Capítulo 01: Despertar dos Músculos
Gehazi acordou naquela manhã com uma sensação estranha. Ele esfregou os olhos, ainda sonolento, e
saiu da cama. Caminhou até o banheiro e, olhando no espelho, ficou completamente surpreso.
— Caramba, cara! — disse ele, examinando seus braços e abdômen. — Que diabos é isso? Estou
super musculoso para a minha idade!
Ainda um pouco confuso, ele desceu correndo as escadas e foi direto para a cozinha, onde sua mãe,
Mairi, estava preparando o café da manhã.
— Mãe, você precisa ver isso! — Gehazi exclamou, puxando a manga da camisa para mostrar seus
músculos. — Meu corpo está enorme!
Mairi olhou para o filho com olhos arregalados, deixando a frigideira cair.
— Puta merda, Gehazi! O que aconteceu com você? Isso não é normal para uma criança da sua idade.
— Eu também não sei, mãe. Acordei assim e estou pirando.
— Precisamos te levar ao médico imediatamente. Talvez eles possam descobrir o que está acontecendo.
Gehazi concordou, e logo estavam na clínica. O médico examinou Gehazi, com uma expressão cada
vez mais perplexa.
— Nunca vi nada assim — disse o médico, coçando a cabeça. — Seus músculos estão incrivelmente
desenvolvidos para a sua idade. Precisamos fazer alguns exames para encontrar a causa.
Gehazi passou o dia realizando exames com máquinas estranhas e agulhas, esperando os resultados.
As pessoas na clínica ficavam olhando para ele, o que só aumentava seu desconforto.
Finalmente, os resultados saíram e o médico chamou Gehazi e Mairi para uma conversa.
— Gehazi, descobrimos que você tem uma mutação genética rara. Seus músculos estão se
desenvolvendo a uma taxa incomumente rápida, causando essa aparência física avançada.
Gehazi ficou pasmo.
— Então, o que diabos isso significa para mim?
— Bem, isso significa que você terá uma força física excepcional. No entanto, isso também pode trazer
alguns problemas de saúde. É importante que você faça check-ups médicos regulares.
De volta para casa, Gehazi e Mairi ainda estavam processando a notícia. Gehazi estava animado com
suas novas habilidades, mas também preocupado com possíveis complicações.
— Ei, mãe, você acha que eu vou poder ajudar mais pessoas com essa força? — Gehazi perguntou,
tentando ver o lado positivo.
— Talvez, filho. Mas precisamos ter cuidado. Você ainda é uma criança.
Meses se passaram, e Gehazi aprendeu a controlar e utilizar sua força. Ele se tornou uma lenda local,
conhecido por seus feitos físicos, mas nunca deixou de se preocupar com sua saúde.
Ele continuou a visitar o médico regularmente e tomava todas as precauções necessárias. Além disso,
começou a treinar com um mestre de artes marciais para aprimorar suas habilidades.
Com o tempo, Gehazi percebeu que sua mutação genética não era uma maldição, mas um presente.
Ele decidiu usar suas habilidades para proteger os vulneráveis e lutar contra a injustiça.
Gehazi se tornou um herói no Rio de janeiro, um símbolo de esperança e força. Ele estava determinado
a usar seus poderes para fazer a diferença e mostrar que não importa como você nasce, mas o que você
faz com suas habilidades.
E assim, Gehazi, o garoto musculoso, embarcou em uma jornada de aventuras e desafios, mostrando
ao mundo que até mesmo uma criança pode ser um verdadeiro herói.
(Você quer ver o próximo capítulo? Está curioso? Dê um like e comente o que você acha que deve
acontecer no próximo capítulo.)
Em uma rua chamada Rocinha, Geazi andava com as compras do mercantil pesadas nos braços
erguidos. A camisa, incapaz de cobrir sua barriga e seus braços fortes, deixava-o exposto para as
pessoas que olhavam curiosas enquanto ele passava. Sua mãe, Mairi, caminhava ao seu lado até a
casa. Geazi suava e corava de vergonha, apressando o passo.
— Que merda mano! Parem~ de olhar pro meu corpo! Por favor~ — pensava ele, surtando
internamente.
— Filho, não fica tão apressado, cê pode levar uma topada e cair com as compras — disse Mairi com
um tom preocupado.
Geazi sentiu-se obrigado a suportar a situação e murmurou baixo:
— Me fudi~.
Quase chegando ao Monte Set'apart, no topo do cume Pão de Açúcar, Geazi avisou à mãe:
— Mãe, espera! Não vai primeiro!
Com um salto surpreendente, ele pulou bem alto, como uma pulga, até o cume do monte para guardar
as compras em casa. Logo voltou com outro salto para buscar Mairi. Juntos, saltaram até lá e
finalmente chegaram em casa.
À distância, o Mount Set'apart era alto, similar ao Pão de Açúcar no RJ. Em casa, durante o jantar,
conversaram em família. Depois, Geazi se ofereceu para lavar toda a louça sozinho.
