia o único lugar onde ele ainda se sentia livre para respirar. Quando ele chegou lá, algo o fez sorrir involuntariamente: Sofia. Ela estava ali, como sempre, entre as flores, em uma dança quase mística com o vento.

Sofia estava tão imersa no momento, com os braços levantados e os cabelos ondulando ao vento, que não percebeu sua presença até que ele já estava bem perto.

“Oi, Lucas,” ela disse, com um sorriso aberto e genuíno, como se ele fosse a parte que faltava naquele cenário perfeito. “Você parece... distraído.”

Lucas sorriu, um sorriso sincero, mas com uma ponta de tristeza. “Eu só... estou tentando entender o que está acontecendo comigo.”

Sofia o observou atentamente, como se quisesse entender as palavras não ditas. “E o que está acontecendo, exatamente?”

“Tudo,” Lucas disse, balançando a cabeça. “Meu futuro está decidido, mas eu não sei se é esse o futuro que eu quero.”

Sofia deu um passo mais perto, sentindo a tensão em seus ombros. “Você tem a sensação de estar preso em algo que não escolheu?”

Ele olhou para ela, e por um momento, tudo ao redor parecia desaparecer. O jardim, o castelo, a pressão de sua vida, tudo se desvanecia. “Sim. Eu tenho essa sensação o tempo todo.”

Sofia sorriu suavemente, como se ela soubesse exatamente como ele se sentia. “Talvez seja hora de encontrar o que você realmente quer, Lucas. Às vezes, seguimos um caminho porque ele foi traçado para nós, mas nem sempre ele é o certo.”

“E o que você sugere que eu faça?” Lucas perguntou, mais curioso do que nunca. Sua voz tremia levemente, como se o próprio ar ao redor fosse mais denso quando se tratava de suas emoções por ela.

“Eu não posso te dizer o que fazer. Mas talvez seja o momento de seguir o seu coração, em vez de fazer o que é esperado de você,” Sofia respondeu com um brilho provocador nos olhos. “Você tem o direito de ser feliz, não acha?”

“Eu... não sei se isso é possível para mim,” Lucas confessou. “A felicidade nunca foi uma opção. Pelo menos, não a felicidade que eu imaginei para mim. Desde pequeno, fui ensinado que o que importava era o legado, o nome da família...”

Sofia o interrompeu, colocando uma mão gentil sobre o braço dele. “Mas você não é apenas o sobrenome da sua família. Você é mais do que isso, Lucas. Você é uma pessoa, com sonhos, com desejos próprios. Não deixe que o peso das expectativas apague isso.”

Lucas ficou em silêncio, imerso em suas palavras. Ele sabia que ela estava certa, mas a pressão era grande. Olhando para Sofia, ele sentia que algo mais forte do que qualquer obrigação o estava puxando. Era como se, pela primeira vez, ele estivesse começando a enxergar uma possibilidade de algo mais, algo que ele nunca havia experimentado antes.

“Eu não sei o que fazer com isso tudo,” Lucas murmurou, sentindo-se vulnerável como nunca antes.

“Você não precisa saber tudo de uma vez,” respondeu Sofia, com um sorriso tranquilizador. “Às vezes, o mais importante é dar o primeiro passo, mesmo sem saber onde ele vai te levar.”

Lucas respirou fundo, sentindo uma mistura de medo e alívio. Sofia tinha uma calma inabalável que o acalmava de uma forma que ele não entendia, mas que ele não queria questionar. Ela fazia as coisas parecerem mais simples, como se fosse possível, talvez, encontrar a liberdade que ele tanto desejava.

“O que eu sei é que... eu não quero perder o que estamos construindo aqui, entre nós,” ele disse, a voz mais firme agora. “Eu não quero perder você, Sofia.”

Sofia olhou para ele, os olhos brilhando com algo que ele não conseguia identificar. “Eu nunca vou deixar você se perder, Lucas. Se você tiver coragem de ser quem você realmente é, sempre estarei ao seu lado.”

Mas antes que eles pudessem continuar a conversa, o som de passos apressados interrompeu o momento. Clara apareceu à distância, sua presença tão imponente quanto o castelo em que viviam. Seus olhos estavam focados em Lucas, e a expressão no rosto dela não deixava dúvida sobre a razão de sua chegada.

“Lucas!” Clara chamou, sua voz alta e clara, interrompendo o que estava acontecendo entre ele e Sofia.

Lucas sentiu um aperto no peito ao ver Clara. Não era apenas a noiva prometida. Clara também era uma mulher forte e determinada, e ele sabia que a presença dela nunca era por acaso.

“Eu preciso falar com você, agora,” Clara continuou, aproximando-se com passos firmes. Seus olhos estavam firmes e, embora houvesse um sorriso em seus lábios, o tom de sua voz não era amigável. “Eu já te procurei em todo o castelo.”

Sofia percebeu a tensão no ar e deu um passo atrás, como se soubesse que seu tempo com Lucas estava chegando ao fim por aquele dia. Ela sorriu para ele e, sem mais palavras, se afastou, deixando Lucas e Clara sozinhos novamente.

“Eu te ouvi, Lucas. Vamos conversar sobre nosso futuro.” Clara disse, olhando-o diretamente nos olhos, como se estivesse aguardando uma resposta que ele não estava pronto para dar.

Lucas suspirou. A tempestade estava prestes a começar.

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