— Por favorzinho, mãenha, deixa~ tudo comigo — pediu ele em tom bondoso e manso.
Após terminar a tarefa, Geazi começou um assunto curioso:
— Olha, mãe, já viu meu corpo, né? Quando eu levanto meus braços assim, relaxado, e coloco as mãos
atrás da cabeça?
Ele riu e continuou:
— As minas vão pirar e gozar por causa de mim e cairem em cima de mim rsrs.
Mairi, com uma cara de desdém, repentinamente deu um belo duma mãozada com a chinela na cara
dele com uma força medonha, fazendo-o ficar de pernas para o ar.
— Quantas vezes eu tenho que te falar?! MENINO, EU NÃO TE CRIEI PRA SER UM VADIO,
GEAZI-O! VÁ PRO TEU QUARTO, TÁ DE CASTIGO, MENINO!
Geazi, mansamente e triste, respondeu:
— Ai, mãenha! Isso doeu. Tudo bem, eu vou lá pra cima. Eu te amo!
Com a cara ardida, ele deu um beijo de respeito na bochecha da mãe e foi para o quarto. Mairi,
olhando com orgulho e admiração, disse consigo mesma:
— Meu Geazi, sempre exibidão igual ao pai dele no passado...
Fez uma pausa, virou a cabeça e disse em seguida:
— Ed...meu amor, onde cê tá?...
Parte 03: A Visão
Nota (N/T): Gehaji em japonês tradicional quer dizer Geazi em pt br
Gehaji teve uma visão muito impressionante. Ele estava flutuando no ar em um ambiente calmo e
cheio de partículas brilhantes douradas, num fundo branco desfocado. Ele abriu os olhos um
pouquinho e ouviu uma voz muito majestosa e amorosa dizendo:
— Meu filho, eu tenho uma missão especial para você: encontre o seu pai. Eu te amo demais,
juntamente com sua mãe, Mairi. Eu sempre estarei contigo.
Gehazi acordou, ainda dolorido.
— Ah, eu ainda tô saradão e dolorido — gemeu ele de dor e desconforto.
Levantou-se, foi lá embaixo e comeu e bebeu com sua mãe na mesa da cozinha. De repente, ele teve a
ideia de ir brincar de futebol com os colegas de rua.
— Não — disse Mairi, com receio.
— Por favorzinho, mãenha, deixa eu brincar. Eu não tenho irmãos e nem amigos além da senhora.
Mairi ficou comovida com o desejo dele ao olhar nos olhos do filho e, mesmo relutante, acabou
permitindo.
— Tá bom, mas tenha cuidado.
Gehazi correu até os colegas, que estavam jogando futebol. A bola foi chutada e quase atingiu o rosto
dele, mas ele pegou na hora.
— Ei, manos, posso jogar também?
Os meninos não deixaram, mas ele insistiu.
— Puta que pariu mã!, mano, não é não e pronto!
Gehaji não se deixou abalar. com uma expressão de sem vergonha, pálpebras meio fechadas, Ele não
devolveu a bola, mas a jogou no ar e deu um mortal e um só chute impressionante de cabeça pra baixo,
fazendo a bola pegar fogo e ir direto para o gol. Todos ficaram surpresos e comemoraram.
Ao perceberem Gehaji, notaram que ele era o único branco entre eles, enquanto os outros tinham pele
morena. Além disso, sua aparência física forte, apesar de ter apenas 10 anos, chamou atenção. Eles
olharam de volta para Gehaji e perceberam que sua aparência estava mudando. Sua pele ficou
encarnada (vermelha), e seus cabelos cresceram, ficando longos e crespos, ele tinha antes um lado
raspado e o outro cheio, agora de um vermelho escuro. Seus olhos mudaram para a cor de chamas
amareladas; antes, um olho era azul e o outro, marrom.
Ao ver isso, os meninos fugiram dele com indiferença e estranheza.
— Ei, por que tão saindo? Voltem, cara! Por favor, eu só queria brincar com vocês, pô! Voltem, por
favor!
Com um pouquinho de lágrima nos olhos, Gehaji notou que sua pele havia mudado de repente, mas
sua musculatura forte não se alterou. Ele tocou no braço e viu que estava com temperatura alta, como
se tivesse febre. Seu cabelo estava quente, mas não tanto. Chegou à conclusão de que havia herdado
uma aparência de capetinha, como os colegas começaram a chamá-lo com estranheza e zuera.
Desanimado, Gehazi foi embora para casa contar tudo o que aconteceu à sua mãe.
Chegando em casa, Gehaji encontrou Mairi na cozinha.
— Mãe, preciso te contar uma coisa.
Mairi olhou para ele com preocupação.
— O que foi, filho?
Gehaji explicou tudo o que havia acontecido na rua, incluindo a visão, a transformação e a reação dos
meninos.
— Eles me chamaram de capetinha, mãe...
Mairi suspirou e abraçou o filho.
— Gehaji, eu sei que é difícil, mas precisamos descobrir o que está acontecendo com você. E sobre a
visão... encontrar seu pai... isso é algo que vamos precisar entender melhor.
Gehaji assentiu, ainda triste, mas confortado pelo abraço da mãe.
— Vou te ajudar, meu filho. Não importa o que aconteça, estou sempre ao seu lado.
— Obrigado, mãenha. Eu te amo.
Depois do jantar, enquanto Gehaji lavava a louça sozinho, como sempre, ele começou a pensar na
missão que a voz lhe deu. Precisava encontrar seu pai. Mas onde começar? E por que ele estava
mudando daquela forma?
Com a mente cheia de perguntas, Gehaji terminou a tarefa e subiu para o quarto. Ele se deitou,
pensando na visão e nas palavras da voz majestosa.
— Eu tenho uma missão especial... encontrar meu pai...
Ele fechou os olhos, determinado a descobrir o que aquilo significava. Mairi, de seu quarto, também
estava pensando no que Gehaji lhe contara. Ela sussurrou para si mesma:
— Ed... meu amor, onde você está?
Assim terminava mais um dia na vida de Gehaji, repleto de novas perguntas e desafios, mas com a
certeza de que ele não estava sozinho.
Após uma manhã, Gehazi acordou não mais encarnado, mas de volta ao normal. Ele se espreguiçou
gostosamente na cama, esfregou os olhos e se levantou. De repente, soube que sua mãe havia sido
sequestrada por sete homens marginais. Ninguém os impediu porque tinham muito medo deles.
Gehazi, sentindo um misto de tristeza e ira, correu como um condenado para impedir o sequestro.
Durante a corrida, transformou-se naquele capetinha com fogo nos olhos. Numa cena épica, ele
correu velozmente, envolto em chamas, até alcançá-los. Um dos bandidos, assustado, atirou uma bala
perdida que acertou o braço de Gehazi. Ferido, ele caiu com muita dor. Mesmo assim, vendo os
sequestradores ao longe, engoliu o choro e voltou a correr atrás deles, desta vez sem a forma
demoníaca.
No meio do caminho, Gehazi caiu numa passagem secreta e foi parar num túnel subterrâneo.
Desconfiado, olhou em volta e andou até o final do túnel. Ali, deparou-se com um bar cheio de
valentões, uns com cara de bobão e outros robustos e cruéis.
— Eu nunca estive aqui antes — sussurrou para si mesmo.
Passou despercebido ao lado de um homem de capuz negro, com físico forte como o de um lutador. O
homem chamou a atenção de Gehazi e, com um tom amigável, cumprimentou-o.
— Olá, garoto. Eu sou um bom homem e serei seu guia a partir de agora neste lugar.
Gehazi, ainda desconfiado, olhou para o homem de capuz negro.
— Quem é você? E como sabe quem eu sou? — perguntou Gehazi, tentando esconder sua
preocupação.
— Meu nome é Azriel. Sei muito sobre você, Gehazi, e sobre a missão que você recebeu — respondeu o
homem, com um sorriso enigmático. — Vamos, siga-me. Temos muito a fazer.
Relutante, mas sem outra opção, Gehazi seguiu Azriel pelo bar cheio de valentões. Eles passaram por
uma porta nos fundos, que levava a outro túnel. Azriel explicou:
— Esse lugar é um esconderijo para aqueles que não são bem-vindos na superfície. Aqui, você
encontrará aliados e informações sobre onde os sequestradores levaram sua mãe.
Gehazi, ainda com dor no braço ferido, sentiu uma mistura de alívio e determinação.
— E como você vai me ajudar? — perguntou Gehazi.
— Primeiro, vamos cuidar do seu ferimento — disse Azriel, parando em frente a uma sala com
suprimentos médicos. — Depois, precisaremos de uma estratégia para enfrentar os bandidos.
Gehazi assentiu, deixando Azriel cuidar do ferimento. Enquanto Azriel trabalhava, Gehazi não podia
deixar de pensar na visão que teve e na missão de encontrar seu pai.
— Azriel, você sabe algo sobre meu pai? — perguntou Gehazi, enquanto Azriel terminava o curativo.
Azriel parou por um momento, olhando seriamente para Gehazi.
— Sei mais do que você imagina. Mas primeiro, precisamos resgatar sua mãe. Depois, falaremos sobre seu pai.
Gehazi sentiu um misto de ansiedade e esperança. Ele sabia que estava prestes a embarcar numa
jornada que mudaria sua vida para sempre. Com o braço tratado e um novo aliado ao seu lado, ele
estava pronto para enfrentar os desafios que viriam.
— Estou pronto, Azriel. Vamos salvar minha mãe.
Azriel sorriu e assentiu.
— Então vamos, Gehazi. A batalha está apenas começando.
E assim, com determinação renovada e um guia misterioso ao seu lado, Gehazi se preparava para
enfrentar os perigos que o aguardavam, determinado a resgatar sua mãe e descobrir os segredos de seu
passado.
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